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    Adorando a um Deus desconhecido - Atos 17.22-23

    “Eu creria na sua salvação se eles (os cristãos) se parecessem um pouco mais com pessoas que foram salvas’’ (F. Nietzche)

    Essa afirmação dita por Fiedrich Nietzche, no final do século XVIII, nunca foi tão atual como nos dias de hoje. O cristianismo está cheio de pessoas e líderes que vivem a verdade como se fosse uma mentira. Pessoas que vivem o que não pregam e pregam o que não vivem.

    O professor Hugh Black, no seu “Serviço de amor a Cristo”, diz:
     “Uma jovem judia, que é agora cristã, pediu a certo senhor que lhe havia dado instruções a respeito do evangelho, que lesse com ela a história. Porque, disse ela, tenho lido os evangelhos e estou perplexa. Quero saber quando os cristãos deixaram de ser tão diferentes de Cristo”

    Essa é a realidade atual, um cristianismo que tem o rótulo de Cristo, mas nenhum conteúdo dEle. Vivemos na época do vazio. A manipulação está substituindo o conhecimento de Deus e sua Palavra em nossas igrejas. Não são poucos os que têm a cruz de Cristo no peito, mas não têm Cristo na mente. Os membros das igrejas são recebidos, mas não são instruídos; são animados, mas não são ensinados. As pessoas estão adorando a um Deus que elas não conhecem. A verdadeira adoração requer o envolvimento do coração e da cabeça. O culto do coração, sem o entendimento, é forma errada de adoração, conforme o Senhor Jesus Cristo.

    Muitas igrejas são como os atenienses no Areópago. O altar estava ali, a adoração está sendo realizada, mas o Deus é desconhecido. A cena é parecida demais com a igreja moderna. Muitas nada mais falam de Deus e se resumiram apenas a um ajuntamento de pessoas, um verdadeiro Clube Social, onde tudo é superficial, inclusive o estudo sobre Deus. O caráter de Deus é desconhecido.

    Essa falta de conteúdo de Cristo na vida daqueles que são ou se dizem seus seguidores tem tirado a força do testemunho da verdade e a credibilidade da mensagem do evangelho.
    O pastor Paulo Romeiro, em uma palestra, tratando sobre o mundanismo X espiritualidade em nossas igrejas, disse:

    “O maior inimigo da igreja de Cristo, hoje, não é o mundanismo, nem o Islã, com seu crescimento espantoso, nem o pós-modernismo, nem a hostilidade da mídia. É o abandono da visão teológica da igreja. É a perda de identidade. É a transformação da igreja em empresa e do pastorado em emprego ou bico. É a falta de vivência de valores espirituais. É a visão limitada de estrategistas de visão secular bem ampla, mas de visão espiritual bem limitada”.   
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