É
um dom do Espírito Santo para conhecermos a verdade e o erro.
Tratando-se
de um dom, o discernimento dos espíritos, 1CO12.10;
1JO 4.1, só pode ser discernido pelo Espírito Santo. Muitos têm-se deixado
enganar por falsas profecias e por ensino de demônios. Precisamos pois estar
atentos ao que ouvimos, vemos,tocamos, provamos ou saboreamos e até cheiramos.
Na Carta aos Coríntios, nos é recomendado
buscarmos os dons espirituais a fim de que possamos cooperar para o Bem, e não
nos deixarmos enganar pela dissimulação de espíritos enganadores, que muito têm
perturbado os desatentos, deixando-se envolver por falsas profecias e
enganos quanto à sã doutrina. Procuramos pois tecer-vos os ensinamentos acerca
deste dom do “discernimento de espíritos”, como segue:
“Quem tem ouvidos para ouvir que ouça”.
Esta recomendação deverá ser compreendida de que ouvimos muitas vozes, mas é
preciso escutarmos aquilo que o Espírito Santo nos fala ao coração. São muitas
as palavras persuasivas de homens fraudulentos, pregadores de mentiras e de
falsas profecias, que nos procuram enganar. O que ouvimos deverá sempre ser
entendido pelo coração, que é a nossa consciência, porque com ele é que
acreditamos, ou não. Um coração puro é sensível à verdade e um coração
inconstante é sujeito ao erro.
Lembro-me de muitas profecias de homens,
popularmente famosos, a quem nunca escutei. Um dos erros consiste em misturar
certas verdades com mentiras. Procuram camuflar os erros com certas verdades,
mas quem conhece Jesus, sabe que a verdade nunca poderá ser poluída com o erro.
A visão é um dos sentidos do homem
natural, e com ela vemos apenas o que é aparente. Certamente que o leitor
está recordado de que Deus não vê pela aparência, porque Ele sonda os corações.
A cosmética é uma “arte de disfarce”, e não poucos têm sido enganados por
ela. O paladar é um outro dos sentidos que precisamos cuidar no
discernimento dos espíritos. Jesus ensinou-nos de que o sal tem a função de dar
sabor, mas se ele se tornar insípido, para nada mais serve.
Nunca se esqueça de que a boca fala do
que está no coração, e que a boa e agradável Palavra de Deus, é
sempre temperada com a virtude. Um outro dos sentidos naturais é o tacto.
Também o homem espiritual reconhece o espírito da verdade e do erro, pelo
tacto. Jesus revelou-se a Tomé pelo tacto, satisfazendo-lhe a maneira como O
desejou conhecer. Finalmente o olfacto é também um sentido espiritual
pelo qual “cheiramos a Cristo”. Há pessoas que não cheiram a ovelha,
mas a cabrito.
Meus irmãos, nunca devemos cultivar um
espírito crítico, e julgar o próximo, como se por um processo de psicanálise se
tratasse. O que acima referimos serve somente para despertar espiritualmente os
nossos sentidos, e estarmos cientes de que só as ovelhas do Senhor conhecem a
Sua voz e O seguem, e não a estranhos. João 10
Por Amílcar e Isabel Rodrigues


