Os jovens cristãos vivem um paradoxo na tentativa de conciliar os
ensinamentos sobre sexo que recebem nas igrejas e a realidade encontrada em
seus relacionamentos e círculos de amigos. A tese é defendida professora de
estudos religiosos e pesquisas, doutora Teresa Delgado.
Segundo Teresa, há uma mudança de atitude de alguns cristãos sobre
questões relacionadas à sexualidade humana, e principalmente à doutrina de que
o sexo só deve ser praticado dentro de um casamento heterossexual.
Um estudo realizado no ano passado constatou que os jovens da geração Y,
que têm entre 18 e 30 anos, são propensos a desconsiderar a doutrina recebida
nas igrejas sobre o tema.
De acordo com o Christian Post, muitos adultos que se identificam como
cristãos têm adotado uma postura mais liberal em relação ao sexo antes do
casamento, o que levanta questões sobre como as igrejas devem enfrentar a
situação.
A própria Teresa Delgado afirma que durante os nove anos em que leciona
Teologia e Ética como professora associada do departamento de Estudos
Religiosos da Universidade de Iona, nos Estados Unidos, tem ouvido relatos de
alunos sobre sentimentos conflitantes quando o sexo e a fé se encontram.
O instituto cristão Pew Research Center apresentou um relatório de um
levantamento que aponta para um aumento de norte-americanos sem religião, e
frisou que esse grupo é basicamente formado por “adultos mais jovens, políticos
liberais e pessoas que tomam posições liberais sobre o casamento do mesmo
sexo”.
O Instituto Público de Pesquisa da Religião (PRRI, em inglês) constatou
durante uma pesquisa que os jovens da Geração Y tendem a ser mais tolerantes
sobre o assunto da homossexualidade e o casamento gay.
O PRRI destacou que há uma tendência notada a partir da pesquisa que os
jovens deixem a religião aprendida na infância. “Quase um terço dos que
abandonaram sua religião de infância, dizem que os ensinamentos ou tratamentos
desfavoráveis a gays e lésbicas desempenharam um papel importante nessa decisão”,
afirmou Robert P. Jones, presidente do PRRI.

