“O mal empreende o ataque, o bem organiza a defesa.
O primeiro movimenta a agressão, estabelece o terror, espalha ruínas. O segundo mobiliza o direito, cria energias novas, eleva sentimentos e consciências”.
Os povos pacíficos da atualidade encontram problemas de solução imediata, cuja equação requer ânimo sadio.
Como interpretar o assédio de força? Como receber as novas modalidades de tirania?
O ataque do mal vem à sombra da noite, o golpe traiçoeiro não espera declarações diplomáticas, nem a invasão generalizada obedece a protocolos políticos.
Muitas nações mantiveram-se à margem dos grandes conflitos, guardando a neutralidade e as tradições do direito internacional . Nem por isto , todavia, tornaram-se respeitadas. A onda de barbarismo envolve países, coletividades, continentes.
E quando a vítima é a Igreja? Quando as forças malignas tentam arrancar-nos do caminho da cruz e nos levar a um atalho; a uma “versão facilitada” do Evangelho? Qual será nosso posicionamento? Passivos ou Inconformados?
É necessário que o bem organize a defesa.
Muita gente pergunta:- Combater por quê? Estamos com Jesus que ensinou o bem e a paz.
Entretanto, é indispensável não esquecer que existem padrões de pacifismo e padrões de passividade.
O Mestre é o Príncipe da Paz. Contudo, é imprescindível raciocinar quanto ao que seria do cristianismo se Jesus houvesse entrado em acordo com os fariseus do templo...
Seguir o Mestre não é incensar-Lhe o nome apenas. É tomar a cruz deste testemunho, sem desdenhar sacrifícios.
Não esqueçamos que Paulo se refere a combater.
Em horas tão graves quanto estas, quando o direito e o bem, a PAZ e a VERADADE reclamam linhas de defesa, organizemos também os círculos espirituais de cooperação.
Ninguém deve esquecer que o esforço cristão há de ser total para a vitória total do Evangelho.
Infelizmente a maioria dos cristãos optam por “não concordarem com o Sistema Mundano, mas não dar sua opinião”. Eu acredito piamente que quem cala consente, não basta não concordar com o mundo, é preciso reprová-lo, se inconformar (“E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. RM 12.2);
Com medo de retaliações, ou mesmo perda de posição, a maioria assume uma passividade alegando estar deixando tudo nas mãos de Deus. Lembremos que nós somos o sal da terra; lutar contra a apostasia é nossa função. Não basta não CONCORDAR, é preciso PROTESTAR.
“E, apesar de conhecerem a justa Lei de Deus, que declara dignos de morte todas as pessoas que praticam tais atos, não somente os continuam fazendo, mas ainda aprovam e defendem aqueles que também assim procedem”. RM 1.32
“E não vos associeis às obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as”; EF 5.11
Certo homem escreveu:
“O que me preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons”.
Seu nome: Martin Luther King Jr.


