Se a execução
for consolidada, será a primeira vez que um brasileiro morre condenado à pena
de morte no exterior. Outro brasileiro, Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 42 anos,
também foi condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas e teve, na
semana passada, seu pedido de clemência rejeitado pelo presidente Joko Widodo.
Com isso, não há mais recursos legais que possam impedir a sua execução, que
ainda não foi marcada.
Segundo Utomo
Karim, advogado pago pelo governo brasileiro para defender Cardoso Moreira, seu
cliente ficará isolado até a data marcada para a execução, que será feita por
fuzilamento. Karim disse ao jornal que Cardoso Moreira ficou “chocado” ao ser
informado da execução iminente. Sem filhos e com os pais mortos, somente uma
tia do brasileiro está na Indonésia acompanhando o caso, assim como um
diplomata escalado pelo governo brasileiro.
Ainda de
acordo com a ‘Folha’, o governo da Indonésia não respondeu aos apelos do
governo brasileiro, que interveio com uma mensagem da presidente Dilma Rousseff
para Widodo. Ex-governador de Jacarta, Joko Widodo assumiu a presidência em
outubro e implantou uma política de tolerância zero para traficantes,
prometendo executar os condenados por esse tipo de crime. Ele tem apoio da
população, amplamente favorável à pena de morte. Em 2013, a Indonésia fuzilou
cinco condenados e atualmente há 64 presos no corredor da morte no país.
VERDADE GOSPEL

