O
Caminho da Fidelidade Conjugal
08 de fevereiro de 2015
Texto
Áureo
“Não obstante, vós, cada um em particular também ame a
própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido” Ef 5.33
Verdade
Aplicada
A fidelidade conjugal é uma decisão que se toma com
consciência, regada e movida pelo amor.
Textos
de referência
Ef 5.22-25
22 As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como
ao Senhor;
23 porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é
o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo.
24 Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também
as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.
25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a
igreja e a si mesmo se entregou por ela,
INTRODUÇÃO
Vivemos um tempo de escassez de fidelidade na área dos
relacionamentos. A cultura do descartável prega cada vez mais a
superficialidade, frieza e distância (Mt 24.12). A fidelidade conjugal é um
caminho estabelecido pelo próprio Deus. É uma decisão movida pelo amor que se
toma com consciência, liberdade e antecedência.
1. O compromisso de fidelidade no casamento
O casamento não é meramente um acordo sexual que se mantém
inviolável, mas um compromisso santo diante de Deus. Por meio desse
compromisso, o homem aceita a responsabilidade de agir com fidelidade em
relação à sua esposa. O Senhor considera esses votos como uma prova do desejo
do homem de amar a esposa assim como Cristo amou a Igreja (Ef 5.25). Quando o
homem viola a lei do amor, quebra seus votos e enfraquece a aliança com sua
mulher. As evidências desse compromisso de amor são o altruísmo, a vontade de
fazer o bem à pessoa amada e o desejo de viver em unidade.
1.1 Amor e
mutualidade entre homem e mulher
Para que uma relação perdure deve haver mutualidade, o que
implica no envolvimento comum numa história de vida, no desenvolvimento de uma
realidade partilhada entre o casal, na compreensão das semelhanças e diferenças
entre eles e em um esforço mútuo para equilibrar a relação. Por isso a Palavra
de Deus afirma que o marido deve amar sua esposa e a esposa deve, em uma missão
conjunta, sujeitar-se a seu marido (Ef 5.22,25).
1.2
Fidelidade dos cônjuges
A fidelidade conjugal é uma decisão que se toma com consciência
regada e movida pelo amor. Ninguém é forte o suficiente para lidar com as
paixões da carne sem ter se preparado para isso (Pv 4.23). Um cônjuge fiel
fecha os olhos, tampa os ouvidos, evita lugares, pensamentos e momentos que o
levarão ao pecado. O casamento precisa ser um jardim regado e cuidado todos os
dias pela Palavra de deus. Por conseguinte, a prática do amor sacrificial
levará à compreensão, comunhão e respeito e culminará na fidelidade (Ct 6.3). A
cama do adultério pode ser macia e cheia de encantos, mas ela deixa espinhos no
coração, peso na consciência e tormentos na alma. Somente o temor do Senhor, o
compromisso de fidelidade e o amor altruísta podem livrar os cônjuges da
sedução, das propostas fáceis e das ofertas tentadoras.
1.3 As necessidades
sexuais de cada um
O apóstolo Paulo fala sem reservas e com clareza a respeito
da importância e das realidades das relações sexuais no casamento (1Co 7.3-5).
Em uma época em que a esposa era considerada legalmente propriedade do marido.
Paulo faz uma declaração muito a frente do seu tempo. Essa declaração instrui
os casais sobre a responsabilidade de se relacionarem sexualmente de forma
fiel. O sábio Salomão também registrou essa importância dando a clara evidência
de que homem e mulher têm o direito a relações sexuais mútuas no casamento (Ct
2.16).
2. Os desafios da fidelidade
Fidelidade significa um compromisso duradouro com o
bem-estar e o crescimento do outro. É comprometer-se com integridade e
felicidade para que cada dom, talento e capacidade tenha a oportunidade de
desabrochar e florescer. Tanto o marido quanto a esposa são chamados a
sacrificar-se pelo progresso do outro. Fidelidade significa que nos recusamos a
tomar atitudes superiores um para com o outro. Devemos rejeitar os jogos pelo
poder, a falsa superioridade e a hierarquia artificial nos relacionamentos. A
fidelidade está intimamente ligada à honestidade e à transparência de ambas as
partes.
2.1 O amor
incondicional do esposo
Quando Deus diz em Sua Palavra que o homem deve amar a
esposa como Cristo amou a Igreja, cabe a ele descobrir como cristo o fez, para
que saiba a maneira correta de agir (Ef 5.25). As evidências do amor são
altruísmo, a vontade de fazer o bem à pessoa amada e o desejo de viver em
unidade. Geralmente o amor entre os cônjuges é associado de forma romântica e
apaixonada, pois a vida de encantamento. No entanto, a afirmativa de Paulo leva
ao amor que se fundamenta na disposição de sacrificar, sem vantagens, sem
benefícios, em favor da esposa. O amor que nivela as diferenças é o amor
sacrificial, o amor de renúncia, de doação e de entrega.
2.2 Submissão da mulher
O apóstolo Paulo ordena que a mulher seja submissa a seu
marido (Ef 5.22-24). Infelizmente, uma das maiores artimanhas do inimigo é
esvaziar o sentido das palavras. Nenhuma palavra foi mais distorcida do que
“submissão”. Precisamos, então, compreender o significado deste termo. Para
isso, vejamos o que não é submissão. Submissão não é inferioridade. Devemos
desinfetar a palavra “submissão” de seus sentidos adulterados. A mulher não é
inferior ao homem. Ela é tão imagem de Deus quanto o homem. A mulher, de acordo
com a Palavra de Deus, é auxiliadora, do marido e não uma escrava. Os homens
devem coabitar com as mulheres com honra (1Pe 3.7), isso é tão imperativo que
está sob pena de suas orações serem impedidas. Nunca foi propósito de Deus que
a mulher fosse hostilizada, como aconteceu ao longo da história, a ponto de
serem mutiladas e impedidas em seus direitos civis e sociais. Muito pelo
contrário, a mulher é vista na Bíblia como alguém tão digna de ser amada a
ponto do homem ter que deixar pai e mãe para unir-se a ela, formando com ela
uma só carne (Gn 2.24).
2.3
Promiscuidade e pornografia
Em meio à enxurrada de informações do cotidiano, podemos receber
com a maior facilidade o ataque desenfreado ao mais íntimo dos nossos
pensamentos, com mensagens e convites para acesso fácil e rápido a pornografia.
Ao mesmo tempo em que a tecnologia nos auxilia, também polui a nossa mente.
Vê-se que a sexualidade está muito distorcida em nossos dias. Nossa tarefa,
enquanto cristãos, é passar cuidadosamente e com integridade por tudo isso. Não
devemos jamais alimentar nossa mente com pornografia, pois ela vagueia através
dos pensamentos e pecamos, podendo inclusive nos levar a concretizar o pecado.
A mente desocupada leva ao pecado (2Sm 11.2).
3.
Os benefícios da fidelidade
Deus valoriza a fidelidade e prometeu bênçãos
transformadoras ao povo de Israel se fosse obediente e fiel a Ele (Lv 26.3-13).
Na vida conjugal, quando nos comprometemos com o nosso cônjuge, desfrutamos das
bênçãos que uma relação a dois pode proporcionar.
3.1
Segurança no casamento
A fidelidade traz segurança e estabilidade para o casamento.
A Bíblia declara que no temor do Senhor há firme confiança e Ele será um
refúgio para seus filhos (Pv 14.26). A fidelidade proporciona segurança
espiritual e emocional que é indispensável ao bom relacionamento conjugal.
Fator indispensável à estabilidade no casamento. Sem fidelidade, o casamento
desaba, As estruturas do matrimônio não foram preparadas para suportar o peso
da infidelidade, cujos efeitos sobre toda a família são devastadores. A fidelidade
estabelece confiança e segurança no casamento, que por sua vez cria um ambiente
de estabilidade, um relacionamento seguro e duradouro em alicerces sólidos. É
através da fidelidade que se cumpre em nossas vidas a Palavra de Deus (Mt
19.6).
3.2 Prosperidade
no lar
A fidelidade é o princípio da verdadeira prosperidade entre
casais e na família, e só é possível através do amor a Deus. Quem ama
verdadeiramente é fiel. Se quisermos viver em prosperidade, precisamos buscar
incessantemente a fidelidade. Ela traz em si a honra tanto para o Senhor quanto
para o servo (Pv 8.17, 18). Aplicando em nossos corações o amor incondicional,
o amor de Deus, experimentaremos a verdadeira prosperidade em nossas vidas.
3.3 Paz com
Deus
O princípio da paz em Cristo rege-se pela fidelidade a Ele e
à Sua Palavra. Quando nosso coração se aplica à fidelidade no relacionamento,
podemos deitar em nossa cama e com mente tranquila ter paz com Deus e com nossa
família. Paulo, ao escrever aos Filipenses (Fp 4.6-8), fala de uma paz que
excede todo o entendimento que guarda nossos corações e sentimentos. Vale a
pena ser fiel, o resultado será traduzido no lar com o cônjuge e os filhos, e,
consequentemente, em toda nossa maneira de viver.
CONCLUSÃO
O voto solene de fidelidade no casamento não é uma mera
formalidade, é um compromisso diante de Deus (Ml 2.14). A fidelidade deve ser
praticada para preservação do casamento, da família e da comunhão com Deus.


