A
Fidelidade Entre Pais e Filhos
15 de fevereiro de 2015.
Texto Áureo
“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor,
pois isto é justo.” Ef.6.1
Verdade Aplicada
A fidelidade entre pais e filhos credencia a família a
apossar-se de sublimes promessas de Deus, de modo a viver muitos dias e viver
bem.
Textos de referência
Ef 6.1-4
1. Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor,
pois isto é justo.
2. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro
mandamento com promessa,
3. Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
4. E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas
criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.
INTRODUÇÃO
Fidelidade entre pais e filhos é a convivência na qual os
pais assumem ônus da paternidade responsável (amor, carinho, proteção, etc.).
Nesse convívio criam-se vínculos e laços de amor fraternal. Assim, o resultado
da fidelidade paternal é amor, respeito e honra por parte dos filhos. Embora a
realidade atual apresente mudanças no padrão do relacionamento família, veremos
que a Bíblia possui princípios imutáveis para um relacionamento fiel entre pais
e filhos.
1.
O desafio da fidelidade entre pais e filhos.
A crise familiar surgiu desde o momento em que o homem
deixou de observar os princípios da Palavra de Deus (Gn 3.1-7), resultando em
várias consequências: desrespeito aos pais (Gn 9.22, 24, 25), profanação (Gn
49.3, 4), incesto (2Sm 13.11-14), subversão (2Sm 15.12-14) e homicídio (Gn
4.8). Ainda hoje, esses males continuam ocorrendo pela inobservância da Palavra
de Deus (2Tm 3.2; Ef 6.4).
1.1 O papel dos pais
O livro de Provérbios, verdadeiro manancial de conselhos
paternos, exprime com muita clareza que os pais são responsáveis por legitimar
ou repelir conhecimentos e valores adquiridos pelos filhos (Pv 1.8-19), exercer
mediação entre os filhos e o mundo e empenhar-se no seu desenvolvimento físico,
mental, social e profissional. Na família cristã, o pai, além de suprir as
necessidades básicas, precisa ser sacerdote e continuamente apresentar sua
família a Deus (Jó 1.5), e pastor, criando na vida dos filhos um padrão de
moralidade com base nas Escrituras (Pv 2-3). Além de prover e educar, os pais
devem impor limites de maneira sensata, transmitindo valores éticos sólidos,
capazes de fazer com que os filhos ajustem seus comportamentos às exigências da
vida dentro da coletividade e obedeçam a regras básicas de convivência (Pv
4-7).
1.2. O papel dos filhos
Os filhos ocupam um lugar especial na família. Eles são
os responsáveis pela coroação da família, dando o sentido de um lar completo. A
Bíblia é enfática ao afirmar que os filhos são herança do Senhor (Sl 127.3-5).
Filhos ocupam um lugar de honra na família, contudo, devem submissão aos pais
(Pv 15.20; 17.6). O texto Bíblico diz que isso é justo (Ef 6.1). Eles devem
honra aos progenitores até mesmo depois de constituírem suas próprias famílias.
Nessa fase os filhos terão dupla oportunidade: cuidar dos pais e chefiar seus
lares.
1.3 Amizade e companheirismo
Os pais devem educar seus filhos, apoiá-los com firmeza e
confiança e ser seus melhores amigos (Pv 4.3-27). Os laços de amizade e
companheirismo entre pais e filhos tornam essa relação a parceria mais ideal e
confiável (Sl 2.12). A amizade não é exigida, não se conquista de maneira
forçada, sob pressões e ameaças, mas espontaneamente, independentemente de obtenção
de recompensas ou favores. O filho que recebe dos pais a atenção devida,
provinda de um amor verdadeiro, além de desenvolver autoconfiança, é altruísta,
tolerante e aprende a valorizar. Nessa jornada, todas as oportunidades devem
ser aproveitadas. Os pais devem promover atividades conjuntas, passeios e tempo
com qualidades, abrindo mão de interesses próprios e se dedicando mais a
família, fortalecendo a união e concretizando uma relação não apenas de pais e
filhos, mas de amigos e parceiros.
2.
O desafio de disciplinar com amor
As Escrituras nos advertem que desde o início a
imaginação dos pensamentos do coração do homem era má continuamente (Gn 6.5).
Se quisermos que nossos filhos tenham um caráter a toda prova, precisamos
enfrentar desafios no processo instrutivo desde cedo, e isso envolve diálogo,
prática e convivência sadia, firmeza e autocontrole. Disciplina implica em
determinar limites.
2.1 Pelos princípios da
Palavra de Deus
Devemos nos espelhar nas Escrituras, que nos exorta a
instruir os filhos desde a mais tenra idade (Dt 6.6, 7) senão teremos uma
colheita ruim (2Tm 3.1-9). A infância é o período de ouro do aprendizado, pois
nessa fase a assimilação é mais fácil. Não meçamos esforços para que os
princípios introduzidos nas mentes infantes se fixem de tal maneira que
perdurem por toda vida. Os ensinamentos semeados garantirão colheita de bons
frutos no futuro (Pv 22.6). Filhos bem preparados farão a diferença como
referenciais para a Igreja e para a sociedade. Temos que acreditar na família.
Famílias estruturadas e fiéis, células sadias, corpo saudável, Igreja forte. É
dever do homem, como cidadão, viver de maneira ética. Como conhecedores da
Palavra de Deus, maior responsabilidade temos de cooperar para que haja mais
harmonia na sociedade através do Corpo de Cristo. A esperança da família está
no viver a Palavra de Deus, aplicando os ensinamentos exarados nas Escrituras
Sagradas.
2.2 Pela coerência na
disciplina
Não raramente encontramos pais que preferem um filho em
detrimento de outro, isso não é bom, causa divisão na família. Ser
excessivamente rigoroso com um, enquanto outro desfruta de especial proteção
não parece justo, cria ruptura na família. Outra situação não menos grave é
quando há divergência na forma em que educam: um dos pais ensina de um modo e o
outro desfaz, ensinando de maneira diferente. A falta de coerência nos métodos
de formação dos filhos gera conflitos (Gn 37.3, 4;11; 25.28; 27.3-13), e
instala a discriminação dentro do lar. O processo disciplinar exige equidade no
tratamento com os filhos; antes de criticá-los é preciso ter interesse pelas
coisas do universo deles. Também é preciso respeitar os limites dos filhos e
estimular a superação dos mesmos, inspirando-lhes confiança.
2.3 Pelo exemplo
Somos observados pelos que nos rodeiam, principalmente
por nossos filhos. Aprendemos a respeitar aos outros através da educação e
disciplina, mas principalmente pelo exemplo. Os filhos fazem o que veem seus
pais fazerem, (Mt 11.27; Tg 1.23-25). Se os pais são fiéis, os filhos
aprenderão com eles. É grande a responsabilidade dos pais na lapidação do
caráter dos filhos, pois estes herdam atitudes no aprendizado e no convívio e
que, por sua vez, influenciam as novas gerações. As ações têm poder de
convencimento. Elas falam por si mesma, ensinam mais que palavras.
3
Resultados da fidelidade entre pais e filhos
A boa relação entre pais e filhos passa necessariamente
por uma comunicação eficaz. Significa que a pessoa compartilha, em família, o
que ocorre com ela. Através da comunicação as pessoas partilham diferentes
informações entre si, tornando tal ato uma atividade essencial para a vida em
sociedade.
3.1 Harmonia e estabilidade
familiar
Pais omissos serão responsabilizados pela maneira como
criaram os filhos (1Rs 1.5, 6). Aproveitemos o tempo que passamos com aqueles
que realmente importam para nós, e nos foram confiados por Deus, a quem de fato
pertencem (Sl 127.3). As atitudes dos pais para com os filhos e dos filhos para
com seus pais determinam o grau de relacionamento e equilíbrio na família.
Ninguém melhor do que os pais para conhecer o caráter, personalidade e
temperamento de cada um dos filhos. É de se esperar que os pais sejam os primeiros
e melhores mestres dos filhos. O convívio sadio, pacífico e harmonioso é o
ideal para semearmos confiança e estabelecer diálogo, oportunidade para ouvir e
ser ouvido, criando um elo permanente com eles.
3.2 Posse de sublimes
promessas
A observância dos preceitos divino conduz pais e filhos a
apossarem-se de promessas grandiosas, que contemplam a família no seu
relacionamento mútuo e com Deus (Dt 28.2-6; 30.6, 8, 9; Is 44.3). Nesse
contexto, os pais se beneficiam ao serem honrados (Êx 20.12), os filhos por
aplicarem este princípio e Deus é engrandecido pela observância da Sua Palavra.
3.3 Debaixo da bênção de
Deus
O salmo 127.3-5 traça o perfil de uma família feliz e
abençoada. O salmo 128 descreve o pai como abençoado, a mãe, videira frutífera,
e os filhos, plantas de oliveira, herança do Senhor e flechas na mão do
valente, e encerra com uma bênção de prosperidade e promessa de longevidade
para o homem temente a Deus: ele terá paz e viverá o suficiente para ver seus
filhos e seus descendentes. Portanto, a fidelidade entre pais e filhos coopera
para a perpetuação das bênçãos na família de modo que serão como a oliveira
verdejante na casa de Deus (Sl 52.8; 92.12-15).
CONCLUSÃO
Aquele que com prudência, previne-se do mau tempo e
alicerça sua casa na rocha, estará seguro (Mt 7.24-27). Se não nos preocuparmos
com a fundação, seremos insensatos e a família correrá perigo. O alicerce,
mesmo não sendo aparente, faz a diferença e valoriza a construção. A palavra de
Deus, manual do fiel e fonte inesgotável de ensino e aprendizado, nos fornece
todos os materiais necessários para construirmos uma família bem fundamentada,
à prova de vendavais.


