Um pastor ofereceu uma arma de fogo como prêmio para os
fiéis que levassem visitantes aos cultos. O fuzil AR-15 seria sorteado junto
com um pacote com 100 cartuchos de munição, mas a repercussão negativa na
cidade fez a denominação suspender a ideia.
O caso foi registrado na Primeira Igreja Pentecostal de
Aberdeen, em Mississippi (EUA), e foi denunciado pelo blogueiro Jon Kuhrt, após
um amigo seu relatar a história.
Mark Perrot, amigo de Kuhrt, foi a um culto da denominação e
ouviu do pastor auxiliar o incentivo para que os fiéis convidassem amigos às
celebrações. Como incentivo, a igreja sortearia um AR-15 com munição.
De acordo com Perrot, o pastor se referiu à arma como uma
“máquina de matar”, num contexto voltado à caça, comum na região e praticada
por famílias inteiras nas épocas pré-determinadas.
O rapaz saiu da igreja chocado e relatou o que ouviu ao
amigo blogueiro, que publicou um artigo sobre o caso. “Juntamente com o meu
amigo Mark, estou com muita dificuldade em entender esse pensamento. Não vemos
problemas em oferecer armas cruéis como prêmios para trazer as pessoas à
igreja? Alguns meses atrás, um homem armado matou nove pessoas em um estudo
bíblico em Charleston, Carolina do Sul”, ponderou Kuhrt.
A repercussão do artigo foi intensa e negativa nas redes
sociais, o que levou a denominação a recusar se posicionar sobre o assunto em
um primeiro momento. Posteriormente, alvejada por críticas intensas, a igreja
suspendeu o sorteio.
O pastor titular da denominação, Ricky Bowen, entrou em
contato com Perrot e relatou que a publicação estava causando problemas à
igreja: “Sei que deve soar estranho para você, no entanto, portamos armas desde
que éramos crianças. Essa é a maneira como todos nós fomos criados por aqui.
Obrigado pelo seu post. Eu amo estar a serviço de Cristo. É a minha vida e
esperança. A arma não fará mais parte da promoção”, escreveu o pastor.
Em resposta, Perrot – que gerencia uma empresa de móveis –
ofereceu à igreja uma mesa de madeira para ser sorteada no lugar da arma.
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