O pastor Silas Malafaia comentou de forma bastante crítica a
postura da imprensa ao noticiar a aprovação do projeto apelidado de Estatuto da
Família pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. De acordo com o líder
evangélico, o tom adotado foi tendencioso.
“A imprensa, de maneira quase que absoluta, negou a verdade
dos fatos. Eu creio que a imprensa está aí para dar notícia, como ela é. A
imprensa não está aí para defender esse ou aquele. Mas, eu lamento que a
imprensa brasileira, na sua grande maioria, defende sim o ativismo gay e as
causas gay”, observou.
Ressaltando ser um defensor da imprensa livre, o pastor
chamou atenção para o que entendeu ser um excesso, já que a aprovação do
Estatuto da Família na Comissão Especial foi uma reafirmação do que prega a
carta magna do país.
“Qual é a questão do estatuto da família? A imprensa acusou
‘os deputados foram contra a decisão do STF’. Que papo é esse? O que está na
Constituição brasileira, que é a lei máxima do país? Artigo 226, parágrafo 3º:
a Constituição brasileira reconhece de família homem e mulher […] Isso está na
Constituição. Quem te falou que o Supremo Tribunal Federal está acima da
Constituição?”, afirmou, lembrando a concessão do direito à união civil dos
homossexuais pela corte máxima do Poder Judiciário.
Malafaia aproveitou para desafiar os ativistas gays a
buscarem as vias legais para o reconhecimento das uniões homossexuais como
família: “Eu falei pro líder do ativismo gay, o Toni Reis, na audiência pública da Comissão [Especial] do
Estatuto da Família o seguinte: ‘Se vocês querem que a Constituição considere
família dois homens ou duas mulheres, reúna 308 deputados, faça uma PEC
(Projeto de Emenda Constitucional) e mude. Se não, meu querido, isso é vergonhoso’”,
afirmou o pastor.
A ideia de que é necessário mudar leis para atender
determinados grupos foi ironizada pelo pastor: “Então, é uma desmoralização da
Constituição para atender a um grupo. Vamos fazer o seguinte: libera tudo que é
droga, porque só no estado do Rio de Janeiro tem mais de um milhão de
dependentes. Vamos contra as leis porque tem um grupo que está praticando. Que
conversa é essa?”, questionou.
“Vamos falar a verdade: a Comissão [Especial]
do Estatuto da Família concordou com o que está escrito na Constituição, que
reconhece como entidade familiar [um núcleo] constituído por homem e mulher”,
pontuou, acrescentando: “A imprensa não pode estar a favor de A ou B. Vamos dar
a notícia como ela é”.
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