Pelo menos 717 pessoas morreram nesta quinta-feira e 805
ficaram feridas em um tumulto em Mina, perto de Meca, durante a peregrinação
anual dos muçulmanos, na segunda tragédia a atingir os fiéis em menos de duas
semanas na região.
De acordo com uma fonte do ministério da Saúde, a correria
provocada por um movimento pânico aconteceu no primeiro dia do Eid al-Adha,
durante o ritual de apedrejamento de satã em Mina, que consiste em lançar
pedras contra as colunas que representam o mal.
A tragédia aconteceu perto de uma das colunas quando várias
pessoas que deixavam o local ficaram diante de um grande grupo de peregrinos
que desejava ter acesso à mesma área.
A Defesa Civil revisou o balanço da tragédia diversas vezes
e o mais recente cita 717 mortos e 805 feridos. As autoridades anunciaram que
as vítimas são de várias nacionalidades.
As equipes de emergência tentavam retirar os feridos e os
corpos das vítimas fatais, diante dos olhares de peregrinos atônitos.
Os fiéis têm acesso à área das pilastras por túneis e vias
elevadas e, nos últimos anos, as autoridades realizaram obras importantes para
facilitar o deslocamento das pessoas e evitar acidentes como o desta
quinta-feira.
O Irã anunciou que pelo menos 43 cidadãos do país faleceram
na tragédia e culpou as autoridades sauditas pelo tumulto.
"Por motivos desconhecidos fecharam um acesso ao local
no qual os fiéis cumprem o ritual de apedrejamento de satã", afirmou o
diretor da organização iraniana do hajj (peregrinação), Said Ohadi.
"Foi isto o que provocou este trágico incidente",
disse à televisão estatal iraniana.
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