Um cientista russo resolveu testar em si mesmo células que
vivem no chamado eterno congelamento, predominantes na região da Sibéria. Ele
injetou no seu corpo incríveis micro-organismos com o objetivo de investigá-los
e, quem sabe, descobrir a chave que abre as portas para o fim do
envelhecimento.
As células descobertas no permafrost siberiano possuem um nível surpreendente
de vitalidade e uma alta resistência aos fatores ambientais. Os testes
realizados em animais demonstraram que essas células melhoraram
consideravelmente a condição física dos bichos e fortaleceram o sistema
imunológico. Hoje, o cientista que as descobriu está as experimentando em seu
próprio corpo.
“Testar as células em mim mesmo não é algo horrível ou assustador. Creio que ao
fazer isso comecei a me cansar menos, desenvolvi a capacidade de trabalhar por
mais tempo e há muitos anos que não pego um resfriado”, afirmou Anatoli
Brushkov, chefe do Departamento de Geocriologia da Universidade Estadual de
Moscou.
“No entanto, me parece mais interessante a oportunidade de explorar os
mecanismos de resistência desses organismos. E se realmente descobrirmos por
que as células não envelhecem? Então poderíamos utilizar esses recursos de
forma orientada e prolongar a vida não somente em 20%, mas em quanto
queiramos”, conclui Brushkov.
A relação entre o homem e os locais hostis e congelados sempre tendeu a gerar
situações extremas, onde medidas extremas sempre foram necessárias. Agora,
estamos, pela primeira, vez, utilizando esse ambiente hostil para nos
fortalecer e evoluir.
Antes de todo esse progresso, muitos homens corajosos tiveram que enfrentar
esse desafio e colocar suas vidas em risco por um passo a mais no progresso da
humanidade.
NOTICIASATUAL

