2. Resgatar sua voz
profética.
Nunca
se soube que profetas tenham sido recebidos com honras de reis. Sempre foram
rejeitados, humilhados e desprezados pelo povo. Veja Isaias, Oséias, Jeremias
etc. sempre suas presenças quebravam o Status Quo do povo. Sempre traziam consigo
uma Palavra que incomodava o homem e exigia uma postura de integridade e
justiça. Mas encontramos a igreja sem voz profética onde sua mudez é sua maior
impressão e característica. Ela não incomoda o homem moderno e busca se
assemelhar ao homem mundano em seu mundanismo, haja vista o sincretismo religioso
vivido pelos cantores gospel que se associam a tudo e todos no afã de ganhar
mercado e consequentemente visibilidade e dinheiro.
Vivem
um ecumenismo ridículo
onde as fronteiras não mais existem. Todas as vezes que a igreja se
aproxima do mundo perde o que mais de importante ela tem: a capacidade de
incomodar, influenciar e denunciar.
Mais do
que acomodar o homem em seu estado mental e comportamental depravado, a igreja
precisa causar desconforto e inquietação em uma sociedade corrompida e apontar
para Cristo como o caminho de volta. A sociedade precisar enxergar os cristãos
como aqueles que são diferentes no falar, agir e pensar, a tal ponto que
exercendo a função de sal para a terra, provoquem sede de Deus nos homens. A Igreja
precisa deixar seu comodismo e fazer brilhar sua luz no meio das trevas
denunciando a degradação moral e espiritual do homem. Enquanto ficar quieta em
seu gueto gospel o diabo está agindo e apertando a Igreja contra a parede. Cada
vez mais a Igreja se vê acuada diante das investidas do mal e nada faz. Mas a
Palavra nos diz que: “As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”
Mat. 16:18.
Muitos
entendem errado este texto como se o inferno viesse contra a Igreja e esta lhe
resistisse bravamente. Mas o texto diz o contrário; diz que a Igreja investiria
contra o inferno e suas portas não aguentariam e cairiam. Este texto nos mostra
uma Igreja agente proativa com um poder avassalador capaz de derrubar as portas
do mal em seu tempo. Veja o exemplo da Igreja primitiva que por mais de 250
anos se viu assediada e vilipendiada pelo Império Romano a ponto de milhares e
milhares de cristãos morrerem por sua fé a tal ponto que Tertuliano escrevendo
para o imperador de sua época, tentando provar a boa fé dos cristãos, disse: “O
sangue dos cristãos é a semente da igreja”. Tertuliano estava dizendo
que quanto mais cristãos fossem mortos pelo Império Romano outros tantos
apareceriam e a Igreja sempre frutificaria. No século quarto o Império Romano
foi declarado totalmente cristão e as portas do inferno não prevaleceram contra
o avanço impetuoso da Igreja. A Igreja sempre teve voz profética.
Continua...


