Que a tradição evangélica desaconselha o sexo fora do
casamento, todos sabem. E que existem movimentos que se esforçam para realçar
as vantagens de esperar pelo casamento para conhecer o sexo, também. O que é
novidade é o movimento que vem ficando conhecido como “namoro integral”, em que
jovens evangélicos já combinam, antes de o relacionamento começar, que o sexo
não será evitado. Muito pelo contrário.
O pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança,
publicou um artigo narrando uma experiência recente relacionada ao “namoro
integral” e lamentou as relativizações que vêm acontecendo entre os
evangélicos.
“Outro dia soube de uma moça que disse que prefere ficar sem
namorado a namorar alguém da igreja, visto que todos os jovens de sua igreja
que a procuram para um relacionamento afetivo desejam um namoro integral.
Curioso com a fala da menina perguntei o que significava namoro integral, o que
me foi respondido, namoro regado a sexo”, contou o pastor.
Vargens destaca que essa prática, na sociedade em geral, “é
natural”, mas se espanta com o surgimento de uma cultura como essa na igreja:
“Definitivamente o pecado tem sido relativizado entre os crentes. Confesso que
assusta-me a forma, por exemplo, com que os jovens têm desenvolvido seus
namoros. Em nome de uma espiritualidade libertina, inúmeros adeptos do sexo
livre não veem nada demais em que os jovens antes do casamento se relacionem
sexualmente uns com os outros”, escreveu.
O pastor destaca que “as Escrituras condenam o sexo antes do
matrimônio” e que “como cristãos não devemos tomar a forma desse mundo,
trazendo para igrejas comportamentos que ferem a santidade de Deus”.
Em sua conclusão, Renato Vargens observa que “não devemos
nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade
brasileira” e “como discípulos de Senhor, temos por missão anunciar a esta
geração os valores e pressupostos bíblicos”.
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