Comentários chamam o ato de “heresia” e
“misticismo”.
No
sábado (31), comemorou-se os 498 anos da Reforma Protestante. Quando Lutero
pregou suas teses na porta da catedral de Wittenber, Alemanha, fez um apelo
para que a Igreja cristã abandonasse as práticas que nada tinham a ver com o
evangelho. Surgiu o movimento que daria origem as igrejas evangélicas.
Quase
meio milênio depois, as igrejas evangélicas do mundo todo passaram por uma
série de mudanças e muitas voltaram a ensinar práticas bem parecias com as que
Lutero condenava.
Um
vídeo postado no Facebook, rapidamente foi multiplicado e comentado
exaustivamente. Com apenas um minuto e meio, o material não mostra o rosto dos
pastores, apenas registra um “ritual” bizarro. Diferentes páginas evangélicas o
reproduziram. Somadas, as visualizações chegam a mais de 100 mil nas primeiras
24 horas.
O
narrador avisa que eles são da igreja Templo dos Anjos, nome de uma
congregação em Passo Fundo (RS) que ensina constantemente a Teologia
da Prosperidade, sendo afeita a campanhas do tipo.
Enquanto
um dos líderes narra, outro retira de uma espécie de aquário uma Bíblia que
ficou vários dias “embebida” em óleo puro de oliva, vindo de Israel.
O homem
“espreme” então o óleo em um recipiente que simbolizaria o recebimento das
promessas bíblicas. Esse “óleo sagrado” faz parte de uma corrente de final de
ano, promovida pela igreja, chamado “projeto de vida 2016”.
Os
interessados poderão pegar parte do óleo no final da campanha que terminará em
20 de dezembro para “ungir sua casa, lar, empresa”. “As oito mil promessas de
bênção e de vitória estão aqui e assim será toda quinta-feira”, anuncia o
pastor, sem mencionar o que acontece com as maldições previstas no texto
sagrado. No final, as pessoas são convidadas a participar dos cultos no
“Templo dos Anjos”.
Entre
as centenas de comentários, grande parte classifica o ato de “heresia” e
“misticismo”. Há quem questione o que chama de “esquizofrenia evangélica”.
Muitos também comparam a situação com “macumba”. Sobram ofensas para os
pastores, classificados como “charlatões”, “hereges” e “enganadores”, entre
outros adjetivos mais ofensivos.
Infelizmente,
esse tipo de procedimento é apenas mais um na longa lista de “inovações” e
“práticas ungidas” realizadas em diferentes igrejas do país.
GOSPELPRIME
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