Vou exemplificar o que estou afirmando:
Um
método muito usado é o de atingir as necessidades das pessoas com promessas de
curas, prosperidade financeira e sucesso em todas áreas da vida.
Quando atraídas por estas promessas as pessoas vão até estas
Igrejas e são então ludibriadas e atingidas em suas emoções e levadas a acreditar
que para conseguirem o que querem tem que cumprir uma lista de campanhas,
rituais místicos e contribuições além de suas posses. Ficam presas pela ilusão
de ter o que é prometido. Com certeza, os templos destas Igrejas vão sempre
estar lotados, quem não quer ser rico, sadio e bem-sucedido em tudo? Mas a que
preço?
Outro
método também muito usado para encher templos é o de venha ser feliz conosco.
É o conceito de igreja agradável, confortável.
Não precisa mudar sua vida, seus costumes, seu jeito, seu
linguajar, sua roupa, sua forma de viver, não precisa mudar nada, venha ser
feliz aqui. E dizem estes: “além de não precisa mudar nada, aqui você
estará agradando a Deus e servindo-o”.
Quem não aceitará um convite destes? Muitos jovens vão
a estes lugares e encontram lá tudo que esperavam, shows, muita música do jeito
que gostam (heavy metal, funk, rap, samba, etc), gente bonita, danças, bandas,
artes cênicas, enfim tudo que gostam.
E assim ficam ali e freqüentam regularmente e convidam outros a virem também.
Infelizmente o principal é também esquecido, muitos daqueles
que foram para uma Igreja assim e ficaram durante muitos anos chegam a triste
conclusão que perderam tempo precioso pois podiam ter aprendido muito sobre a
Bíblia e ter convivido mais com Deus e apenas ficaram se satisfazendo durante
anos. Mas este tipo de Igreja sempre vai estar lotada de pessoas.
Quero mais uma vez ressaltar que não sou, a princípio, (com algumas exceções
como funk e similares), contra este tipo de atividade nas Igrejas evangélicas.
Sou sim contra a inversão de valores que infelizmente é gritante nestes casos.
Podemos como povo de Deus, nos divertir prudentemente e também termos
atividades em nosso meio para confraternização de uma forma geral, sempre com
critérios bíblicos bem firmados, obviamente.
Porém, essas confraternizações e tudo o mais que venha a partir
delas é secundário, o importante, essencial e prioritário é cumprir a
missão da Igreja. O culto é para Deus, não para as pessoas, sou obrigado
a repetir. Não temos o direito de encher nossos templos nos utilizando de
formas e métodos que não são coerentes com esta missão. Não estamos aqui nessa
terra para entreter os perdidos, mas sim apara advertí-los do perigo que correm
e pregar-lhes a salvação em Cristo.
A pregação evangélica não é para divertir, é para advertir!
Os nossos templos não são construídos para encontros sociais
ou desfiles de talentos! Somos embaixadores de Deus com uma missão a cumprir.
Estamos inseridos no plano de Deus como peças atuantes aqui na Terra. Devemos
fazer nossa parte ou sofrer as conseqüências de nossa negligência.
Encher os templos não é nossa missão, inventar métodos para isso não é nossa
missão, enganar as pessoas para voltarem a nossos templos não é nossa
missão e é pecado inclusive, e por fim agradar as pessoas não é nossa missão.
Em nenhuma passagem bíblica, encontramos a orientação para enfatizarmos o
número de pessoas ou o crescimento numérico, mas sim todo o contexto
bíblico ensina a dar ênfase à pregação da Palavra de Deus para salvação
do perdido, a edificação do já salvo e a evangelização pessoal dos
incrédulos.
Vamos cumprir nossa parte, deixemos os números para Deus
administrar, Ele sabe bem como fazer isso.
“Que sejamos cheios do Espírito Santo e que nossos
templos sejam cheios de pessoas ávidas a ouvir a Deus e levadas por Ele a crer,
não por que usamos métodos para atraí-las mas porque o próprio Deus as
atraiu, usando-nos conforme Seus métodos já revelados na Bíblia, desta forma a
Igreja estará cheia da Glória de Deus”
“… e o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam
sendo salvos.” (Atos 2: 47b).
Por Pr. Magdiel G. Anselmo
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