Para que haja uma melhor compreensão desse artigo, é recomendável que se leia as referências bíblicas indicadas.
Precisamos ser fortalecidos e não fracos na fé. Vejamos o que
está registrado na carta de Paulo aos Romanos, capítulo 4 e versos 18-22:
“O
qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de
muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência.E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.
E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé,
dando glória a Deus,
E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para
o fazer.
Assim isso lhe foi também imputado como justiça”.
A nossa
incredulidade não impedirá o agir de Deus em sua vontade soberana, mas com
certeza o deixará muito triste por duvidarmos de sua Palavra. Há duas formas principais
de exercermos a fé ativa, sobrenatural e bíblica; a primeira é quando recebemos
de Deus uma promessa, e somos levados a crer mesmo que todas as possibilidades
digam o contrário. Ao lermos o texto citado, vemos que Abraão recebeu de Deus
uma promessa, e ele não era cego ou leigo, pelo contrário, ele sabia que já
estava velho e incapaz de fecundar o ventre de sua esposa, e sabia também que á
Sara era impossível gerar um filho, primeiro por ser estéril e segundo por já
ser demasiadamente envelhecida e tendo amortecido o seu corpo, tornado-se
incapaz de acomodar dentro de si um ser. Mas mesmo vendo toda essa situação
contrária, nem por um minuto duvidou, pois ele conhecia a Deus e sabia que se o
Senhor falou também é fiel para cumprir; outro fator importante da fé de Abraão
é que ele foi tentado a duvidar ou mesmo enfraquecer na fé pelo tempo de
espera; nem sempre o Senhor fará a promessa hoje e cumprirá amanhã. Para Abraão
foram vinte e cinco longos anos de espera até o cumprimento da promessa (Gn. 12.2-4; 21.5).
A segunda forma de exercermos a fé ativa é quando não recebemos uma promessa ou revelação divina, mas precisamos de algo pessoal da parte de Deus, seja na área familiar, física, sentimental, espiritual, ministerial ou financeira. Nesse caso precisamos nos aproximar de Deus entendendo quem Ele é e o que nós somos. Precisamos saber que Deus é provedor, misericordioso, compassivo e que tem prazer em abençoar seus filhos; e não podemos nos esquecer de que nós nada somos; sendo assim, não temos o direito de exigir nada de Deus, nem temos nada a oferecer ao Senhor pelos benefícios que Ele nos faz, pois se nada somos também nada temos (“Jó 41.11 - Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu. Sl 116.12 - Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito? Rm 11.35-36 - Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”.).
É
necessário então tirar de nossas mentes que nossos dízimos e ofertas nos dão o
direito de colocar Deus contra a parede e exigir qualquer coisa de suas mãos;
pois assim fazendo estaremos tomando posse daquilo que é do Senhor, sejam bens
móveis ou imóveis ou até mesmo nossa renda, pois se tudo pertence a Deus, aqui
somo apenas mordomos (Ex 19.5; Dt 10.14; Sl 24.1). Portanto
se precisamos de algo especial da parte de Deus, seja
uma bênção ou um milagre, precisamos pedir com fé, crendo que estamos diante do
Deus que tudo pode e para o Qual não há impossíveis (Mc 11.24; Mt 7.7-8; Mt 21.21).
Mas é
de extrema importância sabermos que acima de nossas vontades pessoais existem
duas coisas que precisam ser observadas; primeiro é se nossa vontade está de
acordo com a vontade de Deus e segundo, se nós estamos agindo conforme a Sua
Palavra, pois apesar de ser bom e misericordioso, Deus também é justo e santo (Jo
15.7; 1Jo 3.22; 1Jo 5.14-15.). Continua...
Pr. Odair Padia


