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    Você tem FÉ? De que tipo é a sua? Continuação

    Precisamos cultivar uma fé não fingida. Encontramos nas espístolas de Paulo a Timóteo uma exortação a cultivar uma fé não fingida (Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida 1Tm 1.5). (Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti 2Tm 1.5). A fé não fingida é um tipo de fé sem hipocrisia, de dentro para fora e não de fora para dentro. É possível uma pessoa não ter a fé genuína, mas fingir tê-la; quando isso acontece ela se manifesta de forma egoísta e interesseira, prevendo apenas seu próprio benefício ou firmada naquilo  que pode receber de Deus. Esse tipo de fé não gera milagres, pois Deus conhece nosso coração e sabe exatamente de que forma estamos nos aproximando Dele.  A fé não fingida é gerada pelo amor, onde não há desejo de se ostentar sobre ninguém, nem sentir-se melhor ou mais importante que seu próximo. A melhor maneira de reconhecer nosso tipo de fé se é fingida ou genuína é analisando a nós mesmos assim como Paulo exortou a Timóteo na referência citada. Realmente temos amor pelo próximo? Desejamos o bem de nossos irmãos? Abriríamos mão de um benefício próprio simplesmente para beneficiar a outrem? Se isso não sucede assim, então estejamos certos de que também não amamos a Deus, simplesmente amamos as bênçãos que Ele pode nos conceder, pois a própria Palavra afirma que se não amamos àqueles aos quais vemos, como poderíamos amar Aquele a quem não vemos? (Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? 1Jo 4.20). Por isso Paulo afirmou que o fim do mandamento é o amor; mas ele também disse que esse amor e a fé genuína estão interligados com um coração puro e uma boa consciência. CORAÇÃO PURO – não se contamina com as misérias deste mundo tenebroso, não se corrompe com o pecado e busca conhecer e praticar a vontade de Deus. BOA CONSCIENCIA – Ter conhecimento sobre Deus e o ser humano, reconhecer o certo entre o errado, escolher o justo e rejeitar o injusto, saber separar o santo do profano. Ter certeza de sua comunhão com Deus e de sua salvação; julgar-se a si mesmo e encontrar-se inculpável. O resumo disso tudo é uma fé não fingida, onde expressamos o que realmente somos e somos o que expressamos; nossa vida se torna um exemplo de confiança em Deus, paciência e perseverança, e mesmo nos momentos em que todos desistiram nós prosseguimos pela fé que temos no Senhor, seja por alcançar uma vitória terrena ou para herdar a vida eterna. Continua...
    Pr. Odair Padia
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