Precisamos crer na Palavra de Deus em detrimento de nossos
sentimentos; é necessário entender que Deus nos ouve porque sua Palavra afirma
isso e não porque nossos sentimentos evidenciam tal coisa. Às vezes cremos que
fomos curados somente porque a dor sumiu, caso contrário não creríamos, pois
não há evidência de resposta à nossa oração. A fé nada tem a ver com
sentimento; pois há momentos em que sentimos estar com a fé lá em baixo quando
é exatamente nessa hora que estamos com a maior fé; em outros casos pensamos
estar com uma fé inabalável quando na verdade estamos com a menor fé ou a mais
superficial. Existem pessoas que se surpreendem ao serem ouvidas julgando-se
estarem sem fé e outras que não receberam a bênção em momentos que sentiam
estar com a fé do tamanho de uma montanha. Exemplos disso são passagens como (Mt
17.19-20), quando os discípulos sentiam estar com uma fé gigantesca e
foram surpreendidos pela pequenez de sua fé. E outro caso inverso está
registrado em (At 12.5,12-15), na ocasião em que Herodes encerrou Pedro na
prisão e a Igreja fazia oração por ele buscando um milagre; Tiago já estava
morto e Pedro seria o próximo; somente as mãos de Deus poderiam trazê-lo de
volta com vida; e a mesma igreja que orava pedindo um milagre surpreendeu-se ao
ver o agir de Deus ao operar o milagre esperado.
Nossa fé deve ser direcionada nos objetos certos, e são
quatro os que imprescindivelmente devem ser o foco de nossa fé: Deus
(Mc
11.22-24), Jesus e Sua expiação (At 3.16; Rm 3.25), o Espírito
Santo (1Co 12.1-11;Gl 5.22) e a Palavra de Deus (Rm
1.16). Mais importante que discorrer sobre a fé é praticá-la,
principalmente pelo fato de ser ela a responsável pela materialização do “abstrato”;
mas isso se torna impossível na vida daqueles que vivem no mundo do “concreto”,
ou seja, só crêem no que vêem, sentem ou tocam. É preciso crer independentemente
da circunstância, mesmo nos momentos em que tudo parece trabalhar contra nós.
Há exemplos de pessoas que tinham uma fé superficial, ou seja, era preciso ver
para crer. Marta é um grande exemplo disso, pois diante da circunstância achava
impossível que seu irmão morto há quatro dias pudesse tornar a viver, mesmo
estando diante de Jesus, o dono da vida e ouvindo de Sua própria boca que
Lázaro res
suscitaria (Jo 11.23-27,39-40). Tomé é outro exemplo desse tipo de fé, pois
não creu no testemunho de seus irmãos simplesmente porque não estava junto a
eles no momento em que Jesus lhes apareceu chegando a afirmar: “eu só creio se
“tocar” em suas feridas” (Jo 20.24-25). Não podemos ter por
objeto de fé aquilo que podemos ver, sentir ou tocar, mas ter compreensão de
Deus que tem o poder de realizar maravilhas em nossas vidas. Continua...
Pr. Odair Padia


