Uma
igreja do Reino Unido anunciou que está realizando batismos de membros
“transgêneros”. A iniciativa foi tomada após um casal que frequentava o templo
explicar a situação do seu filho, a quem identificavam como menina.
Jean
Clements, o líder da New Chapel Unitarian and Free Christian Church, na região
de Manchester, explicou à imprensa que sua congregação “está muita disposta a
aceitar a mudança e o progresso da sociedade”. Também ressaltou que unitários
como um todo são “defensores da liberdade e da tolerância”.
“Senti-me
triste pelo fato de esta família sentir-se julgada por muitas igrejas
tradicionais”, explica Clements. “Eu gostaria de agradecer a essa menina
corajosa por me inspirar a pensar cuidadosamente sobre esta questão”.
Derek
McAuley, líder da denominação Assembleia Geral Unitariana no Reino Unido, que
reúne 170 igrejas, comunicou que as outras congregações devem seguir o mesmo
caminho. A cerimônia serviria para “oficializar” a troca do nome e de gênero.
A
Igreja da Inglaterra (Anglicana), maior denominação do Reino Unido, já anunciou
que pretende realizar esse tipo de cerimônia para “transgêneros”.
Chris
Newlands, pastor de denominação na cidade de Lancaster Priory, propôs a adição
ao Sínodo Geral no ano passado. Na ocasião, relatou que pretendia ajudar uma
menina que se identifica como menino que queria ser batizada de novo com seu
nome masculino.
“Eu
disse, ‘Depois que você foi batizado, está batizado'”, lembrou Newlands. “[Mas]
ele disse, ‘Eu foi batizado como uma menina, com um nome diferente.'” Sua
decisão foi fazer uma cerimônia que reafirmava os votos batismais. Assim,
pudemos apresentá-lo a Deus com o seu novo nome e sua nova identidade”, disse
ele.
A
proposta de Newlands de oficializar esse tipo de batismo já foi aprovado pelo
conselho da igreja, pela Diocese de Blackburn e pelo Sínodo local. Consta na
agenda de assuntos a serem debatidos no próximo Sínodo Geral. A tendência é que
seja aprovada, uma vez que a denominação já ordena transgêneros como pastor.
Por
enquanto, a proposta encontra resistência de uma minoria, a qual acredita que
ela vai contra os valores cristãos. “Reconhecer todas as pessoas é algo que a
igreja deve fazer, mas dar sua bênção para alguém que mudou de sexo?”,
questiona o pastor Andrew Symesn. “A fé cristã sempre ensinou que Deus criou
macho e fêmea”, lembra.
Para
ele e outros líderes, há o reconhecimento que muitas pessoas estão mudando de
gênero, mas “isso vai contra os ensinamentos da igreja até agora.”
A ideia
de um batismo para transgêneros não é nova. Uma denominação luterana dos Estados Unidos já faz isso.
GOSPELPRIME
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