Apenas
na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), a PM estima que 1,4 milhão de pessoas
participaram do evento. Os organizadores, no entanto, falam em 2,5 milhões ao
longo do dia.
Em Brasília, onde o pastor Silas Malafaia discursou, as forças de segurança estimaram em 100 mil o número de participantes, contra 45 mil do dia 15 de março de 2015.
Em Brasília, onde o pastor Silas Malafaia discursou, as forças de segurança estimaram em 100 mil o número de participantes, contra 45 mil do dia 15 de março de 2015.
Malafaia,
que acompanhou a manifestação de um trio elétrico, afirmou que o poder “emana
do povo”, pois é “o povo põe, e o povo tira” os governantes. “Minha gente, o
Supremo Tribunal Federal, se não se manifestar, o povo vai botar eles
[petistas] na rua. Eu tenho sido perseguido por esse governo. Tentaram me
cooptar e não conseguiram, porque eu não vou ser comprado por esses vagabundos.
Fora PT. O povo brasileiro vai botar essa cambada fora”, afirmou o pastor.
Logo após seu breve discurso, o protesto foi encerrado, segundo o jornal Estado de Minas: “O pastor Silas Malafaia foi muito vaiado quando discursava num trio elétrico. Com receio de tumulto, os organizadores decidiram dar por encerrado o ato. Soltaram papéis picados e, pouco depois do meio-dia, executaram do trio elétrico o Hino Nacional”, informou.
Impeachment
O maior
pedido da multidão que tomou as ruas era a saída da presidente Dilma Rousseff
do governo. Como resposta, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha
(PMDB), afirmou que irá retomar o processo de cassação ainda nesta semana, após
o STF julgar o recurso sobre o rito legal do impeachment.
A
informação da decisão de Cunha foi levada ao ar na manhã desta segunda-feira,
14 de março, pela rádio Jovem Pan. De acordo com a emissora, a Comissão
Especial deverá ser instalada na próxima quinta-feira, 17 de março.
Segundo
informações do portal G1, o STF vai analisar na próxima quarta-feira, 16 de
março, o recurso apresentado pela Câmara contra a decisão que barrou o rito do
processo de impeachment, que havia sido definido no ano passado pela
direção da Câmara. O processo está paralisado desde então, quando os ministros
anularam a eleição de uma chapa alternativa de deputados – não indicada por
líderes – para compor a comissão que analisará o pedido de afastamento da
presidente da República.
Na
ocasião, o ministro Luís Roberto Barroso em seu voto defendeu que uma chapa
avulsa não poderia ser aceita, e pontuou que o Senado poderia recusar o
processo de impeachment mesmo depois que a Câmara o iniciasse. A
decisão, no entanto, contraria o rito usado no processo que o Poder Legislativo
moveu contra Collor, em 1992, e agora existe a possibilidade de que as decisões
do STF sejam reformadas.
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