Lição 5 O amor puro e insondável, proveniente de Deus.
01 de maio
de 2016
Texto
Áureo
Lucas
10.27
27 E,
respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de
toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao
teu próximo como a ti mesmo.
Verdade
Aplicada
Demonstrar
amor nem sempre é suficiente, importante é como você ama.
Objetivos
da Lição
Mostrar o amor como dom divino;
Ensinar como compartilhar o amor;
Revelar para que serve o amor.
Glossário
Essência: Natureza intimadas coisas; aquilo que faz que uma coisa seja o que é, ou
que lhe dá a aparência dominante;
Imprescindível: Necessário, indispensável;
Insondável: Incompreensível, inexplicável.
Leituras
complementares
Segunda Mt
22.39
Terça Lc
9.23
Quarta Rm
12.14
Quinta 1Co
13.5
Sexta Ef
2.10
Sábado 1Jo
4.11
Textos de
Referência.
1Coríntios
13.1, 3, 4, 6 e 7
1 Ainda
que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria
como o metal que soa ou como o sino que tine.
3 E ainda
que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que
entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me
aproveitaria.
4 A
caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não
trata com leviandade, não se ensoberbece,
6 não
folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 tudo
sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Hinos
sugeridos.
35, 89,
355
Motivo de
Oração
Ore para
que a Igreja seja forte, perseverante e demonstre o amor de Deus a todos.
Esboço da
Lição
Introdução
1. Amor:
um dom divino.
2.
Compartilhando o amor.
3. Lições
práticas
Conclusão
Introdução
A primeira
característica do fruto do Espírito Santo que estudaremos é o amor na ótica
humana, mas o amor insondável de Deus e Sua manifestação na vida do homem.
1. Amor:
um dom divino.
Para se
oferecer amor, é necessário que tenha sido de alguma forma recebido por nós ou
gerado em nós. A característica do fruto do Espírito conhecida como amor é
gerada por Deus e cultivada por nós para que possamos distribuí-la em nossos
relacionamentos.
1.1. O
amor identifica o servo de Cristo.
A primeira
característica do fruto destacado por Paulo foi a caridade. Em muitas versões,
aparece como amor, pois, em sua colocação, Paulo escolheu a palavra “ágape”
para identifica-la, Isto quer dizer que caridade é o amor puro e insondável de
Deus. Quem desenvolve esta característica busca o bem de todos sem nada querer
em troca (Ef 5.2). O amor já tem em si ferramentas para fazer com que o
indivíduo seja identificado como uma pessoa tocada de alguma forma pelo poder
de Deus. Tal característica faz com que o indivíduo aja como um verdadeiro
servo de Cristo.
1.2. Amor,
essência do Evangelho.
Em sua
primeira carta aos Coríntios, Paulo dedica um capítulo em especial para definir
o que é o amor. Em suas palavras, o apóstolo apresenta dezesseis qualidades que
são acrescidas por quem desenvolve o amor. Poderíamos aqui definir cada uma
delas que se encontram na epístola no capítulo 13, do versículo 4 até o 8,
entretanto, queremos apenas deixar claro que, sendo o amor a essência do
Evangelho (Mc 12.30-31), ao desenvolvê-lo, o indivíduo terá a oportunidade de
ter uma vida abundante em Cristo. Viver em amor é o produto de uma vida santa
não contaminada por situações que interferem na nossa intimidade com o Criador.
1.3. Amar
pregando o Evangelho.
O amor nos
livra da necessidade de buscar por informações externas que, em muitas vezes,
nos assustam com imagens violentas que demonstram como o mundo está morto no
maligno. As imagens produzidas pelo maligno ferem os princípios do amor, pois
visam em todo o tempo colocar temor em nossos corações, tentando nos afastar do
real propósito de Deus para nossas vidas, que é anunciar o Evangelho. O que
devemos fazer é demonstrar amor através da pregação da Palavra, para que os que
estão aprisionados por Satanás possam vir a ter o conhecimento da verdade e
assim alcancem a graça salvadora de Jesus Cristo.
2.
Compartilhando o amor.
O fruto do
Espírito está dividido em três seções. O amor está incluído na seção que se
refere ao homem consigo mesmo. Desta forma, para o indivíduo amar, é necessário
que esteja em harmonia pessoal. O amor só pode ser compartilhado por quem ama a
si próprio (Mt 22.39).
2.1.
Relacionamentos comprometidos.
O amor é a
base dos relacionamentos, seja ele amoroso, familiar ou de amizade. Hoje temos
visto essas relações se esfriarem devido ao uso indiscriminado dos meios
tecnológicos. Basta observarmos os lugares públicos que veremos muitos casais,
que antes estariam conversando, ou até mesmo trocando carinhos, focados em seus
aparelhos eletrônicos. Este tipo de comportamento também tem invadido muitas
residências onde as famílias não se comunicam como antes. Alguns dos membros
estão diante da TV, outros no computador e outros ainda em tabletes e
smartphones. A troca de informações e os momentos em volta da mesa são cada vez
mais raros.
2.2. O
esfriamento do amor.
Em suas
palavras, Jesus nos deixou uma grave advertência. O texto de Mateus 24.12 se
refere, em especial, aos falsos profetas que haviam de surgir quando o fim se
aproximasse. Logo, não é surpresa para quem conhece a Palavra de Deus os muitos
acontecimentos que temos presenciado. Violência, morte e destruição não são
mais nenhuma novidade. Contudo, temos percebido que a mídia tem trabalhado sem
pestanejar para criar um sentimento de insegurança em meio à sociedade, com o
desejo de colocar pânico, produzindo corações amedrontados. É impossível que um
coração amedrontado produza amor. A proliferação da iniquidade tem sido, em sua
maioria, disseminada pela mídia, que tem funcionado como falso profeta.
2.3.
Difundindo o verdadeiro amor.
Muitos
pensam que é impossível expressar o amor de maneira verdadeira. No entanto,
podemos declarar que se o indivíduo experimentar a ação de um amor verdadeiro,
ele poderá sim transferir este amor a outrem, criando assim uma corrente
positiva de boas ações e boas notícias. Enquanto o diabo trabalha produzindo
notícias ruins, o amor personificado, que é Cristo, produz em nós o desejo de
fazer o bem sem nenhum interesse (1Co 13.5)). Se não estivermos livres de todo
sentimento mal, nem as nossas ofertas serão aceitas pelo Senhor (Mt 5.23-24).
Uma vida de bem-aventuranças dependerá também de uma vida devotada em espalhar
o amor. O amor é a base para o início de uma vida frutífera nas mãos do Senhor.
3. Lições
práticas.
Toda
atitude grandiosa tem que passar por um filtro. O servo do Senhor deve em tudo
viver uma vida espiritual, mas deve também ter uma relação racional com o
Criador (Rm 12.1). Quando conseguimos perceber o propósito de Deus para nossas
vidas, passamos a entender o quanto amar é necessário. A paixão é irracional,
mas o amor é totalmente racional, porque é dom de Deus.
3.1. Os
benefícios do amor.
Na sua
primeira carta aos Coríntios, Paulo nos mostra a excelência do amor (1Co 13),
enquanto, em sua primeira carta, João nos apresenta os benefícios do amor (1Jo
4.9-19). No texto descrito por João, aprendemos o que nos é dado por Deus
através do amor por Ele expressado em Cristo. Entretanto, o texto nos adverte
que não adianta receber tanto se não estivermos dispostos a dividi-los com
aqueles que estão próximos a nós (1 Jo 4.20-21).
3.2. A
prova do amadurecimento.
Quando
aceitamos a Cristo, conhecemos o fruto do Espírito. Este nos é dado de maneira
graciosa, a fim de que tratemos do seu amadurecimento. Nenhum fruto que não
está maduro é saboroso o suficiente para ser consumido, sendo assim, fica claro
o tamanho da nossa responsabilidade. Cada característica do fruto tem um valor
próprio e especial. O amor é imprescindível para que sejamos saudáveis no
corpo, na alma e no espírito. Para termos uma vida verdadeiramente saudável,
devemos tratar de maneira especial do amadurecimento do fruto do Espírito Santo
em nós. Ao doarmos amor, provamos que estamos andando no Espírito (Gl 5.25) e
isto mostra que o fruto está em processo de amadurecimento.
3.3.
Ganhando almas pelo amor.
Em meios
aos muitos apelos midiáticos nos quais está mergulhado o mundo, aquele que
recebeu o fruto do Espírito Santo deve proceder de maneira inteligente, não se
deixando envolver inadvertidamente por tais apelos, pois estes certamente irão
desviá-los do propósito escolhido. O projeto do Criador é que alcancemos o
maior número possível de almas. Através do amor de Deus personificado em nós,
certamente apresentaremos um sem número de salvos ao Pai.
Conclusão.
Devemos
valorizar ainda mais o desenvolvimento do amor, característica do fruto do
Espírito, em nós a doação do mesmo a todos que estiverem ao nosso alcance. A
melhor maneira para fazermos isso é abandonando os novos costumes que nos têm
sido impostos pelo uso inadequado da tecnologia.
Questionário.
1. Qual a
essência do Evangelho?
2. O que o
texto de Mateus 24.12 se refere?
3. O que o
amor produz em nós?
4. Qual
apóstolo nos mostra a excelência do amor?
5. Qual
apóstolo nos apresenta os benefícios do amor?


