--Uma Geração egoísta, interesseira e materialista; conduzida por uma liderança anticristã e massageada por animadores de platéia que com interesses terrenos servem ao seu próprio ventre (Rm 16.18)--
Estudioso diz que no Brasil “falta
compromisso com missões”.
International
Day for the Unreached [Dia Internacional dos não-alcançados] é um movimento que
reúne ministérios de várias partes do mundo. A data é sempre o dia de
Pentecostes, este ano comemorado no domingo, 15 de maio. O evento visa
inspirar e mobilizar cristãos para não se esqueceram da “Grande Comissão”.
Após
dois mil anos da ordem dada por Jesus, ainda existem cerca de 2,8 bilhões de
pessoas ao redor do mundo que não o conhecem como Salvador. A maioria destes
nunca ouviram o Evangelho. Criado pela organização Aliança Pelos
Não-alcançados, reúne ministérios de evangelização como Missio Nexus,
Bíblias para o mundo, Operação Mobilização e Companhia da Semente. Ainda não
existe uma mobilização nesse sentido no Brasil.
“Com
mais de 2 bilhões e meio de pessoas que não tiveram a oportunidade de conhecer
Jesus, é hora de o Corpo de Cristo tomar uma posição radical e dizer: ‘Isso tem
que acabar em nossa geração”, afirmou o pastor Rick Warren, da Igreja
Saddleback. Ele fez um apelo par que as igrejas de todo o mundo comprometam-se
em orar, contribuir e enviar pessoas para aqueles grupos étnicos que não
possuem o testemunho de Cristo nem as Escrituras em sua própria língua.
A teologia
da prosperidade atrapalha
Com a
experiência que acumulou ao longo de décadas divulgando o trabalho missionário
transcultural no Brasil e no mundo, o missiólogo e estudioso de missões, David Botelho faz um apelo à igreja brasileira.
“Nos
últimos 20 anos a igreja quase quadruplicou em tamanho, prosperou em finanças… Estima-se
que 1/4 da população brasileira é evangélica, mas é superficial na vida cristã,
a igreja se tornou rica e abastada, mas sem visão”, lamenta.
Para
ele, “A mídia evangélica tem influenciado com a teologia da prosperidade,
formando uma mentalidade materialista e mundanista, aumentando a estrutura de
poder das denominações. O discipulado é fraco e não atende a todas as
necessidades da igreja, que tornou-se intelectualizada voltada para os
seus próprios interesses”.
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