22 de maio
de 2016
Texto
Áureo
Efésios
4.1
“Rogo-vos,
pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes
chamados”.
Verdade
Aplicada
A
longanimidade nos capacita a sermos generosos e pacientes, mesmo em momentos de
grande adversidade.
Objetivos
da Lição
Ensinar como abrir mão de nossas vontades para nos tornarmos longânimes;
Apresentar Cristo como o verdadeiro exemplo de longanimidade;
Mostrar aos alunos que uma postura longânime nos tornará bons evangelistas.
Glossário
Ávidos: Que deseja ardentemente;
Êxito: Resultado feliz, sucesso final;
Peculiar: Especial, privativo, próprio de uma pessoa ou coisa.
Leituras
complementares
Segunda Nm 4.18
Terça Pv 16.32
Quarta Mt 5.11
Quinta Ef 6.18
Sexta 1Tm 2.8
Sábado 1Pe 3.15
Textos de
Referência.
Isaías
53.7,9
7 Ele foi
oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e,
como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca.
9 E
puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico, na sua morte; porquanto
nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca.
Efésios
4.1-2
1
Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com
que fostes chamados,
2 Com toda
a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em
amor.
Hinos sugeridos.
368, 468,
568
Motivo de
Oração
Ore para
que a prática da longanimidade seja uma constante em sua vida.
Esboço da
Lição
Introdução
1.
Resistindo ao nosso ego.
2. O
verdadeiro exemplo de longanimidade.
3. Lições
práticas.
Conclusão
Introdução
Difíceis
de serem encontradas nos dias atuais, a longanimidade, benignidade e bondade
são características que envolvem posicionamentos, em muitos casos, contrários à
nossa personalidade.
1. Resistindo ao nosso ego.
Ao
estudarmos esta nova seção do fruto do Espírito, descobriremos o quanto é
difícil para o homem desenvolver meios para o amadurecimento do fruto. As três
características em questão nos mostram que em muitas situações que poderão, em
algum momento, ferir o nosso ego. Sendo assim, descobriremos que não é nada
fácil negar o nosso eu em favor dos outros (Mc 8.34).
1.1. Desenvolvendo a longanimidade.
Aqueles
que desenvolvem a longanimidade recebem de Deus a capacidade de pensar antes de
qualquer tomada de atitude, ou seja, desenvolvem a paciência e a perseverança
como forma de suportar as adversidades (Rm 5.4). A longanimidade também é
responsável pela capacidade que o servo de Deus tem de prosseguir em direção ao
seu objetivo, mesmo quando tudo parece conspirar ao contrário. Ser longânime
produz no indivíduo a capacidade de desprezar as ofensas. Ainda que esteja
sendo perseguido por causa do amor a Cristo, ele não desiste de permanecer fiel
ao seu Salvador (Mt 5.11).
1.2. A Bênção da longanimidade.
Enquanto o
mundo oferece, através da mídia e apelos tecnológicos, oportunidades de
crescimento social rápido e ilícito, o salvo em Cristo nunca abre mão dos
princípios verdadeiros da Palavra de Deus (2Pe 1.10), pois tem a plena certeza
de que será abençoado através da sua fidelidade e que nada poderá o afligir,
uma vez que tem a completa cobertura fornecida pela presença do Espírito Santo
em sua vida. Ser longânime proporciona ao indivíduo a oportunidade de conviver
em qualquer ambiente e em companhia de qualquer tipo de pessoa sem prejuízo
algum para si ou para os outros.
1.3. A longanimidade produz a credibilidade.
A
longanimidade não só produz uma defesa para o indivíduo como coloca no mesmo o
desejo incontido de interceder em prol daqueles que notoriamente necessitam de
oração, fazendo com que o servo longânime se transforme numa coluna de oração.
Em sua carta aos Efésios, o apóstolo Paulo determina que a Igreja do Senhor
deve orar o tempo todo uns pelos outros (Ef 6.18). Sempre que um membro do
Corpo é identificado como longânime, este se destaca nesta função, pois tem uma
postura que dá credibilidade à sua oração. A oração do longânime tem
credibilidade, por este nunca ter uma postura de ira e contenda (1Tm 2.8).
2. O verdadeiro exemplo de longanimidade.
A profecia
acerca do Messias proferida pelo profeta Isaías deixou claro o tamanho do
sofrimento pelo qual Ele havia de passar. O Messias deveria ser amado,
entretanto, foi oprimido e afligido, provando ser longânime por amor à
humanidade (Is 53.7).
2.1. Longanimidade é amar sem ser amado.
Jesus
Cristo se entregou ao sofrimento por amor. A Sua trajetória terrena
culminou com Sua morte e ressurreição. Em nossa trajetória terrena não teremos
como superar o que por nós sofreu o Senhor, entretanto, uma das exigências que
nos é imposta pela Palavra de Deus é que, para alcançarmos a ressurreição em
Cristo, deveremos suportar uns aos outros em mansidão e sobretudo em
longanimidade (2Pe 1.5-7). Jesus escolheu sofrer por nós para que alcançássemos
a salvação. Logo, teremos que passar por algum tipo de sofrimento para sermos
glorificados com Ele. Que sofrimento é este? Amar sem ser amado (Efésios 4.2).
2.2. Ser longânime garante salvação.
Muitas
vezes nos questionamos porque devemos suportar tanto os outros se a recíproca
não acontece Somos escolhidos para darmos exemplo de Cristo, isto é, através de
nós a longanimidade de Cristo é mostrada de maneira mais enfática para que
outros possam ser alcançados pela salvação (1Tm 1.16). Ao examinarmos este
texto da primeira carta de Paulo a Timóteo fica claro para nós o que o Senhor
espera de Seus servos fiéis (1Tm 4.12b). Não interessa o que está sendo
apresentado pelos meios de comunicações que dizem que se doar é falta de
inteligência. Para o cristão importa o que ensina a Palavra. Ser longânime
garante a salvação.
2.3. A longanimidade opera a paciência.
Tanto o
cristão imaturo quanto o homem sem Deus não conseguem entender como se
desenvolve o amadurecimento do fruto do Espírito Santo. Por este motivo é que
aprendemos que uma das principais maneiras que a longanimidade tem de se
manifestar é através do exercício da paciência (Rm 5.3-5). O exercício da
paciência capacita o servo de Deus a ter o equilíbrio necessário para esperar
que o entendimento daqueles que não compreendem o agir do Senhor possa ser tocado
pela ação do poder de Deus. Precisamos saber que como ministros de Deus devemos
ser recomendáveis em tudo (2Co 6.4). Se recebemos a paciência de Cristo por
nós, temos que exercitá-la para com os outros (2Ts 3.5).
3. Lições práticas.
A
longanimidade nos faz chegar à conclusão de que todos devem ser alcançados por
Cristo. Ser longânime é entender que não temos nenhum mérito a mais do que o
outro diante de Deus. Somos todos iguais, pois Deus não faz acepção de pessoas
(At 10.34).
3.1. Longanimidade é controlar impulsos.
Longanimidade
é ter o espírito controlado por longo tempo, isto é, ser tardio em irar-se.
Viver em grupo é sempre complicado, pois devemos procurar compreender o limite
dos outros membros do grupo. Ser longânime é saber controlar seus impulsos. O
indivíduo que se ira facilmente sempre sai perdendo (Pv 16.32).
3.2. O bom evangelista tem que ser longânime.
Ao
orientar a Timóteo acerca da postura que ele deveria tomar em relação à
pregação da Palavra, Paulo foi enfático em dizer que o jovem pastor deveria ser
insistente quando estivesse evangelizando. Entretanto, o apóstolo destacou que,
mesmo quando estamos ávidos pelo desejo de ganhar almas (Mc 16.15), devemos nos
posicionar com longanimidade, pois temos, em muitas situações, que ter
paciência para alcançar alguns corações (2Tm 4.2). Existem pessoas que ao
ouvirem poucas palavras acerca do Evangelho já se sentem tocadas pelo Espírito.
No entanto, existem outras que necessitam de algum tempo para serem convencidas
de que servir ao Senhor é o melhor caminho. O bom evangelista deve saber
produzir o amadurecimento do fruto para alcançar êxito em sua tarefa de ganhar
almas.
3.3. Aprendendo a ser longânime.
O ser
humano tem em si uma característica que lhe é peculiar: esperar que todos o
compreendam em suas questões pessoais. Mas é muito difícil encontrarmos alguém
que está disposto a compreender o próximo como este espera ser compreendido. A
Palavra de Deus nos mostra que a nossa salvação é a longanimidade do Senhor. Se
Ele não fosse longânime, toda a humanidade estaria perdida (Rm 2.4; 1Pe 3.15).
Conclusão.
Através do
estudo da longanimidade, pudemos perceber que o amadurecimento dessa
característica do fruto do Espírito Santo fará com que venhamos a nos sentir
muito melhor diante das adversidades da vida.
Questionário.
1. Qual a
orientação de Paulo em Efésios 6.18?
2. O que
tem a oração do longânime?
3. O que
aprendemos em 2 Coríntios 6.4?
4. O que
acontece com o indivíduo que se ira facilmente?
5. O que a
Palavra de Deus nos mostra?


