05 de
Junho de 2016
Texto
Áureo
“Eu
próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais
cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos
outros”. Romanos 15.14
Verdade
Aplicada
Bondade
é a capacidade de praticar o bem, sem expectativa de recompensa.
Textos de Referência.
Efésios 5.9
9
(Porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade)
Romanos 15.2
2
Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.
Efésios 4.28
28
Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é
bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade.
Salmos 145.6-7
6 E se
falará da força dos teus feitos terríveis; e contarei a tua grandeza.
7
Publicarão abundantemente a memória da tua grande bondade e cantarão a tua
justiça.
Introdução
Bondade não é o mesmo que benignidade, pois determina uma
ação mais imediata nas relações interpessoais. Ser bom quer dizer praticar a
bondade independente de alguma recompensa.
1. Fazendo
o bem e desprezando o mal.
O
indivíduo que desenvolve a bondade passa a ter atitudes altruístas em prol de
alguém ou da comunidade. É impossível ser fiel a Deus e não se importar com o
mal alheio, pois a bondade é a capacidade de fazer o bem e desprezar o mal (Mt
21.13).
1.1. Um
ato de bondade transforma uma vida.
A
bondade é a prática do amor. É ser uma benção na vida daqueles que estão
próximos (Rm 15.14). A prática da bondade será sempre acompanhada por uma
recompensa divina, pois habilita o homem a alcançar o favor do Criador, ao
passo que o que escolhe fazer o mal receberá condenação (Pv 12.2). Ser bom para
o cristão é uma obrigação, pois pela graça de Deus recebeu a maior de todas as
bênçãos oferecidas à humanidade através de Cristo. Praticar a bondade nem
sempre é entregar coisas materiais aos necessitados, mas sempre estar disposto
a oferecer algo que mudará vidas (At 3.6). Ser bom proporciona um grande
sentimento de satisfação para quem pratica a bondade (At 3.8).
1.2. Ser
bom é ser generoso.
A
bondade é também generosidade. O indivíduo habituado a praticar o mal recebe de
Cristo, através do amadurecimento do fruto do Espírito, a capacidade de ser
bom! Praticar a bondade passa a ser algo extremamente gratificante, pois
percebe que através de suas ações muitas pessoas são abençoadas e a recompensa
para sua vida também virá em forma de bênçãos sem medidas (Mt 10.42). Praticar
a bondade garante um prêmio e isto faz com que passemos a desejar afetuosamente
o amadurecimento do fruto do Espírito.
1.3.
Apresentar padrões bíblicos é um ato de bondade.
Os
apelos midiáticos tendem a levar a humanidade para atitudes de perversidade,
mostrando a todo tempo uma vida fora dos padrões bíblicos, aliando este estilo
de vida a uma vida próspera. O uso de drogas e prostituição, entre outros, são
representados como símbolos de liberdade e sucesso financeiro. Entretanto, este
estilo de vida afasta o indivíduo da presença de Deus. Ser bom também é mostrar
a todos o que está garantido ao homem que escolhe andar segundo os conceitos do
mundo, que se nega a viver segundo os conselhos (Sl 1).
2.
Desfrutando da bondade de Deus.
O fruto
do Espírito é representado no homem pela manifestação do caráter de Deus
naquele que O busca. Em Cristo experimentamos a bondade do Senhor
personificada. Através de Jesus. A humanidade pode desfrutar das mais ricas
bênçãos advindas das mãos de Deus pela Sua infinita bondade (Lm 3.25).
2.1. A
bondade de Deus produz vida.
Desde a
criação do homem, o Criador providenciou para que todas as coisas estivessem à
sua disposição (Gn 2.7-15). A bondade de Deus proporcionou ao homem viver em um
lugar onde tudo era perfeito. Por um ato de desobediência, o homem perdeu tudo
que havia recebido das mãos do Criador, pois, ao entregar o Jardim do Éden para
que Adão cuidasse, lhe advertiu que não deveria tocar na árvore do conhecimento
do bem e do mal (Gn 2.17). Ser bom faz parte da essência de Deus. Sendo assim,
Ele não levou em conta o pecado e providenciou por um ato de bondade um plano
de salvação para a humanidade, fornecendo uma nova vida em Cristo (Ef 2.1).
2.2. A
humanidade e a bondade de Deus.
A
bondade de Deus não cessou depois do pecado. Se levarmos em conta que tudo que
a humanidade desfruta é pela bondade dEle, concluímos que a Sua generosidade é
sem medida. O Senhor tem nos garantido o que é necessário para uma vida
abençoada e feliz. Ele nos deu vida e providenciou que tivéssemos saúde para
que, com o nosso próprio esforço, pudéssemos trabalhar e ganhar o nosso
sustento e, sobretudo, alcançar uma vida digna e feliz. A felicidade alcançada
pelo indivíduo através das bênçãos recebidas de Deus deve ser compartilhada.
Assim como Ele foi generoso (Jo 3.16), devemos expressar a nossa generosidade
com os que estão próximos.
2.3.
Liberalidade é bondade.
Quando
intencionava levar o homem a pecar, Satanás usou sua arma mais perigosa: a
mentira. Em seu diálogo com Eva, afirmou que o Criador não estava disposto a
dar ao homem conhecer os mistérios da eternidade (Gn 3.4-5). Tal afirmativa do
inimigo não é verdadeira, pois o Senhor nunca se furtou de se fazer conhecido
do Seu povo (Hb 8.10-11). Durante Seu ministério terreno Deus humanizado fez
questão de revelar Seus segredos (Mt 13.11). À Igreja, Ele autorizou Paulo a
mostrar como receberíamos os mistérios dos céus (Ef 1.9), fazendo dos Seus
servos guardiões destes ministérios (1Co 4.11). Caso o indivíduo não saiba como
agir com bondade, peça sabedoria ao Criador, pois até a Sua sabedoria Ele nos
dá com liberalidade, que é uma expressão de bondade.
3. Lições
práticas.
Ao
iniciarmos o estudo desta segunda seção do fruto do Espírito (Gl 5.22),
declaramos que a longanimidade, benignidade e bondade são difíceis de serem
desenvolvidas porque, em muitos casos, mexem com traços inerentes à nossa
personalidade.
3.1. Ser
bom é abrir mão do nosso eu.
Estas
três características são responsáveis pelo bom relacionamento que o servo de
Deus deve procurar desenvolver com todos os que estão ao seu alcance. Isso
significa que em muitos momentos deveremos abrir mão de nós mesmos para sermos
longânimes, benignos e bondosos. Uma vez que somos salvos, lavados e remidos
pelo sangue dp Cordeiro (Mt 26.28), não podemos nos relacionar com o próximo
fora dos padrões bíblicos (1Jo 1.7).
3.2. O
fruto promove a santificação.
A ação
produzida pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo irá nos garantir uma
vida de paz com os outros e tal postura nos elevará a condição de servos
verdadeiramente santificados pela Palavra. Uma conduta de cristão irá nos
proporcionar viver diante do Senhor por toda eternidade (Hb 12.14). A
santificação é o único meio de ver o Senhor. O amadurecimento do fruto é parte
indispensável do processo de santificação. Se deixarmos levar por informações
negativas apresentadas pelos meios de comunicação, estaremos abrindo mão de ter
comunhão com os nossos irmãos, uma exigência de Jesus para que possamos
caminhar em direção ao céu (At 2.42).
3.3.
Permanecendo naquilo que aprendemos.
Ser bom
pode, para muitos parecer sinônimo de tolo. Entretanto, sabemos que o nosso
Criador em todo tempo se mostrou bom para a humanidade. Ser bom é desafiar
todos os conceitos pregados pela cibercultura que, segundo Pierre Lévy,
“designa a cultura contemporânea marcada pelas novas tecnologias digitais e
como ocorrem interações entre as novas tecnologias e a sociedade”. O servo fiel
deve manter a postura de acordo com o que aprendeu através do Evangelho (2Tm
3.13-15).
Conclusão.
Quando
recebemos o fruto do Espírito, é plantado em nós um bom tesouro. A partir deste
instante, o coração começa a produzir coisas boas e a compartilhar bondade, não
permitindo que maus sentimentos sejam reproduzidos através de atos falsos de
bondade (Mt 12.35).
Questionário.
1. O que é a bondade?
2. O que a prática da bondade proporciona?
3. O que a bondade de Deus proporciona ao
homem?
4. Do que devemos abrir mão para sermos
longânimes, benignos e bondosos?
5. Qual é o único meio de ver o Senhor?

