“Nude” nada mais é que uma foto íntima (nua) que a
própria pessoa tira e compartilha com os seus contatos, especialmente no
snapchat. De acordo com a ONG Safernet Brasil, especializada em crimes e
violações dos direitos humanos na internet, centenas de pessoas em todo o
Brasil estão sofrendo por causa dos “nudes” enviados de forma irresponsável
para “amigos”.
O caso mais chocante foi de Júlia Rebeca que suicidou-se
no Piauí devido aos vazamento de seus vídeos íntimos nas redes sociais. No
estudo levantado pela ONG, quase 80% dos nudes da internet são de mulheres, e
apenas 20% de homens e a faixa etária que mais manda “nudes” é de 13-15 anos.
Por que devemos nos preocupar com isso? O
"Nude" é a ponta do iceberg de toda uma cultura de desvalorização da
imagem própria ancorada no selfie, instantâneo e sensualismo. Ao mesmo tempo é
um grito de socorro solitário e angustiante desta geração por aceitação.
Adolescentes e jovens têm caído nessa armadilha, pelo
menos, por causa de três fatores:
1. A nossa
geração é apaixonada por si mesma, é narcisista
e essa tem como hábito o “selfie”. É muito comum ver casais em um restaurante
que ao invés de olharem um para o outro, estão olhando para as telas de seus
celulares;
2. A nossa
geração ama tudo o que é descartável e instantâneo, isto é, aquilo que não dura. Essa é a razão do sucesso
do aplicativo snapchat, as fotos e vídeos somem rapidamente e ficam na
lembrança apenas de quem viu por alguns segundos;
3. A nossa
geração valoriza tudo o que é sexy. E, na
maioria dos casos, as principais vítimas são as mulheres, pois algumas pensam
que só serão aceitas, vistas e admiradas à medida que mostrarem suas curvas nas
redes sociais. Em outras palavras, o problema não é só o “nude”, mas todo o
cenário no qual ele está envolvido.
Numa perspectiva cristã, postar uma foto sensual — seja
homem ou mulher — nas redes não é só uma questão imprópria, feia e imoral,
também é um sintoma de um problema mais profundo. Existem muitos adolescentes e
jovens que mandam nudes só para receberem mais curtidas nos seus perfis
virtuais, a nova geração se sente triste quando não é aceita pelos demais. E,
infelizmente, quem se expõe obscenamente está denunciando o vazio e tristeza de
seu próprio coração, ou postando: “Eu faço tudo para ser aceito(a)”, “Veja, eu
sou bonito(a)”, “Viu, me de valor agora”, “Percebeu, eu existo, note-me”, “Não
consigo mais viver sem ser percebido(a)”.
Como resolver o problema? Em primeiro lugar, precisamos
mostrar aos nossos adolescentes e jovens que o fato de uma pessoa ser famosa ou
seguida no instagram e snapchat, receber muitas curtidas, ser bonita, não a
tornará feliz e verdadeiramente aceita. Ser alegre não é ter um perfil que
“bomba” nas redes sociais, mas participar de uma rede de total aceitação e
relacionamento com Deus. Feliz não é quem recebe muitos “likes”, mas quem
realmente agrada e se sente satisfeito com Jesus. Quem é contente dentro de si
mesmo não vê necessidade de se expor o tempo todo, muito menos obscenamente. De
fato, quem se valoriza não manda nudes.
Em 1 Coríntios
6.12-20 aprendemos pelo menos quatro coisas em relação a forma como lidamos
com o nosso corpo: 1. O nosso corpo não é nosso! Nós somos de Jesus, pois ele
nos comprou na cruz morrendo em nosso lugar; 2. O nosso corpo — que não é nosso
— é habitado pelo Espírito Santo. Deus está dentro de nós, precisamos elevar o
nosso valor por isso; 3. Para vencer a tentação sexual não devemos lutar, mas
fugir! Não se luta contra hormônios, tente vencer a imoralidade, fuja; 4. Temos
uma missão: glorificar a Deus com o nosso corpo. A minha oração é que a nossa
geração redescubra o seu valor enquanto criaturas de Deus e passe a lidar com o
corpo com mais honra e dignidade.
GUIAME.COM.BR

