17 de
julho de 2016
Texto
Áureo
Mateus
11.11
“Em
verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém
maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no Reino dos céus é maior
do que ele”.
Verdade
Aplicada
João
Batista foi a voz do que clama no deserto e abalou a todo Israel em seus dias.
Objetivos
da Lição
Veremos mais de perto quem foi João segundo a ótica de Mateus;
Mostrar a natureza da mensagem desse pregador do deserto da Judéia;
Apresentar características peculiares do batismo do Senhor Jesus.
Glossário
Antemão: Antecipadamente;
Culminante: Que é o maquis elevado;
Vindouro: Que há de vir ou acontecer; futuro; que está por vir; a posteridade.
Leituras
complementares
Segunda Sl
2.7
Terça Is
40.3
Quarta Is
42.1
Quinta Ml
4.5
Sexta Jo
1.31
Sábado At
10.37
Textos de
Referência.
Mateus
3.1-5
1 E,
naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia,
2 E
dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.
3 Porque
este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto:
Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
4 E este
João tinha o seu vestido de pelos de camelo, e um cinto de couro em
torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.
5 Então
ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao
Jordão;
Hinos
sugeridos.
389, 437,
470
Motivo de
Oração
Ore pelos
novos cristãos para que sua fé esteja profundamente firmada em Cristo.
Esboço da
Lição
Introdução
1. Antes
de falar de João.
2. João, a
voz do que clama no deserto.
3. João e
seu ministério batismal.
Conclusão
Introdução
O Reino de
Deus estava para ser imediatamente manifestado em Israel em sua plenitude na
pessoa e obra do próprio Messias. Para esta grande chegada os homens precisavam
preparar um caminho em seus corações.
1. Antes
de falar de João.
Um longo
tempo se passou desde o retorno de Jesus do Egito e o estabelecimento da
família em Nazaré. Enquanto Jesus ainda estava morando em Nazaré. João apareceu
no deserto da Judeia.
1.1. Jesus
e Sua família.
Jesus
nasceu numa família estruturada. José era pai de coração de Jesus, pois este
foi gerado pelo Espírito Santo, e Maria a sua mãe. Jesus era sujeito a ambos
(Lc 2.51). Ele tinha irmãos (Tiago, Jose, Judas e Simão) e irmãs (Mc 6.3). Na
falta de José, Ele possivelmente ajudou cuidar do sustento deles, visto que
falecera antes do início de Seu ministério público. Ou seja, Jesus, ao aprender
a profissão de carpinteiro, cumpriu com o dever de filho primogênito após o
falecimento de José, Isso se pode concluir por ocasião das bodas de Caná, posto
que ali José aparece (Jo 2.1-12).
1.2. Jesus
e o Seu desenvolvimento pessoal.
Não temos
detalhes sobre a vida do Senhor Jesus. O que temos são noções breves do que lhe
aconteceu com base nos outros evangelhos. Infelizmente, é aí que os inimigos de
Jesus de Nazaré de hoje tentam lançar suas heresias para pôr em dúvida a Sua
divindade. Porém, com certeza o que podemos afirmar é que Jesus em Nazaré se
desenvolveu num lar comum à sua época com sabedoria, graça e também fisicamente
(Lc 2.52). Ele também aprendeu a ler e escrever na sinagoga (Lc 4.16-17), e,
posteriormente, herdou a profissão de José (Mc 6.3).
1.3. Jesus
e Sua vida religiosa.
Jesus
praticou a vida religiosa como qualquer pessoa que nasceu no contexto de um lar
judaico. Ele foi circuncidado ao oitavo dia, em seguida foi apresentado no
quadragésimo dia no templo. As crianças de sua época eram encaminhadas à
sinagoga, onde decoravam a Torá a partir dos cinco anos. Ali também aprendiam a
ler e escrever. Aos treze anos, o rapaz se tornava homem, ou seja, era lhe
declarado a maioridade em uma cerimônia especial, chamada bar-mitzvá, que significa
“filho da Lei”. Os judeus se reuniam em assembleia na sinagoga e o menino lia
um trecho da Lei de Moisés. Este evento era celebrado com grande alegria. Jesus
também orava e participava das festas religiosas com a sua família.
2. João, a
voz do que clama no deserto.
João, a
“voz do que clama no deserto”, rompeu com um silêncio profético de quatrocentos
anos. Ele veio preparar os corações para a chegada do Messias, por isso
denunciava os pecados, advertia-os frontalmente do juízo vindouro e pregava a
promessa de um glorioso batismo de fogo.
2.1. A
pessoa de João Batista.
Ele foi um
homem que desempenhou o seu ministério de modo brilhante e fora do normal, como
cumprimento do que dissera o profeta Isaías (Mt 3.3; Is 40.3-4). João era um
homem resignado e por isso morava no deserto. Ele se vestia de peles de camelo
e se alimentava de mel silvestre (Mt 3.4). Era como a luz que brilhava em meio
as densas trevas. João denunciava o pecado de quem quer que fosse: pessoas
comuns, publicanos, militares, sacerdotes, etc. Nem mesmo Herodes Ântipas,
aquele que tomou por esposa a mulher de seu irmão Filipe, foi poupado (Lc
3.19). João Batista foi o mensageiro profetizado que prepararia o caminho, o
Elias que deveria vir e veio (Mt 11.10, 14).
2.2. A
mensagem de João Batista.
A mensagem
central de João era a chegada do Reino de Deus. E ali, no deserto da Judeia,
ele rompeu com o silêncio profético a fim de preparar os corações para este
momento. Muitos Judeus sabiam e sentiam em seus corações que chegara um novo
tempo acerca do qual deveriam estar preparados. A mensagem de João foi tão
incisiva, urgente preparatória como se necessita hoje. Esta mensagem tinha três
aspectos: o arrependimento a ser demonstrado com frutos dignos dessa atitude
mental e comportamental (Mt 3.2, 8); a severa advertência do juízo e castigo
vindouro aos impenitentes (Mt 3.7); e por último o anúncio do batismo de fogo
(Mt 3.11-12).
2.3. A
procura por João Batista.
Pessoas de
todas as classes sociais buscavam a João. Grande era a afluência de pessoas
vindas de todas as partes de Israel à procura dele, mas principalmente de
Jerusalém e da circunvizinhança do Jordão (Mt 3.5). Mateus também fala de
fariseus e saduceus que eram duramente advertidos e chamados de raças de
víboras, por serem resistentes e duros de coração (Mt 3.7-10). Qualquer um que
lê a narrativa de Mateus fica surpreso com a apresentação de João e de como ele
era procurado. Porém os fatos não param por aí, pois até mesmo o Senhor Jesus
procurou João para ser batizado. O plano divino era para todos, mas nem todos o
acataram, como hoje também acontece.
3. João e
seu ministério batismal.
Dois eram
os batismos anunciados por João. Um batismo natural em água que cabia a João
batizar e o outro sobrenatural que apenas caberia a Cristo fazê-lo. E aí temos
o ponto culminante com a chegada de Jesus para receber o batismo em água.
3.1. O
batismo com água e sua finalidade.
A palavra
“baptizo” no grego significa “mergulho”, ou seja, o que João quis dizer
literalmente em Mateus 3.11 foi, “eu vos mergulho em água para o
arrependimento”. O mergulhar aqui não significa o arrependimento em si, mas um
símbolo deste. Eis aí o motivo pelo qual as igrejas pentecostais escolhem o
batismo por imersão.
3.2. A
mensagem do batismo sobrenatural.
Quanto ao
batismo sobrenatural há um quê de profético nas palavras de João, pois de
antemão ele anunciava algo além de seus dias. Este batismo cabia àquele acerca
do qual João não era digno de desatar as Suas sandálias cumprir. E era o
batismo com o Espírito Santo e com fogo. Este batismo é um mergulho
sobrenatural no Espírito Santo e em Seu fogo, a fim de capacitar o cristão a
tornar-se testemunha de Cristo. João Batista frisou: “Ele vos batizará com
Espírito Santo e com fogo”. Todos nós precisamos desse batismo e João mesmo
disse a Jesus: “eu careço de ser batizado por ti” (Mt 3.14).
3.3. O
batismo do Senhor Jesus.
O Senhor
Jesus saiu da Galileia à procura de João para ser batizado. O batismo em água
era para o arrependimento dos pecados. Porém, no caso de Jesus tinha um sentido
diferente, visto que Ele é o Filho de Deus, gerado e nascido sem pecado. Assim,
o Seu batismo representa a Sua morte e ressurreição em favor dos pecadores (Jo
12.23-24). Inicialmente, João recusou batizar Jesus e disse a Ele: “Eu careço
de ser batizado por ti, e vens tu a mim?” Mas o Senhor disse-lhe: “Deixa por
agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça”. Ao receber o batismo, o
Senhor Jesus deixa–nos um precioso exemplo para todos os Seus futuros
discípulos. João depois de batizá-lo tem uma grande confirmação, isto é, ele vê
os céus abertos, vê o Espírito de Deus descer sobre Jesus e ouve a voz de Deus
dizendo-lhe: “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo.”
Conclusão.
Mateus
fala da grandeza de João Batista. Seu ministério foi fecundo e profético,
encerrando dessa maneira a dispensação do Antigo Testamento. O Senhor Jesus ao
receber o batismo de João deixou-nos um grande exemplo a ser obedecido.
Questionário.
1. O que
Jesus herdou de José?
2. A
expressão “voz que clama no deserto” refere-se a quem e por quê?
3. O que
João vestia e se alimentava?
4. Qual
era a mensagem de João?
5. O que
representa o batismo de Jesus, visto que Ele não tinha pecado?


