24 de
julho de 2016
Texto
Áureo
Hebreus
4.15
Porque não
temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém
um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
Verdade
Aplicada
Jesus
obteve vitória decisiva na tentação no deserto. Do mesmo modo, o cristão deve
vencer suas tentações.
Objetivos
da Lição
Mostrar que Jesus em tudo foi tentado:
Apresentar as três investidas do tentador em relação a Jesus;
Relembrar como Jesus enfrentou e venceu a tentação.
Glossário
Blefe: Enganar por falsas aparências, especialmente de superioridade de força
ou situação vantajosa;
Espreita: Espiar, observar às ocultas; indagar, perscrutar; observar-se, ter
cuidado em si;
Pináculo: A parte mais elevada do templo de Jerusalém.
Leituras
complementares
Segunda Jo
6.70
Terça 2Co
11.14
Quarta Ef
6.17
Quinta Fp
2.5-11
Sexta Hb
2.18
Sábado Tg
4.7
Textos de
Referência.
Mateus
4.1-4; 11
1 Então
foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 E, tendo
jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
3 E,
chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas
pedras se tornem em pães.
4 Ele,
porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de
toda a palavra que sai da boca de Deus.
11 Então o
diabo o deixou; e eis que chegaram os anjos e o serviram.
Hinos
sugeridos.
5, 75, 77
Motivo de
Oração
Ore para
que a igreja local consiga enfrentar os ataques de Satanás.
Esboço da
Lição
Introdução
1.
Conduzido á tentação.
2. Esferas
da tentação.
3. Triunfo
sobre a tentação.
Conclusão
Introdução
Através da
narrativa da tentação de Jesus no deserto, podemos entender como se caracteriza
as investidas do diabo com o intuito de fazê-lo pecar e desviá-lo assim do
plano divino. Veremos, porém, como Ele venceu.
1.
Conduzido à tentação.
Depois de
receber o batismo de João, cumprindo assim a justiça de Deus, Jesus foi
conduzido a preparar-se para o Seu ministério público.
1.1. Local
da tentação.
O deserto
foi o lugar da tentação. Foi um lugar literal que Jesus se dirigiu a fim de se
preparar para o início de Seu ministério. Não se deve pensar que se tratou de
uma luta interior do Senhor Jesus instigada pelo tentador, ou que tal lugar
seja simbólico. Aquele lugar era de fato um lugar ermo, desabitado e solitário,
para onde o Espírito Santo o dirigiu. Por outro lado, não se deve pensar que
depois daquela provação o tentador o deixou definitivamente (Mt 16.23; Lc 4.13:
Jo 6.70). Interessante é que o Servo de Javé foi tentado e triunfou no mesmo
lugar em que buscou a Deus e por Ele foi orientado a permanecer algum tempo.
1.2.
Tentação e tentador.
A tentação
chegou para Jesus imediatamente ao término de Seu jejum de quarenta dias,
quando ainda estava no deserto. Evidentemente, não existe tentação sem
tentador, isto é, o elemento que vem para tentar. Percebe-se que a ida de Jesus
ao deserto foi conduzida por Deus para um teste. Todavia, o tentador tinha um
propósito: acabar com Jesus e o plano da redenção. Não é à toa que há certa
ênfase na descrição do tentador como diabo, que significa mentiroso, caluniador.
Porém, ele nada conseguiu com Jesus. Mesmo sofrendo diferentes tentações, Ele
resistiu, pondo em fuga o tentador.
1.3.
Instrumentos da tentação.
O diabo
foi a Jesus assim que Ele sentiu fome. Podemos então concluir que o diabo pode
tentar a qualquer pessoa, se aproveitando das suas carências físicas e
apetites. Porém o seu alvo principal era pôr dúvida a identidade divina de
Jesus: “Se tu és o Filho de Deus” (Mt 4.3, 6). O diabo, nosso adversário, sempre
vai nos tentar em momentos de fragilidade, usando nossos apetites e
tentando-nos com dúvidas. Ele não tem pressa, está sempre à espreita,
aguardando o melhor momento para desferir o seu golpe, como fez com Eva, que
caiu e levou seu marido à queda também. Porém, com vigilância, oração e
autoridade, assim como Jesus venceu, nos venceremos também o tentador.
2. Esferas
da tentação.
Não se
deve confundir tentação com pecaminosidade. Ser tentado não é pecar, pois, caso
fosse assim, Jesus teria pecado, mas não foi isso que aconteceu.
2.1. Carências
de natureza física.
Jesus
estava num lugar deserto. Ali, na solidão, não haveria testemunhas de que Ele
houvesse pecado. O seu compromisso com Deus e com Sua missão permaneceu firme,
apesar de toda a provação. Ele não pecou, mas recusou-se satisfazer a Sua fome
ouvindo o diabo. Ao contrário, Jesus concentrou-se na Palavra de Deus e fez uso
dela para combater a tentação, dizendo: “Esta escrito”. Jesus não
entrou em discussão com o diabo, nem afirmou Sua fome ou a negou, porém disse:
“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”.
O segredo para vencer a tentação é confessar a Palavra de Deus.
2.2.
Prazer nas coisas religiosas.
Quando o
diabo percebeu que, se fosse o caso, Jesus morreria de fome, mas não cederia,
decidiu tentá-lo pelo uso das coisas religiosas, ou seja, pelo fanatismo. Nessa
investida, o diabo se utiliza de seu próprio poder para transportá-lo ao
pináculo do Templo de Jerusalém. Também se utiliza da passagem bíblica de
Salmos 91.11-12 e insiste em que Ele prove que é o Filho de Deus. A expressão
“Se tu és” tanto era para que Jesus provasse quem Ele era, quanto, para gerar
dúvida. Jesus não tinha que provar nada ao diabo. Deus falara com Ele ao sair
da água do batismo no Jordão. Isso por si só já basta para Sua própria
convicção. Mesmo assim, Jesus respondeu ao tentador: “Não tentarás o Senhor teu
Deus”.
2.3.
Ambição pelo poder.
O diabo
estrategicamente deixou por último a maior tentação: a ambição pelo poder. O
tentador oferece a Jesus os reinos do mundo e a glória deles como se
pertencessem a ele em troca de adoração. Jesus não discorda de Satanás, mas
sabe que se trata de um blefe. O Filho de Deus jamais aceitaria qualquer coisa
que viesse das mãos do seu adversário, muito menos receber poder temporal. Além
do mais, seria inconcebível Jesus se prostrar diante de qualquer criatura. Por
isso, Ele o expulsa da Sua presença imediatamente, citando a Escritura (Dt
6.13). Ao contrário de Jesus, outros caíram nesse pecado como adão e Eva (Gn
3.1-7).
3. O
triunfo sobre a tentação.
Ser
tentado não significa pecar contra Deus, mas sim um estado incômodo que precisa
ser vencido. A seguir, veremos que os passos que conduziram a Jesus à vitória
foram descritos por Tiago (Tg 4.7).
3.1.
Sujeitando-se a Deus.
Sujeitar-se
a Deus é submeter-se a Ele. É obedecê-lo como servo dócil. Foi dessa maneira
que Jesus se colocou, isto é, na condição de servo obediente de Deus, como
profetizando acerca dele por Isaias (Is 42.1). O Servo de Deus operaria com
prudência, seria elevado e mui sublime (Is 52.13). Embora o Jesus seja o Filho amado
de Deus, condicionou-se a si mesmo à posição de servo até Deus o exaltá-lo.
Assim, Jesus deixou o exemplo, para que seguíssemos as Suas pegadas (Mt 3.17;
Fp 2.5-11).
3.2.
Resistindo ao diabo.
A provação
de Jesus não se restringiu ao deserto, mas durou todo o período em que aqui
esteve. Tratou-se de uma provação diferenciada, que precedeu o início de Seu
ministério público. O diabo foi insistente, mas Jesus o resistiu e não cedeu um
centímetro sequer à vontade do seu adversário. De igual modo, devemos resistir
ao diabo, permanecendo firme em nossa fé, pois as mesmas tentações também
sucedem aos servos de Deus ao redor do mundo (1Pe 5.8-9). Assim como Jesus
venceu o diabo e as tentações, se determinarmos em nossos corações, venceremos
as tentações de cada dia e isso já basta até chegarmos ao céu.
3.3. Ser
servido pelos anjos.
O que
significa Jesus ser servido pelos anjos ao término da tentação? Sabemos que os
anjos de Deus operam as causas de Deus juntos aos Seus servos de diversas
maneiras. Ao fim daquela provação especial, Jesus estava faminto e fraco, então
os anjos de Deus trataram de servi-lo em Suas necessidades. Aquela manifestação
angelical vem significar o cuidado de Deus para com aqueles que o servem.
Lembremos que Jesus estava em missão. É muito possível que também os anjos
trouxessem para Ele alguma mensagem de Deus, pois anjo significa “mensageiro” e
ali foram enviados alguns. A presença dos anjos naquele deserto com Jesus não
era absoluto uma recompensa pela Sua resistência viril ao diabo, mas uma assistência
para que Jesus continuasse a Sua missão. Com isso, aprendemos que se formos
fiéis a Deus, teremos a assistência de Seus anjos (Hb 1.14).
Conclusão.
Ao longo
da narrativa do livro de Mateus, vemos como Jesus venceu o tentado, deixando-nos
o Seu exemplo. O tentador procurou desviá-lo do propósito divino da redenção,
mas Ele o venceu, permanecendo irredutível, até chegar a cruz e descer ao
inferno, mas Deus o exaltou soberanamente.
Questionário.
1. Quem
conduziu Jesus ao deserto?
2. Quando
o tentador se apresentou a Jesus?
3. Qual
foi o alvo principal do diabo em relação à identidade de Jesus?
4. Cite
pelo menos duas esferas da tentação.
5. Como
Jesus sujeitou-se a Deus, Seu Pai?


