Todos
sabem atualmente o que significa obesidade e que ela representa um grave
problema de saúde para quem a tem. Mas, o que é exatamente considerado
obesidade? Como a obesidade afeta a saúde e o quanto é nociva na infância? Aqui
algumas informações que todos os pais devem ter acesso.
1. O que é considerado
obesidade?
Obesidade
é quando a pessoa apresenta um peso corporal em gordura, acima do normal para
sua idade, altura e sexo. O índice
normal está entre 18,25 e 25 e se a pessoa apresenta um índice de massa
corporal acima de 25, ela tem sobrepeso,
acima de 30, é considerada obesa e
pode apresentar graus de morbidade.
Este é
um problema que saiu da esfera adulta e atingiu as crianças, comprometendo a
saúde, a autoestima, a socialização e seu futuro. A informação ainda é a melhor
estratégia para combater este mal que causa problemas cardíacos, hipertensão,
diabetes entre outros.
Segundo
a Organização Mundial da Saúde a obesidade é atualmente um problema de saúde
pública tão sério quanto a desnutrição.
2. Seu filho está gordinho ou
obeso?
Para
calcular o IMC é só usar a seguinte fórmula: IMC = P x h² onde P é o peso
corporal e h² é altura ao quadrado. Por exemplo: Se seu filho pesa 30 kg e tem
uma altura de 1,10, divida 30 por 1,10², para isso primeiro calcule a altura ao
quadrado: 1,10 x 1,10 = 1,21, aí divida o peso pela altura: 30/1,21 = 24,79 - o
resultado está bem abaixo de 30, o que significa que seu filho está dentro do
peso normal.
3. Genética x hábitos
A
genética tem grande influência no peso corporal, mas são os hábitos que a
determinam. Quando uma criança tem pai e mãe obesos, sua probabilidade de
também desenvolver obesidade pode chegar a 80%, ao passo que se for apenas um
dos pais, o índice baixa para até 40%. No entanto, pai e mãe magros têm ainda a
possibilidade em 10% de ter filho obeso. No passado distante, nossos ancestrais
gordinhos foram os que sobreviveram às situações adversas e passaram seus genes
aos descendentes. Por isso, se houver as condições necessárias, todos
engordamos.
4. Fatores de risco para
obesidade
Além
dos genes, outros fatores contribuem para a obesidade infantil tais como:
Engordar
muito durante a gravidez - médicos têm comprovado uma relação estreita entre
mães que engordam muito durante a gravidez e obesidade nos primeiros anos de
vida do filho. Além disso há o risco do surgimento de diabetes gestacional e
hipertensão, que tornam a gravidez de alto risco.
Ser
diabética - a mãe diabética tem vários fatores de risco, inclusive a gravidez
da diabética é considerada sempre de alto risco, pois o diabetes, além dos
males dele próprio como probabilidade de malformação fetal, anomalias
cardíacas, etc., também favorece o surgimento da hipertensão. O que pode causar
graves problemas durante a gravidez e no parto e/ou parto prematuro. Quando a
mãe é diabética o bebê recebe altas doses de glicose da mãe e insulina do
próprio pâncreas, causando, nascituro GIG (Grande para a idade gestacional), e
hipoglicemia após o parto, o que é um risco para a saúde do bebê e pode ser
causa futura de apetite exacerbado e obesidade.
5. Prevenção é o melhor
remédio
Obesidade
infantil pode trazer (e na maioria das vezes traz) diabetes tipo II,
hipertensão, e outros problemas metabólicos. Além disso é fator de risco para
obesidade na idade adulta, problemas de coluna, circulação e cardíacos. Por
isso a prevenção deve começar já na gestação.
Evite
ganhar mais peso que o esperado na gestação - tenha bons hábitos alimentares e
exercite-se de acordo com a recomendação de seu médico.
Amamente
seu filho - crianças que mamam no peito têm menos predisposição à obesidade.
Evite
as farinhas na mamadeira e evite dar leite que não o materno. Só o faça se não
for possível amamentar.
Não
ofereça doces, biscoitos e outros açucarados para seus filhos. Toda a energia
que necessitam lhes é fornecida através dos cereais, legumes, verduras, frutas
e carne.
Incentive
o exercício e as brincadeiras ao ar livre, ao sol e limite o tempo em frente ao
computador, TV e videogame.
6. Tratar a obesidade
Como
toda doença, a obesidade também precisa ser tratada. Se seu filho está acima do
peso ou obeso, não protele, pelo bem da saúde dele. Para isso a consulta médica
é importante - identificando a causa (pode ser causa orgânica ou hormonal) e
especificando o tratamento - se com medicamentos ou não, dieta e atividade
física.
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