Desde 2008 se falava sobre a criação de um cadastro único,
que unisse dados biométricos e civis, como RG, Carteira Nacional de Habilitação
e o título de eleitor, em um único documento: o Documento de Identificação
Nacional (DIN). A nova documentação traz todas essas informações em um chip,
igual aos usados em cartões de crédito e bancários.
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira
(21) o projeto de lei do Executivo e agora será enviada ao Senado, onde deverá
ser aprovada. Segundo o relator, Júlio Lopes (PP/RJ), após uma fase de
adaptação, a nova identificação substituirá todos os documentos, com exceção do
passaporte e da carteira de motorista (porque são provisórios).
Aos poucos, pelo projeto, deixarão de existir, na forma
física, por exemplo, a carteira de identidade, o título de eleitor, o PIS e o
Pasep.
O DIN será emitido pela Justiça Eleitoral, ou por delegação
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a outros órgãos. Ele já contará com o
cadastramento biométrico realizado para a confecção dos novos títulos de
eleitor no ano passado.
Impresso pela Casa da Moeda, a base da identificação será o
CPF, que é um registro único. Os outros documentos serão validados no DIN, que
oferecerá um número de cadastro novo, o RIC (Registro de Identificação Civil).
A meta é substituir as carteiras de identidade, hoje a cargo dos estados e que
possibilitam que uma mesma pessoa possua várias.
A homologação do DIN substituirá a proposta do novo modelo
de RGs que também contaria com o uso de um chip. O DIN será emitido com base na
Identificação Civil Nacional (ICN), criada pelo projeto com o objetivo de
juntar informações de identificação do cidadão.
Banco de dados mundial
O motivo da retomada desse cadastro, que fora prometido no
governo Lula, é o fato do Brasil ter assinado e estar promovendo os 17 novos
“Objetivos Globais” que a ONU lançou em 2015.
Na proposta 16, que atende pelo nome genérico de “Paz” está
o compromisso de cada nação em fazer cartões
de identificação biométricos de cada homem, mulher e criança no planeta até
2030. Já existe uma base de dados central em Genebra, Suíça, que fará o
controle dos dados. Chama-se Plataforma Única de Serviços de Identidade (UISP,
na sigla em inglês). GOSPELPRIME
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