As igrejas mais tradicionais costumam fazer retiros espirituais
durante o Carnaval, feriado cujo nome significa, literalmente, “festa da
carne”. Mas há denominações que decidem aproveitar a multidão para pregar a
palavra. Essa postura gera divisão entre muitos líderes.
O teólogo Marcelo Rebello, 44, explica que deveria
prevalecer o bom senso: “O crente não tem que ir para o meio do povo e dizer
que [os que bebem e se pegam] vão pro inferno”.
Presidente da Associação Brasileira de Empresas e
Profissionais Evangélicos, Rebello também lembra que a festa nas suas origens
era “muito atrelada a candomblé e umbanda” e como o crente “serve a um Deus
único”, essas entidades (orixás) seriam uma afronta a evangélicos.
Mesmo assim, o “Carnaval evangélico”, onde geralmente não se
bebe álcool, parece ganhar força nas ruas do país.
São Paulo
Um dos blocos mas ativos é da Bola de Neve Church. A ponto
de a prefeitura de Santos instituir, via lei municipal de 2014, o Dia do
Evangelismo de Carnaval Bola de Neve.
Este ano, ela oferece os tradicionais uniformes de blocos,
“abadás”, por R$ 30 (dinheiro) ou R$ 35 (cartão). Os fiéis reunidos numa
espécie de “esquenta” na semana passada entoavam adaptações evangelizadoras de
sambas e sucessos da música pop. Por exemplo, “Pelados em Santos”, do Mamonas
Assassinas, teve o refrão mudado para “Jesus me deixa doidããããão”. GOSPELPRIME
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