Nos Estados Unidos, vários
movimentos religiosos e conservadores se mostraram contrários a exibição de um
filme infantil que tenta apresentar a homoafetividade dentro de uma história
infantil. Alguns cinemas já anunciaram que não exibirão o longa por causa
disso.
Aqui no Brasil, até agora o
pastor Silas Malafaia começou uma campanha contra a Disney, acusando a
gigante do entretenimento de defender “a agenda gay”.
Segundo a BBC, a reação mais
forte até o momento foi na Rússia, onde as autoridades já estão se
posicionando. O país pode proibir a exibição de “A Bela e a Fera”, pois existe
uma legislação que proíbe a divulgação de “propaganda gay” para crianças.
O ministro da Cultura, Vladimir
Medinsky, afirmou que o filme seria “investigado” antes de um veredito. A lei,
em vigor desde 2013, descreve a homossexualidade como “relações sexuais
não-tradicionais”.
Vitaly Milonov, deputado do partido
Rússia Unida, descreveu o filme como “propaganda descarada do pecado”. Ele
pediu que o governo tome medidas para proibir a exibição do filme da Disney
baseado na lei que protege menores de idade da exposição a esse tipo de cena.
Seu colega parlamentar
Alexander Sholokhov disse que, se as cenas violavam a lei, o filme deveria ser
banido dos cinemas russos.
Embora não seja mais crime ser
LGBT no país, em 2012 a Rússia proibiu a realização de paradas do orgulho gay
por 100 anos, em nome da moralidade e dos bons costumes. GOSPEPRIME

