- - Infelizmente a grande maioria da humanidade está
interessada na proposta que “Satanás” fez a Eva: “...e sereis como Deus... Gn 3.5” - -
Autor premiado, o historiador
Yuval Noah Harari ficou conhecido no Brasil pelo livro “Sapiens: Uma breve
história da Humanidade”. Ele fez uma série de previsões em seu best seller Homo
Deus: Uma Breve História do Amanhã.
“A maior indústria do século 21
provavelmente será a melhoraria dos seres humanos”, afirma Harari, que
visualiza um futuro sombrio para a humanidade e “a ascensão da classe inútil”.
“Quando pensamos no futuro, geralmente
pensamos em um mundo onde as pessoas são idênticas a nós, mas desfrutam de
melhor tecnologia: armas a laser, robôs inteligentes e naves espaciais que
viajam à velocidade da luz”, afirma.
Em seguida, revela que “No
entanto, o potencial revolucionário das tecnologias futuras é mudar o próprio ser
humano, incluindo nossos corpos e nossas mentes… Os seres humanos vão se
transformar em deuses”.
O historiador defende que os
seres humanos vão adquirir habilidades, “que no passado eram consideradas
divinas, como a juventude eterna, leitura da mente, e a capacidade de criar
vida”.
Ele sublinha que embora essas
ideias possam soar muito ambiciosas, retiradas de algum filme de ficção
científica, as empresas gigantes da tecnologia já estão trabalhando para
torná-lo realidade.
O Google, por exemplo, tem uma
divisão que se concentra exclusivamente na “superação da morte”,
enfatiza. A singularidade, assunto já abordado em diversos livros e
filmes, aposta que será possível fazer uma transferência da essência – ou alma
– de uma pessoa para uma máquina, o que a faria, na prática, viver para sempre.
Harari explica a sua teoria “Eu
acho que é provável que nos próximos 200 anos o Homo Sapiens vai fazer um
upgrade em si mesmo para algum tipo se ser divino, seja através de manipulação
biológica ou de engenharia genética e criação de ciborgues, parte orgânicos e
parte não-orgânicos”. E continua: “Essa seria a maior evolução na biologia
desde o surgimento da vida”.
Em uma projeção das próximas
décadas, o conferencista da Universidade Hebraica de Jerusalém diz que os seres
humanos mais avançados terão menos coisas para fazer durante o dia. Afinal, a
maioria das tarefas será realizada por robôs e inteligência artificial. Eles
então passarão a maior parte de suas vidas imersos na realidade virtual.
Além de seres humanos ‘melhorados’,
Harari também acredita que a humanidade pode tornar-se “eternamente inútil”
devido às capacidades crescentes de Inteligência Artificial.
Em entrevista recente, ele disse que há um lado sombrio nesse
avanço da sociedade. À medida que os seres humanos se tornam
funcionalmente “inúteis”, podemos perder o “sentido de propósito”.
Ele antevê que, como nem todo
mundo poderá arcar com os custos dessa atualização, haverá uma divisão que pode
desencadear “velhas ideologias racistas”. Somente os ricos poderão viver para
sempre com a ajuda da tecnologia, enquanto as camadas mais desfavorecidas da
sociedade iriam continuar morrendo.
Levando tudo isso em
consideração, ele pede que os seres humanos levem essa questão muito a sério.
Ao invés de deixar o destino nas mãos dos cientistas, Harari defende que o
assunto deveria ser parte da agenda política e que possamos, desde agora,
ajudar a “decidir o rumo futuro da humanidade”. GOSPELPRIME

