O texto do PLS 612/2011 prevê o reconhecimento da união
entre duas pessoas do mesmo sexo, e se aprovado, dará caráter definitivo à
decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a união civil de
homossexuais desde 2011.
A votação na Comissão ocorreu em caráter terminativo, em uma
sessão que não contava com todos os integrantes do colegiado, o que motivou
críticas de Malta, que prometeu apresentar recurso e derrubar, com a ajuda de
outros parlamentares, a proposta no Plenário do Senado, impedindo assim de
enviar o texto para apreciação da Câmara dos Deputados.
“A mim estranha muito que seja votado na presença de três
senadores. Mas como nós sabíamos do que poderia acontecer, temos um recurso
preparado para o Plenário e nós vamos requerer, protocolando à mesa. As
assinaturas estão prontas há cerca de 1 mês e meio. Vamos requerer que seja
levado ao plenário para que o conjunto dos cidadãos decida”, disse.
“Este é um país majoritariamente cristão e tem parlamentar
que fala para o eleitor uma coisa, mas na hora de votar esquece os valores
éticos e morais. Não desrespeitamos os homossexuais, inclusive o
vice-presidente do meu partido no Espírito Santo é um travesti respeitado.
Só não aceitamos a hipocrisia”, disparou o senador.

