A
crença sobre a Grande tribulação divide-se em três principais grupos:
1º
- Pré-tribulacionistas
2º - Meso-tribulacionistas
3º
- Pós-tribulacionistas
“Nenhuma posição quanto a esse
assunto torna alguém mais crente ou menos crente, uma vez que todos concordam
com a volta de Cristo, com o arrebatamento e o juízo final; apenas estaremos
mais próximos ou distantes da realidade dos fatos revelados nas escrituras
sagradas.”
·
Hoje a
grande maioria cristã é pré-tribulacionista; mas os cristãos do primeiro século
já aguardavam a volta de Cristo de forma física e visível.
ü
At 1.10-11
- E,
estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se
puseram dois homens vestidos de branco.
Os quais lhes disseram: Homens
galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi
recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.
ü
1Tm
6.14 - Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à
aparição de nosso Senhor Jesus Cristo;
ü
2Tm 4.1
- Conjuro-te,
pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os
mortos, na sua vinda e no seu reino,
ü Tt 2.13. Aguardando a
bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso
Senhor Jesus Cristo;
Até
então não havia a ideia de um arrebatamento silencioso e invisível dos crentes.
O
ensino de um arrebatamento secreto pré-tribulacional é uma doutrina que nunca
existiu antes de 1830.
Pergunta: O
arrebatamento pré-tribulacional veio à existência mediante uma exegese
cuidadosa da Escritura?
Resposta: Não!
A
primeira pessoa a ensinar a doutrina foi uma jovem chamada Margaret Macdonald. Margaret não era teóloga nem expositora
bíblica, mas uma “profetiza da seita Irvingita” (a Igreja Católica Apostólica).
Uma
testemunha ocular, Robert Norton,
preservou o relato escrito a mão por ela da sua revelação de um arrebatamento pré-tribulacional
em dois de seus livros, e disse que foi a primeira vez que alguém dividiu a
segunda vinda em duas partes ou estágios distintos.
Seus
escritos, juntamente com muitas outras literaturas da Igreja Católica
Apostólica, ficaram escondidos por muitas décadas do pensamento evangélico
dominante, e apenas recentemente reapareceram.
John
Nelson Darby (1800-1882), “pai do Dispensacionalismo moderno”, tomou o novo
ensino de Margaret Macdonald sobre o arrebatamento, fez algumas mudanças (ela
ensinava um arrebatamento parcial de crentes, enquanto ele ensinava
que todos os crentes seriam arrebatados) e incorporou-o em seu entendimento
dispensacionalista da Escritura e profecia.
Darby gastaria o resto de sua
vida falando, escrevendo e viajando para espalhar a nova teoria do
arrebatamento.
O maior responsável pela ampla
aceitação do pré-tribulacionismo e dispensacionalismo - entre
os evangélicos foi Cyrus Ingerson
Scofield.
Scofield
publicou sua Bíblia de Referência
Scofield em 1909.
Essa
Bíblia, que expunha as doutrinas de Darby em suas notas, se tornou muito
popular em círculos fundamentalistas.
Na
mente de muitos – professores da Bíblia, pastores fundamentalistas e multidões
de cristãos professos – as notas de Scofield eram praticamente igualadas à
própria palavra de Deus.
Se
uma pessoa não aderia ao esquema dispensacionalista e pré-tribulacional, ele ou
ela seria quase que automaticamente rotulado de modernista.
Principais bases bíblicas para
o pré-tribulacionismo -
ü Rm 5.9 - Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu
sangue, seremos por ele salvos da ira.
ü 1Co 15.51 – Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos
dormiremos, mas todos seremos transformados;
ü 1Ts 1.10 - E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os
mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.
ü 1Ts 5.9 - Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a
aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,
ü Ap 3.10 – Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te
guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os
que habitam na terra.
Interpretação dos textos: A
“condenação” e “ira” citados nos textos de Romanos 5.9 a 1Ts 5.9 não se referem
à grande tribulação, mas ao Juízo final.
Conferir:
ü Lucas 3.7 - Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada
por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?
ü Ramanos 1.18 - Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a
impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
ü Romanos 2.5-8 - Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente,
entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;
O qual recompensará cada
um segundo as suas obras; a saber:
A vida eterna aos que,
com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção;
Mas a indignação e a ira
aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade;
Apocalipse 3.10 pode
fazer menção à grande tribulação, porém não promete livrá-los, mas guardá-los.
Conferir:
ü Jo 17.15 – Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.
ü 2Pe 2.9 – Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e
reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados;
MESO-TRIBULACIONISMO
O
Meso-Tribulacionismo defende que a Igreja será arrebatada no meio da grande tribulação.
Sendo a tribulação um período de sete anos, então haverá três anos e meio de
paz e três anos e meio de muita dificuldade. Esse sistema tem muita
similaridade com o Pré-Tribulacionismo, porém se difere na ideia de que o
arrebatamento ocorrerá quando os três anos e meio de paz terminarem.
Existem
meso-tribulacionistas que defendem que a grande tribulação não terá
ecessariamente sete anos de duração.
A
principal defesa do Meso-Tribulacionismo é uma cronologia dada em 2 Tessalonicenses 2:1-3, onde o Anticristo
parece ser revelado antes do arrebatamento da Igreja, além de uma combinação
entre a trombeta de 1 Coríntios 15:52
com a trombeta de Apocalipse 11:15.
ü 1 Coríntios 15:52 - Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última
trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós
seremos transformados.
ü Apocalipse 11:15 - E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes
vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu
Cristo, e ele reinará para todo o sempre.
PÓS-TRIBULACIONISMO
Esse
grupo, conforme dados bíblicos, acreditam em 3 acontecimentos simultâneos:
A volta
de Jesus, o arrebatamento e ressurreição, a destruição do anticristo.
O Pós-Tribulacionismo defende que o
arrebatamento e a segunda vinda de Cristo tratam-se de um único evento, e que
ocorrerá após o período de grande tribulação.
ü Nessa
interpretação, a Igreja passará pela grande tribulação, que não precisa
ser necessariamente um período de sete anos.
Os principais argumentos
pós-tribulacionistas se baseiam em:
Jesus
em Seu Sermão Escatológico nos Evangelhos de Mateus (24), Marcos (13)
e Lucas (21), deixou claro que só voltaria após o período de grande tribulação;
Marcos 13.1-31. Mt 24.29-31; Lc 21.25-27
(Conferir leitura).
Apoio:
1 Tessalonicenses 4.13-18; em 2 Tes 2:1-3 o Apóstolo Paulo afirma
que antes de Cristo voltar, o Anticristo se manifestará;
No
livro do Apocalipse em nenhum
momento são mencionadas duas fases da volta de Jesus, e quando a segunda vinda
é descrita, ela ocorre após o período de tribulação. Ap 6.9-11 (os mártires); 7.9-14;
20.4 (Cf.13.16.17).
Obs: Não intencionamos deixar aqui uma posição sobre o assunto como verdade absoluta, pois respeitamos a linha de raciocínio de cada um. O importante é não nos atermos ás tradições em detrimento da Palavra de Deus e buscarmos nas Escrituras Sagradas bases sólidas para nossas crenças.
E independentemente de qualquer que seja nossa compreensão sobre os Últimos acontecimentos, que estejamos preparados para quando o Senhor nos chamar, mantendo firmes nossa fé e devoção a Cristo.
Que Deus os abençoe em nome de Jesus!
Pr. Odair Padia




