A igreja cristã teve sua História escrita
com sangue, homens e mulheres que renunciaram a própria vida por amor ao Evangelho.
João
Batista iniciou seu ministério pregando a seguinte mensagem: “Arrependei-vos,
porque é chegado o reino dos céus” (Mt
3:1-2).
O
Senhor Jesus pregava uma mensagem de conversão dizendo:
“Arrependei-vos,
porque é chegado o reino dos céus” (Mt 4:17).
Os
apóstolos, a começar por Pedro continuaram a pregar a mesma mensagem de
arrependimento e confronto com o pecado, anunciando a Cristo e o reino dos céus
(At. 2:38, 3:19; At. 8:5,12).
Mensagens
simples, sem enfeites, sem firulas, sem massagear o ego humano; mas que
produziam uma transformação de dentro para fora em seus ouvintes, que eram
constrangidos a deixarem tudo e a assumirem um compromisso verdadeiro com o
Reino de Deus para serem salvos (Mt.
16:24).
Eles
não tiveram regalias e nem foram seduzidos e enganados por falsas promessas de
riquezas e prosperidade, mas ensinados a porem o Reino de Deus em primeiro
lugar em suas vidas e a confiarem na providência divina (Mt. 6:33; 1Co 4:9-13).
Depois
de assumido o compromisso com o reino, à semelhança do Senhor Jesus também
começaram a escrever a história da igreja com o próprio sangue, não tendo por
valiosa a vida terrena, mas aguardando a nova vida, a eterna (Fp 1:20-21).
Exemplos
de fé como João Batista (Mt. 14:1-11),
Estêvão (At. 7:54-60), Tiago (At. 12:1-2), Paulo (2T. 4:6-8) e os outros apóstolos, além
de homens e mulheres que estão registrados na história como aqueles que deram o
seu sangue por amor a Cristo e à Palavra de Deus (Hb. 11:35-38; Ap. 6:9).
Em
contraste com as Escrituras nos exemplos citados, o que ouvimos hoje são
mensagens adulteradas de um evangelho falsificado (2Co 2:17), sem cruz, sem compromisso, sem confronto com o pecado.
Um
evangelho estranho e maldito que coloca DEUS aos pés dos homens como um escravo
miserável pronto a satisfazer todos os desejos humanos (Gl. 1:8-9).
Formando
assim uma geração mesquinha, secularizada e mundana; sem vida com Deus e sem
convicções.
HOJE a
mensagem da cruz encontra-se ultrapassada e empoeirada, nossos púlpitos têm-se
tornado verdadeiros palcos com artistas e animadores de platéia, prontos a
elevarem o ego humano.
Corromperam
o louvor e a pregação da Palavra. Esta talvez seja a pior geração de “evangélicos”
de toda a História da Igreja.
Uma
geração que não evangeliza, que não prega contra o pecado e que tem feito da
Igreja de Deus um verdadeiro parque de diversões com entretenimento para todos
os gostos. Onde histeria carnal, barulho e um “espiritismo gospel” são confundidos
com poder de Deus.
Nossa
energia, tempo e dinheiro têm sido gastos em meros eventos que nada produz de
frutos espirituais. Eventos sem base bíblica, com a falsa justificativa de que
temos que atrair as pessoas para nossos cultos. Mas ninguém se converte e nem
assume um compromisso com o Reino, o máximo que conseguimos é inchar a igreja
por dois ou três dias e nada mais. Deixamos de lado Aquilo que realmente deve
atrair as pessoas: A cruz de Cristo (Jo.
12:32).
Segundo pesquisas, pelo menos oito cristãos têm sido martirizados
todos os dias por sua fé ao redor do mundo.
De
acordo com informações levantadas pelo Gatestone
Institute, o ano de 2019 bateu o recorde
de violência anticristã na Europa (fonte: estudosnacionais.com)
Eu me
pergunto: O que tanto estamos comemorando?
Talvez
toda essa euforia e festividades nas igrejas evangélicas sejam para comemorarem
todas essas mortes de pessoas que realmente viveram e morreram por amor a Cristo.
Se
houver outra justificativa, por favor, me apresentem.
Pastor
Odair Padia.


