Lição 04 - Orientações bíblicas sobre a intimidade do casal
26 de
Janeiro de 2020
Texto Áureo
"Venerado
seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à
prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.", Hb 13.4
Verdade Aplicada
É
fundamental que os cônjuges cultivem uma intimidade baseada no amor, respeito e
cuidado mútuo, de acordo com a Palavra de Deus
TEXTOS DE
REFERÊNCIA
Pv 5.15-19
15
- Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço.
16
- Derramar-se-iam as tuas fontes por fora, e pelas ruas os ribeiros de águas?
17
- Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo.
18
- Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.
19
- Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo;
e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente.
Introdução
Em
um tempo de tantas distorções dos valores cristãos e invasão de muitos lares
pela pornografia e a indústria da imoralidade, é fundamental o resgate das
orientações bíblicas acerca da intimidade conjugal.
1. Matrimônio e
vida sexual
Tudo
o que Deus criou tem um propósito, inclusive o sexo. Desse modo, é preciso
compreender não somente o que o sexo representa para o casal, mas,
principalmente, os propósitos e princípios pelos quais Deus o criou. Sexo exige
responsabilidade e entendimento [Pv 7.1-5].
1.1. Deus criou a sexualidade.
O
sexo foi criado por Deus. Desse modo, o sexo não deve ser visto como algo
pecaminoso, sujo ou proibido. Ele é prazeroso, mexe com os sentimentos, as
emoções e os desejos mais profundos de uma pessoa [1Co 7.3]. O grande problema
é que isso pode acontecer tanto de maneira positiva, quanto negativa [Rm
1.23-28; Hb 13.4]. Por esse motivo, é importante compreender que apenas o fato
de duas pessoas se amarem não torna legítimo seu direito de ter relações
sexuais, visto que essa atividade constitui a mais íntima expressão do amor
conjugal, e somente através do matrimônio poderá alcançar sua plena realização.
1.2. O casamento e a vida
sexual.
“…apegar-se-á
à sua mulher, e serão ambos uma carne” [Gn 2.24]. Este texto, que indica a
união sexual, é o clímax de um processo que teve início em Deus, que viu não
ser bom o homem estar só. A seguir providenciou uma companheira e levou-a a
Adão. Adão a recebeu de Deus. O relato bíblico deste processo constitui-se em
um verdadeiro manual de casamento: tudo deve começar em Deus; Deus está atento
à todas as necessidades do ser humano; Deus provê também o cônjuge; é precioso
“deixar” [Gn 2.24] para se unir (“apegar-se-á”) – indica algo consciente, não
movido pela “paixão” ou por “instinto”; e, então, vem a união sexual.
Infelizmente, muitos não atentam para os princípios bíblicos acerca do
casamento e da sexualidade.
1.3. O ato sexual.
Tendo
visto nos tópicos anteriores que Deus criou a sexualidade e promoveu a união de
homem e mulher, é importante conhecermos o que a Bíblia diz sobre a intimidade
sexual: 1) É considerada “sem mácula” quando dentro do matrimônio [Hb 13.4]; 2)
Trata-se de um dos deveres dos cônjuges, um para com o outro [1Co 7.3]; 3) Não
deve ser usada para manipulação ou chantagem de um para com o outro [1 Co
7.4-5]; 4) A abstinência do ato sexual no casamento deve ser uma exceção e
somente com mútuo consentimento [1Co 7.5]; 5) Tratar a esposa, também no
aspecto sexual, com respeito, dignidade, cuidado, honra e sabedoria [1Pe 3.7].
Estes são apenas alguns textos que tratam do tema.
2. Dois numa só
carne
O
descuido quanto ao cultivo da intimidade entre os cônjuges têm facilitado o
pecado da infidelidade conjugal em muitos lares. Deus instituiu o matrimônio
para ser tanto permanente quanto saudável. Por esse motivo, é importante que os
cônjuges saibam como completar-se nesse quesito [1Co 7.3, 5].
2.1. Homem e mulher: iguais e
diferentes.
É
muito importante que o esposo e a esposa tenham sempre em mente que ambos foram
criados e amados por Deus, bem como são “coerdeiros” da mesma graça [1Pe 3.7],
feitos para amar e serem amados. Porém, a maneira como exteriorizam e lidam com
esta necessidade é diferente. Tal consciência nos ajuda a encarar a tendência
ao egoísmo – “eu quero é ser feliz”. Mas as pessoas se casam para ser felizes
ou porque são felizes e querem fazer feliz a quem amam? Assim, havendo amor
[1Co 13.5], há atenção com o outro, interesse em conhecer mais o outro,
superação das diferenças, melhorando a qualidade da intimidade do casal.
2.2. Enfrentar a raiz dos
problemas.
Vários
fatores contribuem para uma intimidade do casal com baixa qualidade: o ativismo
em excesso (não proporcionando tempo para investir em relacionamento com o
cônjuge); não estabelecer prioridades na rotina do lar (inclusive quando do
nascimento dos filhos – o casal precisa estar atento para não deixar de
investir no relacionamento conjugal); a não valorização do outro (com palavras
e gestos); problemas de saúde, entre outros. Assim, se faz necessário que tanto
o esposo como a esposa estejam sempre atentos quanto ao relacionamento conjugal
considerando o que a Bíblia expõe e para contribuir na formação de outras
gerações.
2.3. Respeitar-se mutuamente.
Mesmo
casados, o homem e a mulher não devem esquecer que pertencem, acima de tudo, a
Deus, sendo, portanto, constituídos para Seu serviço. Por isso, imprimiu em
cada um de nós a Sua imagem e semelhança. De acordo com a revista Nossa Fé, da
Editora Cultura Cristã: “O uso do corpo deve ser respeitoso, de modo que nem
esposo, nem esposa, o usem indevidamente, sem objetivar a glória de Deus [1Co
6.18-20; 7.4]. Infelizmente, diante de tanta perversão sexual, muitos cristãos
adotaram algumas formas grotescas de sexo, que desvirtuam o propósito de Deus
para nosso corpo. Para que um casal cristão não ceda à tentação de imitar o que
a pornografia vende, é preciso que haja respeito entre os cônjuges. Antes de
ser meio de prazer para um casal, o corpo é oferta a Deus [Rm 6.13, 19; 12.1]”.
3. Princípios
para uma intimidade sadia
Casais
que não se comunicam perdem a oportunidade de descobrir as chaves que conduzem
à felicidade. Saber como agradar e aquilo que dá prazer e alegria torna o
relacionamento mais especial.
3.1. Um amor cuidadoso e
protetor.
Escrevendo
acerca do amor, Paulo diz que podemos fazer tudo na vida, mas sem amor tudo
fica sem sentido [1Co 13.1-3]. O amor conjugal possui muitos adjetivos, entre
eles está o cuidado, o carinho, a atenção e o serviço. O amor é a soma de
várias atitudes combinadas durante o curso do dia a dia da convivência. Quando
falta um desses ingredientes, ele começa a ficar deficiente e pode ser minado
[Ct 2.15]. Devemos entender que, de acordo com a Bíblia, o amor é fruto do
Espírito [Gl 5.22]. Esse amor é fortalecido por uma vida regrada pela Palavra e
guiada pelo Espírito Santo.
3.2. Conviver com entendimento.
O
apóstolo Pedro nos chama atenção quando instrui os maridos a conviver com suas
esposas com “entendimento” e “honrando-as” porque elas são “vasos mais fracos”
[1Pe 3.7]. Tanto o homem quanto a mulher têm seus dias de reclusão. Existem
dias que a mulher não quer sexo, quer apenas se sentir protegida, quer carinho,
quer apenas estar ao lado do marido. Às vezes o homem também deseja estar só,
quer estar com os amigos, quer assistir algum esporte. Um casal maduro sabe
respeitar os espaços um do outro, as diferenças entre si, os limites que não se
deve ultrapassar, e a vontade e a opinião um do outro [Lc 6.31].
3.3. Cultivar uma boa
comunicação.
O
casal deve estar aberto para conversar sobre todas as coisas, até mesmo seus
desejos mais secretos
e
seus pontos de vista. Devem falar sobre as coisas que aborrecem e as que trazem
felicidade. As coisas simples também devem ser conhecidas, como: cor predileta,
comida que mais aprecia, lugar que mais gosta de passear etc. Muitas brigas de
casais poderiam ser evitadas se os cônjuges se conhecessem mais [1Co 7.33-34].
CONCLUSÃO
Ao
mencionar a importância da intimidade na vida conjugal, é relevante pensarmos
além do ato sexual. Envolve cuidado mútuo, serviço, respeito e um permanente
cultivo por parte de ambos os cônjuges, com a imprescindível orientação bíblica
e a ajuda do Espírito Santo.


