“Não querem ensinar sobre sexo, querem ensinar sobre ideologia, querem dizer que menino pode transar com menino. Aí começa a bandidagem e a vagabundagem”.
O pastor
Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo,
discorda da ideia da ministra da Mulher, Família e Direitos
Humanos, Damares Alves, de promover a abstinência sexual como política
pública para prevenir Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e
gravidez na adolescência.
“Não acho que isso é um
assunto de política pública, de Estado. É um assunto de consciência de família,
de instruir nossos adolescentes e jovens de que na vida tudo tem uma hora e um
tempo”, disse Malafaia para O GLOBO.
A campanha, voltada para o público de
10 a 18 anos e que deve iniciar em fevereiro, tem como objetivo conter a
gravidez na adolescência por meio da abstinência sexual. Além disso, outra
meta da campanha é expor ao público jovem as vantagens de prorrogar o começo da
vida sexual.
Para o pastor Malafaia, o
ambiente adequado para tratar de sexualidade é em casa e, por se tratar de um
assunto de “consciência de família”, os pais devem ensinar os filhos a não
pular etapas e a não praticar sexo na adolescência.
“Nós,
evangélicos, ensinamos nossos jovens, da Igreja evangélica, a se absterem e
esperarem a hora certa, porque não foi o diabo que fez o sexo. Nós cremos. Não
posso querer que outros, que não tenham o meu princípio, creiam naquilo que eu
creio. Esses são princípios nossos”.
Ele diz, ainda,
que ensinar educação sexual na escola não dá certo porque as instituições estão
“infestadas de esquerdopatas”.
O GLOBO - FOLHAGOSPEL


