Presidente russo diz que não permitirá
legalização de casamento entre pessoas do mesmo sexo e que restrição deve ser
incluída na Constituição do país. "Enquanto eu estiver no poder, é papai e
mamãe", afirma.
O presidente
russo, Vladimir Putin, disse na quinta-feira (13/02) que não permitirá a
legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo enquanto estiver no poder
e que o matrimônio deve permanecer uma união heterossexual. Além disso, ele
apoiou a ideia de consagrar essa noção na Constituição do país.
"Casamento
é uma união de um homem com uma mulher", disse ele em uma reunião com um
comitê nomeado pelo Kremlin para discutir novas emendas à Constituição russa.
"Essa
é a ideia certa e deve ser apoiada. Precisamos apenas pensar em como formulá-la
e onde", observou, após a parlamentar conservadora Olga Batalina dizer que
a Constituição da Rússia deve defender "os valores tradicionais da
família".
Ela
alegou que a família está sendo atacada por tentativas de introduzir novos
termos como "progenitor número um" e "progenitor número
dois".
"Isso
não é fantasia, é realidade em alguns países", disse Batalina, parlamentar
do partido Rússia Unida, que fez lobby na Rússia pela proibição de adoções por
estrangeiros e por uma lei contra "propaganda gay", que na prática
proíbe o ativismo LGBT no país.
"Sobre
progenitor número um e progenitor número dois, eu já falei antes publicamente
sobre isso e vou repetir de novo: enquanto eu for presidente, isso não
acontecerá. Vai ser papai e mamãe", disse Putin.
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