ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução: O desenvolvimento tecnológico, as novas leis e a pós-modernidade têm provocado mudanças na sociedade moderna – De modo prático, a pós-modernidade pode ser definida como a era das incertezas, do caos.
- Os principais temas afetados na pós-modernidade são: quebra da autoridade, não se sujeitar aos poderes constituídos, como os pais, professores, os líderes religiosos e políticos, etc.
- Inversão dos valores: Nada daquilo que criamos tem algum valor. Nem mesmo a sexualidade pode mais ser definida por gênero, biologicamente.
É a ditadura da completa liberdade: Se eu creio e quero assim, você precisa me respeitar e me aceitar. É o espiritualismo em lugar de espiritualidade: Crer é pensar, penso no que quiser, essa é a minha religião. Misticismo, esoterismo, nova era.
- A pós-modernidade e a Igreja: Os púlpitos/pastores pregam mais um evangelho de auto-ajuda do que de arrependimento.
Confissão de pecado é mais para cura interior do que para reconciliação com Deus. A população dos “crentes desagregados” (unchurched people/pessoa sem igreja) já é um dos grupos religiosos que mais crescem. Muitos crentes crêem mais em anjos e demônios do que em Jesus. Veneram mais os elementos do culto e do templo do que a Palavra.
- A pós-modernidade e a sociedade: Os governos, ativistas, intelectuais, e a própria estrutura e a tessitura deste mundo decaído, trabalham pesado para desconstruir os valores cristãos da sociedade, no campo da sexualidade, da família, da espiritualidade, etc.
Fonte: Apostila Desafios da Igreja para os tempos atuais – EBOM 2017, pg. 11/12 (Pr. Wesley de Paula)
Vídeo: Modernidade VS Pós-modernidade
1- O mau uso dos meios de Comunicação
- O mau uso dos recursos tecnológicos – O desenvolvimento da tecnologia é uma realidade com a qual teremos que conviver. O mundo não vai retroceder, mas avançar. O que nós, cristãos devemos fazer é sermos sábios para desfrutarmos dos benefícios sem nos contaminarmos com as mazelas.
Precisamos controlar a tecnologia em nosso lar e não sermos controlados por ela.
1.1 - Muitos jovens e adolescentes de nosso tempo se tornam reféns da pornografia e da imoralidade – O problema reside em dois pontos principais: Exagero e descuido.
Exagero: Adultos ficam aprisionados nas viciantes redes sociais, deixando de cultivar os hábitos e costumes que manterão a família saudável emocional e espiritualmente, como: lazeres, conversa ao redor da mesa, devocional diário, etc. As redes sociais têm-se tornado a devoradora do tempo familiar.
Não nos contentamos mais em apenas usar a tecnologia para nosso bem-estar familiar, mas queremos cada vez mais.
Televisores cada vez maiores e em todos os ambientes da casa; celulares mega desenvolvidos e aparelhos para cada membro da família.
Descuido: Nossos filhos, em grande parte não são monitorados, no que vêem na TV com suas programações tendenciosas e nem quando navegam na internet, que é uma janela de acesso a todo e qualquer tipo de conteúdo.
Uma família cristã deveria ter uma TV em um local específico da casa, e um computador para acesso em um local onde os pais pudessem acompanhar a utilização dos filhos.
Essas tecnologias não deveriam ser levadas para os quartos de nossos filhos, pois na madrugada só Deus sabe o que eles podem estar vendo ou com quem estão se relacionando.
Há negligência dos pais até mesmo com relação aos cultos, onde em muitos dos casos os filhos não participam dos trabalhos oficiais da igreja por preferirem estar conectados por meio de seus aparelhos móveis, como tablets, celulares, iPods, etc.
1.2 - Pecado é permitir que programações ilícitas, pecaminosas e avessas à verdade de Deus e Sua santidade tenham livre acesso em nossos lares – 10% das programações da TV são toleráveis numa família cristã, isso incluindo programações religiosas, entretenimentos e canais infantis. Os outros 90% deveriam ser bloqueados em nossa casa.
Se a bíblia diz que não podemos ser cúmplices das obras das trevas (Ef 5.11), por que permitiríamos práticas como adultérios, fornicações, homossexualismo, bruxaria e outras tendências pós-modernas dentro de nosso ambiente familiar?
Por outro lado, e talvez mais perniciosas, são as programações que têm como público alvo nossos filhos. Desenhos repletos de mensagens subliminares, que agem diretamente em seu subconsciente, fazendo apologia á violência, rebeldia, consumismo e outros males. Além dos programas que estimulam a sexualidade precoce; isso quando não interferem na orientação sexual dos mesmos.
1.3 - Parecem hipnotizados por seus aparelhos móveis – Muitas crianças vivem distraídas, como se estivessem em outro planeta; alguns chegam a apresentar os mesmo sintomas dos que sofrem de DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção). A dependência do mundo virtual tira delas o interesse por qualquer outra ocupação, como estudar, ler, ir á igreja, fazer suas tarefas e até mesmo brincar com outras crianças aquelas brincadeiras antigas e saudáveis para a mente e o corpo.
Algumas pessoas temem um apocalipse zumbi, quando na verdade hoje já vemos muitos hipnotizados pelas redes sociais ou pelas drogas sintéticas.
- Além dos distúrbios provocados pelo vício da Internet, a pornografia, pedofilia e o envolvimento com pessoas desconhecidas são assuntos que rodeiam o dia a dia de nossos jovens e adolescentes. O namoro via Internet e até o tráfico de drogas são um perigo iminente para os nossos jovens. Se não formos rigorosos no controle destes veículos, consentiremos que eles influenciem os lares e causem danos irreparáveis aos nossos [Dt 7.26; SI 101.2-4]. (Revista do Professor).
2- Leis e desafios do presente século
2.1 – Cremos que a vida de um ser humano começa no momento da concepção ou fecundação [Sl 139.16]. O salmista declara que mesmo antes que se formassem seus ossos no ventre de sua mãe, a partir de sua concepção Deus já o via e já havia escrito uma história para ele, ou seja, independentemente de serem nove meses de gestação, três meses ou um dia, desde o momento da fecundação Deus já nos vê como uma pessoa. Portanto um aborto em qualquer fase da gravidez seria um tipo de infanticídio.
- O aborto é o "quebrantamento da sacralidade da vida", pois a ordenança divina é "não matarás". O aborto, ou infanticídio, nada mais é que uma ação diabólica por meio de mentes cauterizadas para a destruição da vida, criada e preservada por Deus.
Em hospitais onde o aborto é legalizado, muitas vezes os bebês são deixados no lixo ainda com vida; como conta Jill Stanek, ex-enfermeira americana que ajudava a realizar abortos em um hospital.
Ser a favor do aborto é se opor ao Criador da vida.
2.2 - A incompatibilidade, a ausência de diálogo, a falta de unidade de propósitos e a infidelidade conjugal se alastram no seio familiar – A incompatibilidade e falta de unidade de propósitos se dão pelo fato de os casamentos atuais serem formalizados sem a devida preparação; tudo acontece de forma rápida e sem raízes; namoros virtuais geram relações superficiais, sem o conhecimento adequado das partes envolvidas para saber se comungam das mesmas metas de vida.
A ausência de diálogo em muitos casos foi gerada pelo mau uso dos meios de comunicação; ficamos conectados com o mundo e desconectados da família.
A infidelidade conjugal é apenas uma das tendências do homem pós-moderno, que tem invertido os valores e pisado nos princípios básicos para uma relação duradoura, tomado por uma insatisfação destrutiva, até mesmo conjugal.
- O Pr. Cláudio Duarte escreveu: “A naturalidade com que é tratada a separação faz com que muitos casais não busquem solução para superar suas crises conjugais. Esse cenário, aliado à negação dos princípios bíblicos e à superficialidade dos relacionamentos, é o resultado de uma geração que está perdendo o temor a Deus e o zelo por Sua Palavra”. (Revista do Professor)
2.3 - O cristão invista em oração diálogo e observação... Não há garantia de que a pessoa não nascida de novo, após se casar com um cristão, se tornará uma discípula de Cristo – O casamento não se resume em uma festa bonita, muitos convidados, um lindo bolo e o vestido perfeito; mas na escolha de alguém com quem viveremos pelo resto de nossa vida, dividiremos momentos bons e ruins e com o qual plantaremos nossa família.
Alguns, levados por um rostinho bonito, por conveniência, por necessidade física, porta de fuga para sair da dependência dos pais ou mesmo por medo da solidão se envolvem com aqueles que não têm os mesmos princípios e objetivos que nós e não compartilham da mesma fé.
Algumas vezes, essa pessoa pode até freqüentar alguns cultos; mas não nascendo de novo, logo após o casamento se afastará da igreja e possivelmente comprometerá até mesmo a fé do cristão.
3- Recuperando valores perdidos
3.1 - A Bíblia fala de coisas perdidas dentro da casa [Lc 15.8]. – Valores como sentar-se a mesa para a refeição, pedir a bênção dos pais aos saírem ou chegarem, contar uma historinha para os filhos antes de dormirem, demonstrarem afeto e respeito através dos gestos e ações, planejar momentos especiais para a família, separa um tempo para o devocional diário. São pequenas coisas que manterão nossa família segura e alicerçada na Palavra de Deus.
3.2 - ...
3.3 - Quando os pais definem padrões de moralidade e são exemplos vivos desses padrões, os filhos crescem tendo diante de si não apenas conceitos, mas referenciais de vida – Os filhos são muito mais influenciados pelo o que os pais fazem do que pelo o que dizem; daí a importância de sermos exemplos vivos de honestidade e também seus referencias espiritual.
A bíblia nos manda educar a criança no caminho em que deve andar, ao mesmo tempo em que diz que os filhos são como flechas na mão do valente (Pv 22.6 e Sl 127.4); cabe a nós, pais, direcioná-los, pondo a nós mesmos como exemplos.
O resta saber é: Nossos filhos têm em nós referencial suficiente para que sejam movidos a nos imitar?
Para isso é só nos perguntarmos: Eu gostaria que meu filho fosse como eu diante da sociedade ou que se comportasse como eu em ambientes fora de casa ou da igreja? Eu gostaria que meu filho fosse como eu com relação à família, no trato com pais, marido ou mulher? Eu gostaria que a vida espiritual de meu filho fosse igual a minha?
Educar é muito mais que indicar o caminho, é ir à frente mostrando que a estrada é segura e que a chegada valerá a pena.
Comentário: Pr. Odair Padia
REVISTA BETEL – 1º TRIMESTRE DE 2020


