Mais um vício que promete prejudicar todas
as relações afetivas.
Nada
mata mais o amor que o descuido. E justamente o descuido é o que acontece
quando se dá prioridade a outras coisas antes de seu parceiro.
Hoje em
dia é muito comum ver as pessoas andarem cabisbaixas com uma só coisa em sua
frente: seu smartphone. Isso não seria um problema se não lhe fosse dada a
prioridade que se dá; e é pior quando o celular passa a consumir o tempo que
deveria ser dedicado ao cônjuge.
Você me
dirá: “Mas é normal que eu verifique minhas redes sociais de vez em quando”, “É
que eu gosto de saber o que meus amigos solteiros fizeram no fim de semana” ou
“Eu só uso para ver minhas redes sociais quando vou ao banheiro”. As desculpas
sempre existem, pois você precisa justificar o tempo que gasta olhando seu
celular; racionalizar de alguma forma lhe dá a importância que você necessita
que tenha para seguir evadindo-se de sua responsabilidade conjugal.
Por que é tão
prejudicial para o amor?
Porque
se está substituindo uma pessoa por uma coisa. Antes, seu tempo livre (quando
os filhos estão dormindo, ou de férias do trabalho, ou um feriado, etc) era
investido em conversar com seu parceiro, em sair para jantar, em ver filmes ou
para a intimidade. Mas agora não, porque parece que às vezes prefere ter uma
vida ativa virtual a uma real e tangível.
A distância emocional
que gera
Um
estudo publicado no Journal of Applied Social Psychology descobriu que rejeitar
o seu parceiro para usar o celular (ato chamado phubbing) origina uma grande
insatisfação emocional que termina distanciando os casais tão lentamente, que
não percebem o que está acontecendo até que o problema já tenha se apoderado da
relação.
Mais um vício
O
“phubbing”, nome que nos Estados Unidos deram a esse tipo de adição, cai dentro
do catálogo dos vícios.
Mais
uma para a lista, e sim, mesmo que não gostemos disso, é justificável, porque
se pode tornar fora de controle e está destruindo vidas e relações afetivas.
Também rouba o tempo de
seus filhos
E é
isso que está acontecendo. Se antes lhe restava pouco tempo para ajudá-los com
as tarefas ou para um jogo de tabuleiro ou um passeio de bicicleta, agora menos
porque os pais estão mais concentrados em seus celulares que nas necessidades
de seus filhos.
Você está no controle
Como
tudo na vida, se der o controle de sua vida a objetos, substâncias ou pessoas,
será subjugado e dominado de forma que nem imagina por essas situações externas
que tomaram o controle de sua vontade.
Por
isso o que recomendo é que saiba repartir o tempo que investes nessa distração,
e que seja apenas isso: uma leve distração.
Guarde
apenas um momento do dia para ver as redes no celular, se tiver de responder a
uma mensagem do seu chefe, faça-o e deixe o aparelho de lado.
Se é
hora de jantar, que seja em família e longe do celular; se é hora de dormir:
celular fora do quarto e em modo avião, para que não interrompa o que quer que
esteja fazendo com seu parceiro.
Assim,
pouco a pouco, você recupera o controle de sua vida.
Seja
generoso e justo com o tempo que dedica a seus seres amados; do contrário, a
única coisa que lhe restará é passar uma vida sozinho na companhia de seu
smartphone.
ERIKA
OTERO ROMERO
FAMÍLIA.COM.BR


