Aperfeiçoando o
relacionamento conjugal
15 de
Março de 2020
Texto Áureo
"As
muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém
desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.", Ct 8.7
Assim
que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da
família de Deus; Efésios 2:19
Verdade Aplicada
A
Palavra de Deus nos ensina que o contínuo aperfeiçoamento conjugal contribui
para o bem-estar de toda a família, a edificação da igreja e a glória de Deus.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
Efésios 4
2 - Com
toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros
em amor,
3 -
Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.
Filipenses 2
2 -
Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo
ânimo, sentindo uma mesma coisa.
3 -
Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere
os outros superiores a si mesmo.
4 - Não
atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é
dos outros.
Introdução
Esta
lição propõe uma reflexão sobre a importância e necessidade de buscar o
aperfeiçoamento conjugal, além de propor algumas atitudes indispensáveis para a
melhoria do casamento e o bem-estar de toda a família.
1. A importância do
aperfeiçoamento
É
importante que o casal invista tempo para refletir sobre a relação matrimonial.
"Pensar sobre" é o primeiro passo na busca do aperfeiçoamento e na
identificação de possíveis desgastes e atitudes necessárias.
1.1. Casais conscientes da necessidade de
aperfeiçoamento.
Aperfeiçoar
não é no sentido de tornar perfeito, pois as pessoas não são totalmente isentas
de erros, falhas ou limitações. Contudo, o fato de não existir casamento
perfeito não significa que não possa melhorar. Assim, o uso do termo
"aperfeiçoamento" aplicado ao relacionamento conjugal tem o sentido
de melhorar, aprimorar, apurar ("livrar de impureza"). Trata-se de um
processo necessário e contínuo no casamento. A base para o casal cristão buscar
e se esforçar por melhorar o relacionamento matrimonial é, primeiramente o
exposto na lição 1, ou seja, casamento é instituição divina.
1.2. Desgastes no relacionamento conjugal.
São
várias as situações que podem contribuir para o desgaste no relacionamento
conjugal. É importante o casal esforçar-se para identificar tais situações e
estar atentos, procurando perceber se já está ocorrendo algum desgaste. Uma das
definições do termo desgaste é "gastar-se ou destruir-se pouco a
pouco". Portanto, não se trata de algo que aparece de um dia para o outro.
O desgaste é o resultado de vários acontecimentos que vão como que
"minando" o relacionamento. Por isso a importância da constante
vigilância e avaliação [Pv 22.3].
1.3. A importância do constante cuidado.
Dois
textos bíblicos nos ajudam na reflexão sobre este tópico - 1Co 7.3-5; 2Co 9.6.
Um exorta o casal a "não se negar um ao outro" [NTLH] e o outro
texto, apesar do apóstolo ter usado para falar sobre oferta, porém o princípio
é aplicável também ao relacionamento conjugal: semear. Assim, ambos os textos
transmitem valiosas ideias a serem aplicadas no importante processo de
aperfeiçoamento do relacionamento conjugal. O marido e a mulher precisam estar
atentos às necessidades do outro e "semear" com boas e abundantes
sementes o relacionamento: respeito, carinho, atenção, diálogo, admiração,
entre tantas outras "sementes".
2. Atentos à dinâmica familiar
O
contínuo aperfeiçoamento conjugal passa pela reflexão do casal sobre a dinâmica
familiar. A família é um sistema vivo, onde seus membros agem, reagem e
influenciam-se mutuamente. Por isso é preciso uma permanente reflexão sobre a
relação familiar interpessoal e disposição para realizar os ajustes
necessários.
2.1. Assumindo diferentes papeis na
família.
Às
vezes o casal não se atenta para o fato de que no processo de formação de uma
família é importante discernir os vários papéis que um e outro vão assumindo.
Identifiquemos esses papéis com responsabilidades, comportamentos e relações
interpessoais, como, por exemplo, de um homem: filho, namorado, esposo e pai.
Evidentemente que, se o homem deve continuar sendo um "namorado" após
o casamento, que seja somente em alguns aspectos, pois, após o casamento, ele
precisa assumir o papel de esposo, que é mais amplo. Assim como, após a chegada
de filhos, ele precisa continuar exercendo os papéis já citados, porém, assumir
um novo: ser pai. Tal descrição se aplica também, à mulher. A falta de
discernimento pode contribuir para o desgaste do relacionamento conjugal.
2.2. Cuidando dos detalhes cotidianos.
Uma das
definições do termo "detalhe" é minúcia, coisa muito pequena ou
insignificante. No dia a dia do casal, às vezes tão repletos de diferentes
assuntos, providências e ocupações, aquilo que o casal considera pequeno vai
sendo "deixado de lado" ou adiado para ser tratado em outro momento
ou até mesmo desconsiderado como algo que não merece atenção. Porém, na vida
conjugal é possível que, dependendo das "minúcias", tais detalhes vão
aos poucos deteriorando o relacionamento, pois nem sempre o que um dos cônjuges
considera insignificante, o outro tem a mesma opinião [Ct 2.15; Ec 10.1].
2.3. Buscando a sabedoria que vem do alto.
Diante
da complexidade da dinâmica familiar, da importância do relacionamento
conjugal, e pelo fato de sermos discípulos de Cristo, precisamos, humilde,
incessante e reverentemente, buscar a "sabedoria que vem do alto" [Tg
1.13-18]. A Bíblia diz que "com a sabedoria se edifica a casa" [Pv
24.3]. Então, podemos crer que a sabedoria que vem do alto nos capacita a
sermos agentes cooperadores de Deus neste contínuo e necessário processo de
aperfeiçoamento conjugal.
3. Atitudes para o
aperfeiçoamento
Vejamos
mais algumas atitudes que o casal pode adotar, com a imprescindível bênção de
Deus, sabendo que refletirá positivamente em todos os membros da família, além
de ser muito útil na formação e preparação dos filhos para o futuro deles.
3.1. Caminhe a "segunda milha".
O
referencial maior da família cristã não é a cultura, a sociedade, a
"moda" ou as redes sociais, mas a Palavra de Deus [Rm 12.1-2].
Caminhar a "segunda milha" está dentro do ensino do Senhor Jesus [Mt
5.41]. Cristo estava ensinando sobre atitudes que Seus discípulos deveriam
adotar que contrariam a natureza humana pecaminosa e a cultura do "pagar
com a mesma moeda" ou, ainda, se não retalia, passa a ignorar o outro,
tratando-o com desprezo. O relacionamento conjugal está repleto de
oportunidades para "caminhar a segunda milha", ou seja, ir mais além,
fazer mais, exceder em amor, graça e misericórdia.
3.2. Planejar atividades fora da rotina.
Diante
de um cotidiano agitado, uma possibilidade é o casal planejar ter um dia da
semana reservado para atividades que priorizem o fortalecimento e renovação do
relacionamento. Ter tempo para o cônjuge traz diversos benefícios para a
família. Isso pode começar com a escolha de um bom filme para assistir juntos;
um jantar com amigos e um bom bate-papo; tentar visitar lugares que costumavam
ir quando namoravam; caminhar juntos. Muito contribuirá para manter a chama do
amor conjugal acesa [Ct 8.7].
3.3. Raízes e alicerces do amor.
O
apóstolo Paulo ora para que os cristãos em Éfeso estivessem "arraigados e
fundados em amor" [Ef 3.17]. Duas figuras são usadas: raízes e fundamento,
lembrando planta e edifício. São duas imagens perfeitamente aplicáveis ao
relacionamento conjugal. Nos versículos anteriores o apóstolo menciona a força
do poder do Espírito e a habitação de Cristo como condição para amar. O casal
não pode abrir mão da oração, apresentando a Deus a necessidade de dependência
da ação divina para que o relacionamento conjugal seja como uma planta viçosa e
um edifício estável.
CONCLUSÃO
Em dias
tão desafiadores como os que estamos vivendo, que o Espírito Santo esclareça,
guie e capacite os casais na permanente busca pelo aperfeiçoamento do
relacionamento conjugal, para o bem-estar da família, a formação das futuras
gerações, a edificação da igreja e a glória de Deus.
REVISTA BETEL


