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    O CRISTÃO PODE SER MAÇON?


    Apesar do fato de que muitos líderes influentes no meio evangélico, assim como pessoas que ocupam uma posição de destaque na sociedade, tais como industriais, comerciantes, banqueiros, médicos, advogados e políticos serem maçons, ainda que alguns não declarem o fato; o que pergunto é: Um cristão, que professa a fé em Jesus como único Salvador, que adora a Deus como único Deus e digno de toda glória, que recebeu o batismo com o Espírito Santo e tem a Bíblia como regra de fé e conduta, fazer parte desta sociedade?
      
    É estranho o fato de nunca termos visto ou ouvido um líder influente da Igreja, seja qual for a denominação falar sobre este assunto.
    Já estudamos diversos temas, e muitas instituições do segmento religioso nos foram apresentadas como seitas e hereges.
    Mas qual seria o motivo de omitirem qualquer comentário ou estudo sobre a maçonaria?

    Pois bem, para entendermos um pouco sobre o assunto precisamos ultrapassar os limites de nossas instituições e recorrermos a pesquisas por meio de outros materiais que não estejam alienados de tal conhecimento e nos tragam um pouco de luz para compreendermos ainda que superficialmente de que se trata.

    A fonte usada para essa postagem foi a Enciclopédia – Estudos de Teologia, Volume II; fizemos algumas alterações e tiramos apenas um resumo básico do assunto.

    Vejamos:    

    Como essa seita é apresentada pelos seus membros?
    Falar-te-ão das imensas vantagens que os maçons de todo o mundo oferecerão aos teus negócios, da proteção que darão ao teu emprego, das facilidades dos empréstimos, entre outras.

    Dir-te-ão que a maçonaria é uma instituição essencialmente caritativa, filantrópica, filosófica e progressista; que tem por objeto a indagação da verdade, o estudo da moral e a prática da solidariedade; que ela quer trabalhar apenas para o melhoramento material e social da humanidade.

    Demonstrarão que a maçonaria reconhece e proclama a existência de Deus, a superioridade do espírito sobre a matéria e que, por isso, nenhum ateu ou materialista pode ser maçom.

    Frisar-te-ão que a maçonaria não é, de maneira nenhuma, contra a religião de seus adeptos; que não há absolutamente nenhuma incompatibilidade entre maçonaria e cristianismo.

    Falar-te-ão que pastores, presbíteros e diáconos ilustres pertenceram à maçonaria sem que nisso percebessem a mínima controvérsia contra sua fé e suas convicções cristãs.

    Mostrar-te-ão leis e rituais em que se exige que o verdadeiro maçom seja virtuoso, exemplar, de bons costumes, morto para o vício, sem erros nem preconceitos, observante do bem, sábio, inteligente, livre, tolerante, sincero, caridoso, desinteressado, generoso, devotado, pacífico, irmão de todos...

    Entretanto, antes de acreditar em todas essas comoventes, lindas e atraentes afirmações, peço sua atenção para, juntos, discorrermos a respeito da questão: o cristão pode ser maçom?

    E possível conciliar essas duas doutrinas?
    Essa questão é extremamente importante, afinal, se formos convidados para fazer parte da maçonaria, precisamos saber do que iremos participar, já que temos um compromisso com a Igreja de Cristo.

    Precisamos, portanto, estudar as doutrinas maçônicas, para discernirmos se esta é ou não uma entidade cristã.

    Doutrina maçônica e doutrina evangélica
    Tantos os adeptos como a própria seita procuram contestar o fato de que a maçonaria seja uma religião.
    Todavia, basta uma leitura superficial de seus escritos, dos mais renomados autores, para se evidenciar características de religião na maçonaria. Vejamos:

    O Cristianismo para a maçonaria
    No Dicionário Filosófico de Maçonaria, de Rizzardo da Camino, membro fundador da Academia Maçônica de Letras, encontra a seguinte definição para cristianismo:
    “A religião cristã, em si, não é adotada pela maçonaria, mas, sim, os princípios cristãos. A maçonaria, adotada em todos os países, proclama a existência de Deus sob o nome de Grande Arquiteto do Universo; não importa a religião que o maçom siga o que importa é a crença no Absoluto, no Poder Divino, em Deus, seja qual for o nome que se lhe der, como Jeová ou Alá”.

    Assim, o conceito de Deus nos escritos da maçonaria é uma mistura de tudo: gnosticismo, hinduísmo, taoísmo, zoroastrismo, iluminismo, cristianismo liberal e Nova Era.
    Verifica-se, com isso, que a maçonaria não adota o cristianismo e não aceita a existência do nosso Senhor como o único Deus.

    Negar a crença no Grande Arquiteto do Universo (GADU) é impedimento absoluto para a iniciação na maçonaria, entretanto, é indiferente à crença em Jesus Cristo ou em Buda. Não vemos declarações de que Jesus é o Filho de Deus.

    Se a maçonaria é uma religião, mas não é o cristianismo, um cristão pode pertencer a duas religiões? Pode servir a dois senhores, ao “Venerável Mestre” (título do líder da loja) e a Jesus?

    O Mestre da Galiléia mesmo disse que “ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro...” (Mt 6.24), proibindo também seus discípulos de chamarem alguém de mestre (Mt 23.8-10).

    Os maçons mudaram o nome do Deus verdadeiro para GADU (Grande Arquiteto do Universo). Devemos observar que este é um nome próprio, escrito com letras maiúsculas, e não apenas um adjetivo.
    Em algum lugar da Bíblia, o Senhor foi chamado desta forma ou manifestou algum desejo de ser chamado assim?

    Temos nós, o direito de mudar o nome de Deus?
    Tem o vaso o direito de mudar o nome do oleiro? (Jr 18.6; Rm 9.20,21; 11.34,35; Jó 41.11).

    O maçom pode chamar nosso Senhor Jesus Cristo de GADU na Igreja?
    O cristão pode orar em nome de Jesus na Loja maçônica?
    Estas questões devem ser bem analisadas pelos cristãos mais desatentos.

    A Bíblia para a maçonaria
    Não se pode negar que a Bíblia seja reconhecida como o volume do conhecimento sagrado da maçonaria, desde que a Loja maçônica esteja situada num país cuja maioria seja cristã.

    Caso a Loja se situe em país, por exemplo, de maioria muçulmana, o volume do conhecimento sagrado já será outro livro, o Alcorão.

    Se a Loja estiver num país asiático como a China ou o Japão, já será o Tripitaca, e assim por diante. Isso contraria a posição cristã que adota a Bíblia como única regra de fé e prática.

    A Bíblia é mais que um livro comum. Ela se revela como sendo a Palavra sobrenatural de Deus. A Bíblia é a Palavra de Deus, escrita com palavras humanas.

    Deus usou homens falíveis para receber e registrar a sua Palavra infalível, de modo que ela chegasse até nós sem erros.
    Parece difícil? Não para o Deus Todo-Poderoso, que diz: “Eis que sou o Senhor, o Deus de todos os viventes; acaso havería coisa demasiadamente difícil para mim?” (Jr 32.27).

    Jesus Cristo para a maçonaria
    Buscando no Dicionário de maçonaria, de Joaquim Gervásio de Figueiredo, 33° grau, e no Dicionário filosófico de maçonaria, de Rizzardo da Camino, 33° grau, informações acerca de Jesus Cristo, verificou-se omissão quase que total de informações a esse respeito.

    J. Scott Horrell afirma que:
    “Admitindo sua própria religiosidade, a maçonaria explicitamente proíbe o evangélico de falar de Jesus Cristo na Loja, e as interpretações evangélicas dos símbolos maçônicos são, muitas vezes, escarnecidas”.

    Embora as reuniões maçônicas incluam orações, é absolutamente proibido orar em nome de Jesus.

    No Dicionário de maçonaria, no verbete “Religião”, diz:
    “Todos eles foram unânimes em proclamar a paternidade de Deus e a fraternidade dos homens. Tal foi, em essência, a mensagem de Vyâsa, Hermes Trismegisto, Zarathustra, Or- feu, Krishna, Moisés, Pitágoras, Platão, Cristo, Maomet e outros”.

    No ritual do 32° grau, do “Rito escocês”, existe um cerimonial em que são “ouvidas nove vozes”, a saber: de Confii- cio, de Zaratustra, de Buda, de Moisés, de Hermes Trimegisto, de Platão, de Jesus, de Maomé e “Aquele do Amanhã” (não é revelado o dono da última voz).

    Segundo o maçom Jack Harris, “todas as orações nas Lojas maçônicas devem ser dirigidas à deidade a qual todos os maçons se referem como o Grande Arquiteto do Universo”.

    “As orações nas Lojas devem ser encerradas com expressões como oramos no Mais Santo e Precioso nome’, sem usar outras palavras que estejam em conflito com as crenças religiosas dos presentes nas reuniões”.

    O que se percebe é que a maçonaria não adota o cristianismo e não aceita a existência do nosso Senhor como o único Deus. Jesus é apenas mais um!

    GADU
    Pode-se ter ideia de como é uma religião a partir de seu deus.
    Sendo este o marco de união ou distanciamento entre o cristianismo e qualquer outra religião.

    A incompatibilidade se torna flagrante com relação ao deus da maçonaria chamado Grande Arquiteto do Universo (GADU) e o Deus da herança judaico-cristã (YHWH).

    Segundo o ensino da própria seita, GADU é o nome pelo qual, na maçonaria, se denomina qualquer divindade: Krishna, Alá, Jeová, etc. Portanto, GADU é apenas o nome de um dos muitos deuses, independentemente de quem seja.

    Fica evidente e incompatível com a convicção de um cristão que adora o único Deus, que do monte Sinai trovejou:
    “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos” (Êx 20.3-5).

    O diabo é uma invenção humana
    Encontramos, em vários dicionários maçons, declarações de que o diabo não passa de uma invenção humana, conforme passamos a expor:
    “Na realidade, o diabo é criação humana e ele se manifesta pelos pensamentos que originam atos nocivos. Maçonicamente, não é considerado”.

     “Está claro que Satanás representa a desconfiança e falta de fé do homem para com Deus; não é um personagem real, mas um estado de espírito do homem”.

    “Satã é apenas uma grotesca personificação das tendências, forças ou polaridades opostas da natureza”.

    Grave erro é subestimar as forças do inimigo.
    Dizer que o diabo é invenção humana é o mesmo que dizer que ele não existe. Entretanto, as Escrituras, que é o Livro inspirado por Deus, categoricamente declaram que este ser existe e alerta os fiéis para “sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (lPe 5.8).

    O apóstolo Paulo declarou que sua missão era desviar os homens do poder de Satanás, levando-os a Deus (At 26.18).
    O mesmo apóstolo fez um alerta: não só o diabo existe como também todos aqueles que adoram a outros deuses estão na verdade adorando demônios:
    “Que digo, pois? Que o sacri- ficado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam é a demônios que as sacrificam, e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios” (ICo 10.19,20).
    ENCICLOPÉDIA ESTUDOS DE TEOLOGIA – VOL. II, Editora Semeie (pg. 617-631)

    E você, o que pensa sobre o assunto?
    Pode um cristão ser maçon? Um líder religioso que faz parte dessa sociedade secreta estaria cheio do Espírito Santo pra conduzir a Obra de Deus?
    Ou seria essa uma das razões pelas quais encontramos tanto mundanismo, cultura inútil, heresias e materialismo dentro das igrejas?

    Pense nisso!  
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