"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a
excelência do poder seja de Deus, e não de nós." 2 Co 4.7
Esse texto
escrito por Paulo é uma belíssima revelação de como o Senhor opera no ser
humano a sua revelação. O tesouro aqui de acordo com os versículos 5 e 6 é
a revelação de Cristo dada por Deus aos homens veja:
"Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é
quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento
da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. 2 Co 4.6
Dessa forma o
vaso de barro somos nós que sendo falhos guardamos a revelação de glória de
Cristo Jesus. Veja que na segunda parte do verso 7 temos o motivo pelo
qual Deus opera dessa forma:
"...para que a excelência do poder seja de Deus, e não de
nós." 2 Co 4.7b
Segundo o manual
bíblico da SBB, Paulo provavelmente faz uma alusão a um certo costume dos cortejos romanos que conduziam as
riquezas em vasos de barros para ressaltar o contraste com o conteúdo dos
recipientes.
Matheu Henri
afirma que o Senhor poderia ter escolhido os anjos com suas forças para levarem
aos homens o conhecimento da revelação de Cristo, mas Ele escolheu os ministros
mais humildes e sujeitos as mesmas fraquezas que os demais homens. Dessa
maneira toda a glória vai para Deus e não para o vaso.
Algo interessante
é que a partir do versículo 8 até ao 12 Paulo fala como somos perseguidos
e como estamos entregues a morte por amor de Jesus Cristo.
E nesse contexto
observo que as usinas siderúrgicas utilizam o barro como recipientes
para conter o ferro derretido pelo fogo na produção do aço, pois o
barro é o material que quanto mais calor lhe for aplicado, mais ele fica
resistente.
Assim somos nós vasos de barro, que quanto mais passamos
pelo fogo das provações, mais ficamos resistentes para guardar e passar
aos outros o tesouro da revelação de Cristo Jesus.


