ESCOLA DOMINICAL -
Conteúdo da Lição 11
Revista da Editora Betel
Obede-Edom, o Milagre da Presença de Deus
14 de dezembro de 2014
TEXTO ÁUREO
“O Senhor é quem dá pobreza e
riqueza; ele humilha e exalta” 1Sm 2.7
VERDADE APLICADA
Conhecer a Deus e não reverenciar as coisas
sagradas pode ser tão perigoso quanto ignorar Sua presença.
TEXTOS DE
REFERÊNCIA
1Cr 13.10 - Então se acendeu a ira do Senhor contra
Uzá, e o feriu, por ter estendido a sua mão à arca; e morreu ali perante Deus.
1Cr 13.12 - E aquele dia temeu Davi a Deus,
dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus?
1Cr 13.13 - Por isso Davi não trouxe a arca a si, à
cidade de Davi; porém a fez levar à casa de Obede-Edom, o giteu.
2Sm 6.11 - E ficou a arca do Senhor em casa de
Obede-Edom, o giteu, três meses; e abençoou o Senhor a Obede-Edom, e a toda a
sua casa.
INTRODUÇÃO
A arca da aliança era feita de Acácia, a madeira
mais nobre e mais resistente, e de ouro, o metal mais precioso, símbolos da
eternidade e da glória de Deus. Em toda batalha travada por Israel, a arca ia
adiante como um símbolo de que Deus estava presente e que garantiria a vitória.
1. A
arca do Senhor, a irreverência e o juízo
A história de Obede-Edom é riquíssima, ela
apresenta a transformação de um homem que aparece do nada, e que é favorecido
pela presença da arca em sua casa. Ela mostra um contraste gigantesco do agir
de Deus, onde uns em nada são abalados, e outros são extremamente transformados
e abençoados.
1.1 A trajetória da arca do
Senhor
Durante muitos anos a arca foi para o povo
israelita um símbolo da presença de Deus, era como se o próprio Deus estivesse
em pessoa entre eles, a pelejar suas guerras. Essa mesma arca havia sido levada
pelos filisteus, após a morte de Eli (1 Sm 4.10-18). Posta no templo, a arca
trouxe grande terror ridicularizando seu deus Dagom, que diante dela teve sua
cabeça e braços decepados. O povo também foi punido com hemorroidas e uma praga
de ratos, tendo que fabricar ratos e hemorroidas de ouro para aplacar a ira do
Senhor. Por onde a arca passava trazia terror, até que, finalmente, chegou à
casa de Abinadabe, e lá se estabeleceu por um período de vinte anos, após
consagrarem Eleazar, seu filho, como guardião da arca (1 Sm 5.1-12; 6.1-27;
7.1-2).
1.2 Davi e a arca do Senhor
Durante o tempo que a arca ficou na casa de
Abinadabe, Deus preparou o jovem Davi para reinar em Israel, e após a sua
ascensão, ele resolveu buscar a arca e levar a Jerusalém. Segundo a Lei, a arca
deveria ser conduzida nos ombros dos sacerdotes, e jamais em carro de bois (1
Cr 15.15). Davi anelava por Deus, queria sua presença, queria que Jerusalém
fosse inundada de graça. No entanto, ele agiu da mesma forma que os filisteus;
ele a puxou numa carruagem. Se ao menos observasse o currículo de Abinadabe
saberia que em vinte anos ele apenas guardou a arca e nada mais. A morte de Uzá
é uma prova que a irreverência mata, e mesmo que houvesse boas intenções,
seguir o modelo errado é sempre incorrer em juízo (1Sm 2.6-7).
1.3 O toque irreverente de Uzá
Uma razão pela qual temos a dificuldade em
compreender a morte de Uzá é que nós próprios temos “o ponto de vista de Uzá” a
respeito de Deus. Pois, tendemos a reduzir o Senhor a um símbolo de boa sorte,
numa caixa. Uzá conhecia a pena de morte, era um levita, um coatita
especificamente encarregado de tomar conta da arca (Nm 4.4-20). Tratar as
coisas sagradas com leviandade é como tocar na arca, Uzá foi irreverente, não
santificou o nome do Senhor. Uzá cresceu olhando para a arca, para ele a arca
era apenas uma religiosidade, um culto como outro qualquer. Durante vinte anos
nada aconteceu em sua casa, nada aconteceu em sua vida, não existe registro
algum de que aquela presença possa ter alterado alguma coisa em sua família.
2. A
arca na casa de Obede-Edom
Abalado pela morte de Uzá, Davi temeu e disse:
“Como trarei a mim a arca de Deus?” (1Cr 13.12). Sua preocupação era: se Deus
está matando o que vamos fazer? Então, guiado por Deus, ele conduz a arca para
a casa de Obede-Edom e volta com sua comitiva frustrada para Jerusalém.
2.1 Obede-Edom, um homem especial
para Deus
A tragédia que trouxe morte para Uzá produziu vida
para Obede-Edom. Parece que Deus havia tomado uma decisão: “Ele nem habitaria
na casa do sacerdote e nem tampouco habitaria com o rei”. Era como se estivesse
enojado com o sistema e a maneira cega que lhe conduziam. Deus resolveu habitar
na casa de alguém sem “status”, alguém que estava fora de alcance para todos.
Deus deixou de habitar com os nobres, para transformar aquele que para todos
era um anônimo. Obede-Edom significa: servo de Edom. Os edomitas eram
descendentes de Esaú, os quais Deus mandou exterminar da terra e os amaldiçoou.
A tragédia favoreceu toda a sua casa, um exemplo de graça onde jamais houve uma
perspectiva de mudança.
2.2 Obede-Edom assumiu os riscos
da presença de Deus
Quando ninguém queria arriscar-se num compromisso
tão radical com Deus, ele abre as portas de sua casa e decide ser o modelo que
aquela nação precisava. Obede-Edom teve coragem, pois qual homem que assistindo
ao funeral de alguém fulminado pela arca a colocaria em sua casa? Obede-Edom
arriscou sua vida e a de sua família, e, é exatamente isso que acontece quando
a presença de Deus entra em nossa casa. Nós corremos risco (Sl 44.22; Rm 8.36).
Evangelho nunca foi fácil, sempre trouxe marcas, perseguição, e sangue (Mc
13.12). Hoje é que as coisas mudaram. Não se sabe mais quem é ou quem não é;
quem realmente serve ou quem apenas guarda a arca. Tudo está tão misturado; tão
comum, e tão fácil, que a graça se tornou engraçada para muitos.
2.3 Obede-Edom teve a rotina de
sua vida alterada
Obede-Edom não somente arriscou, mas teve a rotina
de sua vida alterada. É impossível Deus entrar em uma vida e as coisas
continuarem do mesmo jeito. Foram três meses apenas, mas três meses que
marcaram a história. Poderíamos até conjecturar dizendo que: no primeiro mês
houve a restauração da vida sentimental de Obede-Edom, pois sua mulher
engravidou e gerou filhos; no segundo mês aconteceu a restauração financeira,
onde seu gado e sua hortaliça produziram absurdamente; no terceiro mês sua vida
espiritual deu uma guinada, e ele desejou deixar tudo para seguir o caminho da
arca. A morte de Uzá foi a porta de entrada para Obede-Edom, e a benção na casa
de Obede-Edom foi a causa de um avivamento em Jerusalém (2Sm 6.12).
3.
Obede-Edom, um homem sedento pela presença de Deus
Enquanto Davi se preocupa em descobrir a maneira
correta para trazer a arca para Jerusalém, a notícia da prosperidade de
Obede-Edom se estende por toda a cidade (2Sm 6.12). Porém, Obede-Edom toma uma
grande decisão, deixar tudo para seguir a arca por onde quer que ela fosse, e
se torna uma figura de destaque na história de Israel.
3.1 O crescimento espiritual de
Obede-Edom
Para Obede-Edom a presença de Deus era mais
importante do que os milagres derramados sobre sua vida. Ele segue para
Jerusalém, abandona sua residência, deixa tudo e se torna porteiro do Santuário
(1Cr 15.17-18). Ele queria ficar perto da presença, mesmo que fosse pelas
frestas da porta; com o desejo de entrar mais nessa presença ele se tornou músico
(1Cr 15.19-21); em seguida é visto como um guardião da arca ele anelava por
mais e mais de Deus (1Cr 15.24); de guardião ele se tornou um ministro de
adoração, liderado por Asafe (1Cr 16.4-5); de repente, o incansável adorador
que era liderado por Asafe, deixa de ser somente um ministro de adoração e se
torna um líder de sessenta e oito pessoas (1Cr 16.37-38).
3.2 Obede-Edom, um homem de
confiança do rei
O mesmo Davi que designou a arca para a casa de
Obede-Edom, também o promoveu como homem de confiança do tesouro do Santuário
(2Cr 25.24). Segundo alguns estudiosos, o tesouro do Santuário do Senhor que
estava sob a responsabilidade de Obede-Edom corrigidos para os nossos dias
chegaria a cerca de três bilhões de dólares. A grande lição da presença de Deus
na vida desse homem está em como se conduzia diante d’Ele. Para Obede-Edom sua
maior riqueza era estar na presença de deus. Que esse seja o caminho para um
avivamento em nossos dias.
3.3 Os marcos da gratidão de
Obede-Edom
Desde aquele dia em que a arca do Senhor passou a
fazer ´parte da vida de Obede-Edom, ele jamais deixou de ser um homem ligado ao
Senhor, e para cada momento vivido, um filho expressava o conteúdo de sua
amizade com Deus. Vejamos seus nomes: 1) Semaías – Ouvido por Jeová; 2) Jozabade
– Jeová quem me deu; 3) Joá – Jeovaé meu irmão; 4) Sacar – Ordenado; 5)
Natanael – Meu amigo é Deus; 6) Amiel – existe recompensa; 7) Issacar –
Portador do salário; 8) Peuletai – Salário (1 Cr 26.4-5). Toda a geração de
Oberde-Edom foi alcançada pelo Senhor, e todos se destacaram nas páginas
Sagradas como como valentes e de força para o ministério (1Cr 26.6-8).
CONCLUSÃO
Da mesma forma que muitas pessoas estão abrindo
suas portas para a presença de Deus, e sua sede por Ele tem produzido mudanças
generalizadas, alguns estão enveredando pelo caminho de Abinadabe, não passando
o temor divino aos seus filhos, e permitindo que morram não somente de forma
espiritual, mas literal (Pv 22.6). É tempo de buscar ao Senhor (Is 55.6).


