A
relevância dos milagres em nossos dias
28 de dezembro de 2014
TEXTO ÁUREO
“Na verdade, na verdade vos digo que
aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do
que estas, porque eu vou para meu Pai” Jo 14.12
VERDADE APLICADA
Uma igreja viva e atuante traz
consigo além de uma poderosa mensagem de impacto, uma manifestação contagiante
que aproxima as pessoas de Deus.
Textos de referência
1Co 2.4-8
4 A minha palavra e a minha pregação
não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em
demonstração do Espírito e de poder,
5 para que a vossa fé não se apoiasse
em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
6 Todavia, falamos sabedoria entre os
perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo,
que se aniquilam;
7 mas falamos a sabedoria de Deus, oculta
em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória;
8 a qual nenhum dos príncipes deste
mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da
glória.
INTRODUÇÃO
Embora seja dotada de uma revelação
progressiva e de um vasto conhecimento teológico, a igreja do século 21 é
carente demais de uma manifestação do poder de Deus como registrado na Bíblia.
Assim, nasce uma pergunta: milagres são possíveis em nossos dias? Se forem
possíveis, como fazê-los emergir?
1. Por que a igreja carece de milagres?
Vivemos um tempo muito difícil, onde
tudo parece ser comum para muita gente, inclusive, para a comunidade cristã. É
num tempo como esse que precisamos assumir nossa postura e combater não somente
com palavras, mas com demonstração de poder (1Co 2.4), esses agentes tão
ofensivos a fé cristã. Vejamos por que carecemos de milagres.
1.1 Porque a ordem natural está
invertida
Vivemos em uma sociedade violenta
onde os jovens deixaram de ser a esperança da nação para se tornarem o seu
terror. Não é a ordem natural os pais sepultarem os seus filhos. Mas, essa é
uma dura realidade em nossos dias. Não podemos somente culpar a educação de
nosso país, sabemos que esse é um fator de ordem espiritual (2Tm 3.1), que não
se resolve com alfabetização, é caso de libertação mesmo. Enquanto as meninas
se tornarem mães aos onze anos, os adolescentes comandarem o tráfico, e os
jovens morrerem antes de completar a maior idade, a sociedade estará fadada ao
fracasso. Não vemos em nossos jovens uma perspectiva do futuro, eles apenas
sobrevivem. A Bíblia nos ensina que os filhos desobedientes, que não honram
seus pais, além de serem infelizes, serão tragados pela morte antes do tempo
(Êx 20.2; Ef 6.2-3).
1.2 Porque a manifestação dos filhos
da desobediência é uma realidade
O capítulo primeiro da carta de Paulo
aos crentes de Roma traz uma descrição completa da situação que vivemos
atualmente em todas as partes do mundo, a perversão da sexualidade. Como se não
bastasse os altos índices da indústria sexual (pornografia, prostituição,
pedofilia e o turismo sexual) os governantes tornaram legal no mundo aquilo que
Deus declarou ilícito (o homossexualismo), que é digno de juízo tanto quem o
pratica quanto quem o consente (Rm 1.32). Nós cristãos não temos que aceitar,
nem achar comum esta prática. Embora tenhamos o dever de amar o próximo, o que
é abominação para Deus, deve ser uma lei para todos nós. Nosso pior problema
hoje é que, no mundo espiritual Satanás tem direito legal para agir nessa área,
porque esse direito foi dado por uma autoridade constituída por Deus (Rm
13.1-2).
1.3 Porque a corrupção está
generalizada
A corrupção em nosso país já chegou a
níveis absurdos. É claro que não podemos generalizar e dizer que todos são
corruptos, mas a grande maioria dos líderes são os culpados pelo caos da
sociedade. A lei se afrouxa diante de pessoas de alto escalão, os que deveriam
nos defender nos oprimem, e não existe segmento da sociedade em que não haja
corrupção, inclusive no meio do povo de Deus, que traz em seu bojo pessoas em
fase de libertação, e muitos, apenas com o desejo de tornar o evangelho uma
fonte de lucro (1Tm 6.5, 7-10).
2. Motivos pelos quais precisamos de uma
visitação
Precisamos urgentemente de uma obra
sobrenatural da parte do Espírito Santo, que traga poder à pregação da Palavra
para motivar os crentes da nossa nação (1Co 2.4). Com esse impacto a vaidade de
nossos dias seria atraída para a oração, e pelo desejo ardente da presença de
Deus.
2.1 A adulteração das Santas
Escrituras
Há centenas de anos, Charles Spurgeon
já havia detectado esse adultério: “Na atualidade, não conhecemos uma doutrina
bíblica que não tenha sido prejudicada por aqueles que deveriam defendê-las.
Existem muitas doutrinas preciosas a nossas almas que foram negadas por aqueles
cujo ofício seria proclamá-las, necessitamos com urgência de um retorno as
nossas antigas origens”. E, concluiu: As Escrituras têm de se tornar o
infalível alicerce de todo o ensino da igreja, sabemos que se os crentes
perderem sua firmeza, a igreja será arremessada de um lado para o outro, por
isso, cada cristão precisa fazer a diferença, para que a igreja continue viva,
(Mt 5.13).
2.2 A ausência do culto doméstico
A Bíblia nos ensina que o primeiro
lugar onde a vida cristã deve estar alicerçada é no lar (1Tm 3.4-5). Um dos
maiores desafios de nosso tempo tem sido a família cristã. Embora tenhamos
tantas pregações e inúmeros seminários e encontros sobre a família, nosso
problema reside na realização do ensino cristão e da adoração no lar. Não
podemos esperar que nossas famílias sejam transformadas apenas durante um
culto. Uma planta necessita ser regada para viver, precisamos erigir um altar
em nossas casas. Como podemos esperar que o reino de Deus prospere, quando os
discípulos de Cristo não ensinam o evangelho a seus próprios filhos?
2.3 Pessoas superdependentes de
outras
A parábola das dez virgens apresenta
um quadro interessante onde havia uma reserva de azeite trazida pelas
prudentes, e nos informa que as néscias dormiram, certamente confiando que as
prudentes iriam lhes emprestar de seu azeite (Mt 25.3-9). Até hoje a expressão
“dai-nos do vosso azeite” é uma constante na vida de muitos cristãos que jamais
entenderam que cada um dará conta de si a Deus, que a unção é pessoal, que não
se pode viver na dependência do ministério de outros (Rm 14.12). Temos uma gama
de crentes “caroneiros”, pessoas que somente possuem vida nos cultos, mas fora
deles, não regam suas vidas espirituais, não leem a Bíblia, e não separam tempo
para se dedicar a oração.
3. O que a Bíblia reservou para nós nesse
tempo?
Escrevendo aos crentes de Corinto,
Paulo expõe claramente a questão da cegueira espiritual dos judeus e o que está
reservado para todos aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus. Vejamos:
3.1 Uma glória permanente
Até hoje o mundo relata os fatos
acontecidos no Egito na época de Moisés. São feitos maravilhosos que todos
conhecemos, e mesmo não os tendo visto, sabemos que foram reais ao ponto de
anuncia-los geração após geração. Parece que nossos antepassados vivenciaram um
sonho quando lemos as páginas da Sagrada Escritura. Porém, de forma ousada,
Paulo nos afirma que toda essa glória não passava de uma sombra do que ainda
aconteceria em nossos dias, que o que Deus deseja derramar sobre seus filhos é
superior a tudo o que já aconteceu no passado, e que esteve contido na época de
Moisés porque deveria acontecer nos dias da igreja (2Co 3.10). Paulo classifica
os milagres de Moisés como transitórios, e nos revela que sobre a igreja existe
uma glória permanente (2Co 3.7-12).
3.2 O ministério da glória do
Espírito Santo
“Porque, se o que era transitório foi
para glória, muito mais é em glória o que permanece (2Co 3.11). O tempo do
verbo nesta passagem é crítico: “o que se desvanecia”. Paulo o escreveu num
período histórico de sobreposição de eras. Nesse tempo os judaizantes desejavam
que os cristãos voltassem a viver sob o jugo da Lei, que mesclassem as duas
alianças. Paulo está dizendo: “por que voltar ao que é temporário e que se
desvanece?”, vivam na glória da nova aliança que é cada vez maior. A glória da
Lei é apenas a glória da história passada, enquanto a glória da nova aliança é
a glória da experiência presente. Deus preparou algo grandioso para nossos
dias, mas o véu da revelação ainda está encoberto para muitos.
3.3 A glória permanente tem um alvo
específico e primordial
“Mas todos nós, com o rosto
descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados
de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (2Co 3.18).
Paulo nos revela que toda essa glória tem como objetivo nos tornar em imagem e
semelhança de Deus, ou seja, parecidos com Jesus. Lá no Éden o homem se
desfigurou perdendo a semelhança: no calvário, Cristo tomou de volta o que foi
perdido (Lc 19.10; 1Co 15.45-48); e o alvo final do cristianismo é que todos os
filhos de Deus se tornem semelhantes a Ele no dia do encontro (1Jo 3.2). SE
fizermos tudo e não nos tornaremos semelhantes a Cristo toda a nossa vida terá
sido em vão.
CONCLUSÃO
O Senhor reservou todo o seu melhor
para esses últimos dias da igreja, o próprio Jesus nos revelou ser possível
realizar grandes feitos. O princípio ainda é o mesmo: a santidade, a fé, e a separação
de tudo aquilo que se chama pecado. Deus ainda é o mesmo e ainda realiza
grandes feitos (Hb 13.8).


