A maneira
informal como alguns fiéis têm se vestido para ir à igreja nas celebrações
incomodou um pastor, que se manifestou publicamente para pedir que os membros
de sua congregação deixem de se vestir “tão relaxados” para ir ao culto.
“É como se
algumas pessoas resolvessem parar de cortar a grama e, em seguida, decidissem
vir para a igreja”, disse reverendo John DeBonville, da Igreja do Bom Pastor.
“Ninguém mais se veste para ir à igreja”, lamentou.
A polêmica
sobre vestimenta é algo que acontece em diversas igrejas: seja por conta do uso
de roupas consideradas sensuais, ou por causa da falta de capricho na forma de
se vestir. A crítica do reverendo DeBonville se deve ao fato de muitos fiéis
irem ao culto vestidos como se estivessem ido ao mercado.
Para os
que discordam do reverendo sobre a necessidade de existir um padrão de
vestimenta para ir ao culto, o principal argumento é o de que Deus se importa
com a intenção do sujeito. “As respostas a estas perguntas não são tão fáceis
como podem parecer. A Bíblia envia mensagens contraditórias sobre o conceito de
vestir o seu melhor no domingo. E se essa mesma questão for levada a pastores,
fiéis e estudiosos religiosos, muitos poderiam não concordar”, disse o escritor
John Blake, num artigo para a CNN.
No
entanto, o compositor e conferencista internacional sobre o culto Constance M.
Cherry afirma que a forma de se vestir dos fiéis revela muito sobre o
comportamento social vigente: “Muitos jovens e adolescentes julgam o valor do
culto baseado em satisfação pessoal. Se eu começar a usar sandálias para ir ao
Wal-Mart, então eu começo a usar sandálias para ir à igreja. Se eu começar a
levar café para o trabalho, eu tenho que levar o café para a igreja. Eles estão
sendo informados de que o conceito de ‘venha como você está’ é um desejo de
Deus que você esteja confortável”.
Já o
professor de Estudos Religiosos na Universidade de Denver, Carl Raschke,
entende que a reclamação do reverendo DeBonville seria um tiro no pé se fosse
transformada em regra, e resultaria no afastamento de muitos fiéis das igrejas:
“A adoção de um código de vestimenta não só seria um suicídio para os cristãos
norte-americanos que estão nadando contra a corrente do secularismo casual, mas
seria antiético para o cristianismo que vê cada vez mais como sua missão
permanente – para alcançar aqueles que são marginalizados e ‘não se encaixam na
sociedade”’, pontuou.
Nada
disso, porém, faz o pastor mudar de opinião: “A descontração do traje para ir à
igreja domingo foi longe demais. É uma questão de respeito e honrar a Deus “,
opina DeBonville.


