A
Fidelidade de Jesus Cristo
11 de Janeiro de 2015
TEXTO ÁUREO
“De sorte que
haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” Fp 2.5
VERDADE APLICADA
A fidelidade é
uma característica requerida àqueles que almejam viver a eternidade com Jesus.
Textos de referência
Fp 2.5-8
5 - De sorte que
haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 - que, sendo
em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 - Mas
aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos
homens;
8 - e, achado na
forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de
cruz.
INTRODUÇÃO
A maneira de
viver que Jesus partilhou com os que estavam à Sua volta foi suficiente para
influenciar as demais gerações que sucederam depois dEle (Tg 1.18). Mesmo ainda
jovem, ocupou a Sua mente e Seu tempo em cumprir estritamente os propósitos do
Pai que O enviou para uma obra incomparável (Lc 2.52).
1. A fidelidade de Jesus Cristo ao Pai
Os passos do
Mestre neste mundo foram marcados pela maneira fiel com que se relacionou com o
Altíssimo. Na Sua particularidade, mesmo sendo a segunda pessoa da trindade
divina (Lc 3.22), procurou portar-se com afinco na missão de desenvolver o
caminho de salvação através da Sua morte na cruz (Fp 2.8) e ressurreição do
túmulo (Mt 28.5, 6). Sendo a fiel testemunha (Ap 1.5) e primogênito dos mortos (1Co
15.20), mudou a história de todos aqueles que não tinham mais esperança de vida
eterna (1Jo 1.2; 5.11).
1.1 Na encarnação
de Cristo
O plano de
salvação da humanidade incluía a vinda de Cristo a este mundo como homem,
nascido de mulher, conforme profetizado pelos profetas (Is 7.14; Mq 5.2),
cumprindo todas as exigências legais ordenadas pela Lei mosaica que requeria um
sacrifício perfeito (Hb 9.11, 12; Gl 4.4) para que validasse a salvação de
todos os homens. Sua concepção, nascimento e encarnação obedeceram
criteriosamente aos propósitos de Deus prescritos na lei: homem perfeito,
nascido de uma virgem pura, sem pecado algum (Jo 1.1, 14).
1.2 Em comunicar a
verdade do Pai
A sociedade na
qual Jesus desenvolveu o Seu ministério trazia em mente a influência da
filosofia grega na cultura dos povos. Isso fica evidente na pergunta cética de
Pilatos para Jesus acerca do que é a verdade (Jo 18.37, 38). Consta no
evangelho de João que a Lei foi dada por Moisés, enquanto a graça e a verdade
vieram por meio de Cristo (Jo 1.17). Ainda assim, os grupos religiosos da
época, que detinham o conhecimento, interpretação e ensino da Lei em Israel (Lc
5.17), sentiam dificuldade em abandonar as verdades humanas para reconhecer a
verdade eterna encarnada em Jesus como o Messias prometido (Jo 4.25). Nesse
contexto de vida é que Jesus verbaliza Seus diálogos e exposições dos ensinos
divino, como aquele que traz e comunica a doutrina do Pai (Jo 7.16; Jo 14.14) a
todos os povos, tribos e nações.
1.3 Em submeter-se
à vontade do Pai
A submissão de
Jesus em concretizar o plano de salvação designado por Deus implicou-O a
tornar-se humano. Isso condicionou-O a conviver com pessoas influenciadas pelo
cumprimento da vontade romana em manter o domínio cultural e territorial de
seus súditos. Em relação à humanidade, o propósito de Deus era que alguém que
fosse perfeito assumisse a culpa pelos pecados de todas as gerações (Is 53.3-7;
1Co 13.10), uma vez que o homem carrega em seu sangue o “vírus” da
desobediência, o pecado original (Rm 5.12). Por isso, Jesus submeteu-se à
vontade do Pai, carregando sobre Si mesmo os pecados da humanidade para que
pudesse redimi-la e reconciliá-la com o Pai. Dessa forma, Jesus foi enviado
voluntariamente, como um sacrifício perfeito, imaculado, realizando um ato de
expiação na cruz, reconciliando o homem com o criador (2Co 5.18, 19).
2. A fidelidade de Jesus Cristo à Sua missão
A encarnação do
Filho do Homem entre nós teve como objetivo principal expiar os pecados da
humanidade na cruz, reconciliando os pecadores e salvando todos os que haviam
se perdido (Jo 1.14). Portanto, enfatizaremos a seguir o teor da fidelidade de
Jesus no cumprimento dessa incumbência intransferível.
2.1 Expiar os
pecados
A humanidade
carece de salvação devido à incontestável realidade do pecado que a tem
contaminado, manchado e afastado de Deus, conforme declarou o apóstolo Paulo
(Rm 3.23). A natureza humana estava corrompida, degenerada e completamente fora
do plano do Criador, daí a necessidade de se preparar uma solução permanente
que correspondesse aos requisitos da justiça e do juízo divino. Ao enviar Seu
filho para realizar a obra expiatória na cruz (Fp 2.8), Deus preparou o
sacrifício perfeito (Hb 7.26), o advogado fiel (1Jo 2.1), o caminho reto pelo
qual todos os que creem em Seu nome possam ser reconciliados.
2.2 Reconciliar os
pecadores
A comunhão no
relacionamento entre Deus e o homem foi interrompida desde que o pecado foi
concebido pelo primeiro casal no Éden, onde se fizeram inimigos de Deus (Cl
1.21). Mas, o amor que Deus tem pelas Suas criaturas é imensurável (Jo 3.16),
capaz de ir ao encontro do homem caído e restabelecer a paz (Is 9.6),
reconciliando-o consigo mesmo através da morte vicária de Cristo (2Co 5.18) e
removendo o abismo de separação criado pelo pecado (Is 59.2). Portanto, Jesus é
o mediador do melhor concerto, consumado na Cruz por um alto preço
independentemente de nós, e que oferece melhores promessas (Hb 8.6) aos pecadores
reconciliados porque Ele nos amou primeiro (1Jo 4.19).
2.3 Salvar os
perdidos
O ato de
expiação na cruz proporcionou a libertação do pecado e seu poder destrutivo a
todos os que creem no nome de Jesus (Lc 19.10), assim também como à
descendência de Abraão (Mt 1.21). Vivificados em Cristo, todos aqueles que são
alcançados pela graça experimentam a novidade de vida ensinada e promovida
diariamente pelo agir do Espírito Santo (Ef 2.5). Assim, o Bom Pastor que deu
Sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11) direciona Seu olhar desde o céu a percorrer
os campos, desertos e vales à procura da ovelha que se perdeu pelo caminho do
engano (Mt 18.12) no decorrer das gerações. Nenhum daqueles que o Pai deu a
Cristo, exceto o filho da perdição, se perdeu enquanto Jesus cumpria fielmente
Seu ministério aqui na Terra, porque o Mestre os guardava (Jo 17.12).
3. A fidelidade de Jesus Cristo à Sua Igreja
A Igreja é a
única organização instituída por Jesus para representá-lo na Terra. É um
organismo vivo e ativo para agir no mundo como corpo de Cristo, reunindo
pessoas de todas as classes sociais, etnias e culturas (1Co 12.13), revelando
os propósitos divinos e as verdades das Escrituras, apregoando o amor de Jesus
e Seu ministério salvífico.
3.1 Revestindo a
Igreja com poder
O revestimento
de poder se deu inicialmente quando Jesus Cristo ordenou a seus discípulos que
permanecessem em Jerusalém para que recebessem a virtude do Espírito Santo (At
1.8). A partir de então, toda a Igreja recebeu esse poder que lhe torna capaz
de pregar, testemunhar e anunciar o Reino de Deus, e leva o crente a defender
dinamicamente a fé que uma vez lhe foi entregue (Jd 3). Necessitamos de
qualificações espirituais para servir o Mestre e Sua obra para qual fomos
chamados. O apóstolo Paulo descreve que os dons do Espírito Santo são
dispensados àqueles que propõem em sua mente viver para Deus e vencer o pecado
a cada dia (1Co 12). Assim, o poder de Deus dispensado a Sua Igreja sempre terá
como alvo o aperfeiçoamento e fortalecimento daqueles que aceitaram o desafio
de seguir o Cordeiro em comunhão e fidelidade a Seus mandamentos (Mc 16.15-18).
3.2 Preservando a
Sua Igreja
A Igreja Cristã
é perseguida desde seu início em Jerusalém. Entretanto ela é fundamentada em
Cristo e por isso é capaz de suportar as tempestades que se levantam contra ela
(Mt 16.18). Jamais os representantes políticos e movimentos socioculturais de
uma nação poderão inserir normas que venham desfazer a Igreja que está pautada
na Palavra de Deus (Cl 3.16). A igreja gloriosa, invisível e inumerável de
Jesus está muito além das paredes de tijolos feitas por mãos humanas, pois a
sua posição não é alcançada pelo homem natural (1Co 2.14) e sim espiritual.
3.3 A certeza da
Sua presença
A noiva do
Cordeiro tem a alegria de contar com a companhia fiel e ininterrupta de seu
noivo mesmo antes do casamento, uma vez que Cristo é Onisciente, Onipotente e
Onipresente (Jr 23.24). Pois a fidelidade de Jesus transcende o nosso
entendimento e mesmo que Sua Igreja possa se sentir fragilizada diante dos
obstáculos, não está só. O apóstolo Paulo, ao escrever a Igreja que estava em Corinto
(1Co 6.19), lembrou os de que cada crente é habitação do Espírito Santo, dessa
forma somos ensinados como proceder em todos os instantes de nossa vida cristã.
CONCLUSÃO
A fidelidade de
Jesus está pautada no compromisso com o Pai de se oferecer para vir ao mundo,
de levar ao Calvário os pecados da humanidade, ser fiel ao cumprir Sua missão e
apresentar ao mundo a certeza de Seu amor incondicional para com Sua Igreja
amada.


