O advogado do
brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenado à morte por tráfico de drogas na
Indonésia, vai tentar interná-lo num hospital psiquiátrico para evitar sua
execução. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo desta segunda-feira, Utomo
Karim, advogado pago pelo governo brasileiro para defender Gularte, afirma que
a lei da Indonésia veta a pena de morte para doentes mentais.
O brasileiro foi
diagnosticado com esquizofrenia, condição atestada por um médico da Indonésia,
mas se recusa a ser internado. Segundo o jornal, o advogado garantiu que sua
estratégia não se trata de uma simples tese. Karim ouviu do porta-voz da
Procuradoria-Geral – órgão responsável pelas execuções – que se a esquizofrenia
fosse comprovada, o cumprimento da pena de morte seria adiado.
Uma prima de
Gularte chega nesta segunda ao país asiático para tentar convencê-lo a se
internar. A mãe do brasileiro, Clarisse Gularte, não viajou pois está
emocionalmente muito abalada. Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 42 anos, foi
condenado à morte em 2005, assim como Marco Archer Cardoso Moreira, executado
com um tiro de fuzil neste sábado. A execução de Gularte será cumprida em
fevereiro, mas ainda não há uma data definida. Na semana passada, ele teve seu
pedido de clemência rejeitado pelo presidente Joko Widodo. Com isso, não há
mais recursos legais que possam impedir o seu fuzilamento.
O brasileiro foi preso em 2004 no aeroporto
de Jacarta tentando entrar no país com 6 quilos de cocaína escondidos dentro de
uma prancha de surfe. De acordo com a Folha, Cardoso Moreira nunca escondeu que
era um traficante de drogas, e Gularte era “mula” – pessoa que recebe dinheiro
para carregar entorpecentes de um lugar para outro. Ele está detido na prisão
de segurança máxima de Pasir Putih (areia branca, em português), em
Nusakambangan, principal ilha do arquipélago da Indonésia. Cardoso Moreira
também estava no mesmo local, mas, segundo o jornal, ambos não se falavam.
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Fonte: Veja

