Teólogos
e filósofos debatem como a tecnologia pode influenciar a religião
Enquanto muitos pastores fazem campanhas
de oração pelos cristãos perseguidos e pedem maior engajamento dos cristãos
norte-americanos em causas relativas à liberdade de culto, o pastor Christopher
Benek, da Igreja Presbiteriana de Providence, na Flórida, está mais preocupado
com a salvação dos robôs.
Entrevistado
para um site especializado em computação, declarou: “Não vejo a redenção em
Cristo limitada a seres humanos. Se uma Inteligência Artificial é autônoma,
devemos encorajá-la a participar dos propósitos da Redenção em Cristo no
mundo.”
Entre alguns
círculos teológicos e filosóficos americanos, existe um amplo debate sobre
experiências com inteligência artificial (AI) e o surgimento de robôs autômatos
dentro das próximas décadas.
Há um movimento denominado transumanismo, que embora se apresente
como filosofias deseja indicar respostas para questões existenciais do ponto de
vista religioso. Aos poucos, o debate tem chegado ao Brasil.
Michio Kaku, um
dos maiores propagadores do Transumanismo explica que o homem pode ser
imortalizado ao se implantar a sua consciência em máquinas e com isso alcançar
a eternidade. Em ultima instância, todos os seres humanos se tornarão deuses.
Embora para
muitos isso é apenas loucura, o fato é que pastores como Benek, que tem
mestrado em divindade e teologia pela Universidade de Princeton, defendem a
necessidade de um debate teológico sobre essa questão da salvação para outras
formas de vida. Isso inclui as declarações recentes do Vaticano sobre a
necessidade (ou não) da salvação dos extraterrestres que porventura venham um dia ao planeta
Terra. Além da afirmação do papa que batizaria um marciano.
Os
trans-humanistas já tem uma igreja
on-line, fundada pelo futurista Giulio Prisco. Para Prisco, uma espécie de
pastor dessa igreja virtual, muito em breve robôs superinteligentes com
qualidades humanas andarão sobre a terra. Como eles terão consciência, deveriam
ser considerados “pessoas” e por isso necessitam igualmente de salvação, pois
seriam capazes de pecar.
Ele vai mais
além, dizendo que esses robôs deveriam ser expostos a todas as religiões e
decidir por si mesmos qual desejam seguir. Para ele, a contribuição da Inteligência
Artificial poderia ajudar a “redefinir” a religião como um todo.
O teólogo
cristão James Magrath, professor de Novo Testamento na Universidade de Butler, escreveu recentemente um artigo sobre como
androides que possuem superinteligência poderiam se tornar “fundamentalistas”
se expostos aos ensinamentos bíblicos e decidissem segui-los à risca.
O pastor Benek
acredita que logo se chegaria um consenso. “O Espírito Santo pode trabalhar num
ser com Inteligência Artificial! Poderá haver igrejas criadas para lidar e
promover uma AI religiosa. No futuro, AI pode ajudar a espalhar a palavra de
Deus. Na verdade, AI poderá nos ajudar… compreender melhor a Deus”. Com
informações Gizmodo e Hyper Grid Business
GOSPEL PRIME

