Os religiosos são contra a união de pessoas do mesmo sexo e possuem o
direito de não aceitar a realização da cerimônia.
No sábado
aconteceu em Itajaí (SC) o tradicional casamento coletivo da cidade, uma
cerimônia realizada há oito anos, mas que pela primeira vez teve a união civil
de um casal gay.
Padres e
pastores que geralmente participam da cerimônia abençoando os casais não
quiseram participar e o assunto gerou polêmica na imprensa local.
Essa foi a
primeira vez que a cerimônia foi apenas civil, dois juízes de paz
uniram os 73 casais que participaram do evento anual e apesar da falta da
bênção religiosa, o evento foi bastante emocionante para os noivos e seus
familiares.
Um dos
pastores convidados para dar a bênção aos noivos foi Adael Santos que realizou
no ano passado o casamento de 74 casais. Porém este ano ele se negou a
participar. “Este ano entre os casais há um relacionamento homossexual e por
isso não haverá cerimônia religiosa. Nenhum pastor ou padre aceitou fazer”,
disse ele no Facebook.
Ao jornal
Diarinho, que circula na cidade, Santos explicou que padres e pastores seguem a
Bíblia e que ela condena a relação homossexual. “Deus criou o homem e, de uma
costela dele, criou a mulher. Este é o modelo de casal que ele abençoa, homem
com mulher”, disse o pastor.
A diretora de Políticas Temáticas da
Prefeitura e organizadora do casamento coletivo, Cristiane Stuart, disse que a
inscrição do casal gay gerou polêmica no órgão e até sugeriram realizar um
evento separado para não alterar a cerimônia que já faz parte do calendário de
atividades da cidade.
“Sugeriram que fosse organizado um
evento separado, mas não aceitamos. São todos iguais. Casam todos juntos”,
disse Cristiane. “Não vamos deixar de aceitar casais homossexuais por causa
disso”, afirma ela.
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